Essa semana os trabalhos estão a todo vapor! Thomas Prehn do MindLab, Dinamarca, está em Brasília empenhado em manter o ritmo da parceria com a Enap e Ministério do Planejamento. Além de vários momentos de trocas de experiências estão ocorrendo encontros para capacitação de colaboradores da Rede InovaGov.
Estão sendo momentos de muito trabalho e descontração aprendendo sobre Design Thinking, métodos de pesquisa etnográfica, abordagens de empatia e colaboração. Além disso, já começamos a pensar quais serão os rumos da inovação no setor público para o próximo ano.
Você não pode ficar de fora do 1° Hackathon da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)! A ideia é criar soluções úteis e inovadoras, aumentando a transparência na divulgação das informações públicas do setor relacionadas a planos de saúde.
O Hackathon é organizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar em parceria com a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), a Abramge/RJ, a Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (Anab), a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde). O evento será realizado em dezembro, no Rio de Janeiro. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de 1º a 14 de novembro, por meio do preenchimento de formulário disponível no portal da ANS.
Os candidatos podem se inscrever individualmente ou em equipes formadas por no máximo cinco componentes. Os quatro primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro que vão de R$ 5 mil a R$ 15 mil em valores brutos.
Quem gosta de desafios e tem habilidade para desenvolver soluções com rapidez e eficiência não pode ficar de fora do Hackathon Serpro. As inscrições estão abertas a partir desta quinta-feira, 10, e a competição será realizada nos dias 16 a 18 de dezembro, em Brasília. Durante o evento, dez equipes vão criar chatbots, robôs que simulam um ser humano na conversação com usuários. A melhores soluções ganham, respectivamente, seis mil, quatro mil e dois mil reais.
O chatbot é um robô com inteligência artificial que, por meio de métodos auditivos e textuais, simula um ser humano em conversação inteligente com as pessoas. Apesar da solução consultar uma base de dados, a impressão é que a conversa ocorre com outro ser humano, iniciativa que se destina a contribuir com a construção de ideias e fortalecer os laços entre a empresa e a sociedade.
A intenção do evento é fortalecer os serviços de governo digital e promover um ambiente de inovação e colaboração. Nesta primeira edição, o Hackathon é dedicado exclusivamente ao público externo, e não será permitida a participação de empregados do Serpro.
Como participar
Para participar do Hackathon Serpro, basta ser maior de 18 anos, ter interesse pela área de TI e gostar de programar. Cada equipe poderá ter dois a cinco integrantes. As inscrições são gratuitas, podem ser feitas no endereço hackathon.serpro.gov.br e terminam quando for atingido um total de 50 pessoas. Confira também o edital de participação com as normas do concurso.
Maratona
Durante três dias, os programadores estarão na sede do Serpro programando freneticamente em uma maratona de mais de 30 horas de competição. Os competidores também poderão participar de palestras e contar com o apoio de mentoria. Os sistemas poderão utilizar dados abertos do governo. Os trabalhos serão avaliados pela Comissão Julgadora, formada por profissionais do Serpro e de entidades externas, com base em critérios de inovação, usabilidade, design, funcionalidade, uso de recursos tecnológicos e adequação ao tema.
A última semana foi intensa!
A Semana de Inovação em Gestão Pública uniu várias pessoas interessantes ao redor do tema e, para nós do Ministério do Planejamento - e tenho certeza que também para o pessoal da Enap -, foram dias de muita correria, com um ar de "queria poder ter estado em todas as arenas ao mesmo tempo". Mas isso é assunto de outro post...
No meio desse corre aqui, corre lá, coordenando arenas, auxiliando palestrantes e participantes e tropeçando em post-its, veio algo arrebatador! Os celulares de todos nós foram tomados por mensagens do tipo "vocês estão vendo o que fizeram os organizadores do prêmio de inovação?".
Daí, eu pergunto: vocês viram o que fizeram os organizadores do prêmio de inovação? Uau! Digo, uau! Um show de criatividade tomou o telão, num horário não muito gentil com aqueles que já estavam em seu segundo dia de imersão em palestras. E tudo parou. E mais ninguém lembrou do cansaço.
Cá entre nós, nunca uma versão do Prêmio de Inovação em Gestão Pública fez jus às iniciativas que premia. Nunca até 2016. Dessa vez, o parabéns não fica "só" para as lindas iniciativas que nossos colegas servidores foram capazes de implementar, apesar de todas as barreiras. Dessa vez, merece também um prêmio a equipe que pensou, montou e executou esse vídeo (e sei que teve um tempero especial do Inova/MP aí nessa receita enapiana, hein!?)!
Mas não vou mais falar nada e vou convidá-los a tirarem suas próprias conclusões. Ah! E não falei das iniciativas premiadas para não perder a graça - o filme fala muito melhor delas do que eu seria capaz! ;)
Atualmente fala-se muito da necessidade de um novo perfil para o servidor público. O conhecimento medido pelo concurso público é somente a forma de garantir a sonhada vaga de emprego. Mas os desafios diários para prestação de um serviço de qualidade ao cidadão exigi do servidor público não apenas o conhecimento técnico do cargo, mas também a habilidade de ser criativo. Contudo, muitas vezes as demandas diárias e as pressões do ambiente de trabalho inibem a construção de ideias que possam melhorar a qualidade ou trazer alguma inovação para o serviço público.
Há uma grande demanda por melhores serviços, mas os orçamentos são apertados para investimentos significativos na melhoria do serviço. Vive-se uma época de poucos recursos, contenção de gastos e forte pressão social para que os governos priorizem a qualidade dos serviços públicos. Tem-se então um problema desafiador a ser resolvido pelo servidor público. Pede-se então que ele desenvolva a sua criatividade. O que fazer então?
Este é o momento de dar uma chance para a cocriação. O termo cocriação, do inglês co-creation, foi introduzido em 2004 por Prahalad e Ramaswamy, no livro The Future of Competition: Co-creating Unique Value with Customers, para descrever um processo colaborativo de geração de valor, onde a experiência do cliente se torna o pilar do valor entregue pela empresa.
Usando a cocriação, o prestador do serviço público sai de um processo convencional em que o cidadão e o servidor público desempenham papéis distintos onde um faz o serviço e o outro o recebe. Na cocriação esses papéis deixam de existir. Ambos são responsáveis pela produção e entrega do serviço ou produto. A cocriação é portanto um processo centrado na experiência do cliente. É um processo conjunto de criação que resulta na entrega de um valor único para cada indivíduo. Em outras palavras, a cocriação é um processo usado para desenvolver soluções criadas com as pessoas e para as pessoas.
Gillinson et al., em Radical Efficiency: Different, better, lower cost public services, disponível em www.nesta.org.uk, apresentam 5 estudos de casos de sucesso no setor público, baseados na parceria entre usuários e prestadores de serviço para entregar serviços mais eficientes, melhores e com custo mais baixo. No artigo os autores mostram uma nova perspectiva de como as organizações públicas podem resolver problemas atuais por meio de uma redefinição do relacionamento entre governo, comunidade e cidadãos. Nos casos apresentados, a melhoria é pensada em termos, também, da qualidade de vida das pessoas e não apenas da qualidade do serviço.
Ontem, 09/08, o tema "Startups" foi o mote para a turma do InovaGov se encontrar no Espaço Nexus da ENAP.
CAIXA, MDIC, MCTIC e MP apresentaram suas experiências visando a fomentar a participação das startups na construção de soluções de valor público, e ficou claro que temos aspectos diversos a considerar em nossas ações (questões legais, estabelecimento de parcerias, aquisição de soluções pelo governo, concessão de bolsas para fomentar inovação, realização de concursos, ... - enfim, um desafio altamente interessante de tão complexo que é).
Um dos desafios mobilizadores em curso na Rede InovaGov trata especificamente de alianças público-privadas e os próximos movimentos nessa direção devem acelerar a interação com empreendedores do Setor Privado (sempre lembrando que a concepção da Rede InovaGov prevê a mobilização dos Setores Público e Privado, da Sociedade Civil e da Academia).
Fique atento às nossas atualizações deste tema vibrante, aqui neste mesmo bat-blog, neste mesmo bat-canal, ...
Nesta quinta-feira, 16/06, representantes do MP (SEGES e STI), do MCTIC, do MDIC e da ANVISA, que fazem parte da Rede InovaGov e discutem formas de aliança entre os setores público e privado, estiveram reunidos no Ministério do Planejamento.
Partindo da apresentação feita no último encontro da rede, foram identificadas iniciativas que podem ter impactos relevantes no que o grupo desenvolve, como o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde - PROADI/SUS e as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), ambas no âmbito do Ministério da Saúde.
Outra frente de prospeção identificada são as ações conduzidas por órgãos públicos junto ao Movimento Brasil Competitivo (MBC), que têm permitido a contratação de especialistas renomados e a geração de resultados impossíveis de serem alcançados, com tal qualidade, apenas com o uso de recursos próprios.
A próxima agenda do grupo envolverá a apresentação de representantes do PROADI e das PDPs, visando tanto à possibilidade de incorporação de boas ideias e práticas a iniciativas já existentes na Administração quanto à elaboração de um modelo específico para inovação no setor público.
Pois é, nesta semana participei de uma oficina de inovação da Vice-Presidência de Governo da CAIXA e a ideia que construímos - em rede, sempre em rede... - acabou sendo a escolhida para ser incubada pelo CAIXA Lab.
Foi tudo muito legal, a começar pela escolha do local (imagine só, o Planetário, com sessão especial para os participantes. Ou seria espacial???...).
* como mencionei no vídeo, fiquei bem impressionado com várias ferramentas e experiências de compartilhamento de conhecimento que já estão disponíveis para usarmos - veja a lista de algumas delas:
- Firechat: um app para as pessoas conversarem em seus smart phones, sem necessidade de conexão à internet;
- SeeClickFix: plataforma de comunicação de comunidades para a resolução de questões que afetam a vida de todos;
- Chrends: uma rede para discutir assuntos sem que você precise se identificar;
- Chatclass: ensino a distância pelo Whatsapp;
- Byju: mais uma solução de aprendizagem digital;
- Farmerbook (digital green): compartilhamento de conhecimento entre agricultores do mundo inteiro. O grande barato da solução foi a premissa de ensinar os agricultores a fazerem e a publicarem vídeos de alta qualidade usando celulares - a partir daí, a rede de problemas / soluções se estabeleceu e ganhou vida :)
Começa hoje o GovJam, um evento global em que se encoraja a experimentação, novas ideias e novos contatos. Trabalhando em torno de um tema em comum, pequenos times irão se encontrar em diferentes países, trabalhando 48 horas na construção de abordagens inovadoras e soluções voltados para os desafios enfrentados pelo setor público. Ao final da maratona, os participantes compartilharão seus resultados com o resto do mundo.
Neste ano, o evento será sediado em 5 cidades brasileiras: São Paulo, Recife, Florianópolis, Curitiba e Londrina. O Tema Global para os participantes do Global GovJam será anunciado em
horário fixo na Terça-feira dia 31/05 às 18h30 e os resultados devem ser
compartilhados até às 15h da Quinta-feira dia 02/06.
Para ter uma ideia de como o evento funciona, veja a programação do GovJam SP.
No ano passado, o GovJam ocorreu em Curitiba, São Paulo e Brasília. Eu participei da edição de Brasília
e achei o evento fabuloso! A rede InovaGov ainda não existia, mas gosto
de pensar que ali começou a germinar sua sementinha, pois conheci
pessoas do laboratório de Inovação do TCU, do LabHacker da Câmara e de
diversos outros locais!
Caso alguém da Rede esteja participando este ano, favor postar um relato aqui no blog ao término do evento!
Etapa fundamental da construção de políticas públicas, ouvir a sociedade faz parte do projeto Inova EJA, que lançou, nesta terça-feira, 10, uma página na internet para troca de experiências e sugestões sobre a educação de jovens e adultos (EJA). Com a iniciativa, o Ministério da Educação pretende reunir sugestões de estudantes, professores, diretores de escolas que oferecem essa modalidade de ensino e gestores municipais e estaduais para a elaboração de nova política nacional voltada para esse público.
Até as 18h de 30 de junho próximo, a plataforma on-line estará aberta para cadastramento e colaborações. A página vai funcionar como uma espécie de rede social, na qual será possível, além de relatar experiências bem-sucedidas e lançar propostas inovadoras para a educação de jovens e adultos, interagir com outros participantes cadastrados.
Na plataforma, é possível colaborar com propostas e experiências sobre as práticas e os recursos educacionais de uma pedagogia especializada na educação de jovens e adultos e sobre a certificação e a validação de conhecimentos gerais e competências técnicas. Além da articulação acadêmica com universidades e institutos federais para desenvolver a modalidade de ensino, a página também vai abrir espaço para discussão a respeito do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) e da gestão, financiamento e desenvolvimento da educação de jovens e adultos.
Lançado a poucos dias, o site já contempla dezenas de propostas e experiências para os 5 temas disponíveis. Após a fase de coleta das contribuições, o próximo passo será a realização, pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, de uma série de audiências públicas pelo Brasil para discutir o documento, que já contará com as colaborações on-line.
Essa iniciativa é parte integrante de projeto do MEC desenvolvido pelo CNPq com apoio da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Lavras sob coordenação do Prof. Paulo Henrique Bermejo com o intuito de prospectar inovações no âmbito da educação a partir da mobilização social.
Estive recentemente em Las Vegas e aproveitei para rever o emocionante "Love", montado em cima das canções dos Beatles. Cirque du Soleil + Beatles é certeza de boa gestão e inovação - pelo menos, eu acho (os 4 de Liverpool trabalhavam em uma "democracia invertida" e a turma do Cirque usa as competências que todos possuímos para gerar uma experiência única).
Como um processo dinâmico e vivo, "Love" mostrou-se renovado 10 anos após sua estreia, tanto pelo fato de que cada experiência é diferente da anterior (ainda que pensemos estar passando pelo "mesmo processo"), quanto em virtude de alterações na estrutura do espetáculo, com esquetes modificados, inclusão de novos efeitos cênicos, gráficos e tecnológicos e músicas que não faziam parte do conteúdo original. Mexer em time que está ganhando para ser ainda melhor é possível e altamente recomendável.
Há um documentário chamado "All toghether now" - infelizmente, não disponível no YouTube -, que conta a história da montagem da primeira versão de "Love". Uma divertida aula de gestão moderna - certamente você se enxergará em situações como as engrenagens que resolvem não funcionar justamente no momento em que a prévia do show é apresentada a ninguém menos que Paul McCartney...
Enquanto isso, confira abaixo um trechinho do deslumbrante "Love" :)
Desde o início da semana encontra-se aberta a Consulta Pública referente ao Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Em sua primeira fase, que vai até o dia 12 de junho próximo, a população poderá opinar quanto aos dispositivos da Lei - e o MCTI preparou algumas questões associadas a cada dispositivo, para orientar a participação dos interessados.
Em um segundo momento, entre 10 de julho e 10 de agosto de 2016, será feita a discussão da minuta do respectivo decreto, após o que a proposta final de regulamentação tomará forma.
O Nesta é uma ONG britânica cuja missão é ajudar pessoas e organizações a darem vida a grandes ideias - isto você provavelmente já sabia...
Dentre suas iniciativas, o Nesta possui uma "caixa de ferramentas" de inovação, baseada em como criar, adotar ou adaptar ideias que possam entregar resultados melhores a seus usuários. As ferramentas em questão são fáceis de usar, simples de aplicar e projetadas para ajudar desenvolvedores. Cada uma delas possui templates e instruções de uso disponíveis aos interessados.
Clique aqui para conhecer e usar as ferramentas de inovação do Nesta - para descobrir qual aquela mais apropriada às suas necessidades, basta acessar a opção "find your tool" no canto superior esquerdo da tela.
Oficina para a construção da plataforma Ipea LabGov foi realizada no órgão na quarta-feira, 13/4.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizou na quarta-feira (13/4) a oficina de trabalho para discutir o projeto Modernização e Inovação no Setor Público. Dividido em três partes (pesquisa, capacitação e a construção da plataforma), o projeto tem como objetivo principal ampliar a capacidade de disseminação de conhecimento e de experiências inovadoras no governo. Para isso, é fundamental entender como o Estado inova e, assim, criar condições para aprimorar a capacidade inovadora dentro da administração pública brasileira.
Com a criação da plataforma online Ipea LabGov, o Instituto tem a intenção de garantir uma perspectiva intersetorial e transversal das suas diretorias, bem como unificar parte das ações de outros órgãos relacionadas à temática de inovação em governo. De acordo com Pedro Cavalcante, que ao lado de Bruno Cunha coordena o projeto, "as plataformas de pesquisas precisam ser inovadas.
Várias pesquisas que são divulgadas muitas vezes acabam se tornando obsoletas. A ideia do Ipea LabGov é justamente apresentar uma nova ferramenta para que se experimente e se construa conhecimento acerca de iniciativas inovadoras e que dissemine esse conhecimento, sobretudo, no âmbito governamental", afirma Pedro. Com representantes de praticamente todas as diretorias do Ipea, a oficina procurou incorporar diferentes perspectivas sobre os valores, atividades, parceiros e público alvo do projeto.