Blog da Rede de Inovação no Setor Público

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20 de mar. de 2017

A inovação pode colaborar para um mundo mais justo?


A resposta é sim.

A Unesco publicou, recentemente, o “Relatório Mundial de Ciências Sociais 2016. O desafio das desigualdades: caminhos para um mundo mais justo”, documento elaborado pelo Conselho Internacional de Ciências Sociais (International Social Science Council – ISSC) e pelo Institute of Development Studies (IDS), sob a orientação de um Conselho Consultivo Científico (Scientific Advisory Council – SAC), formado por renomados estudiosos na área da desigualdade, com diferentes históricos acadêmicos e provenientes de todas as partes do mundo.

O relatório é direcionado a públicos diversos (estudantes, especialistas em desigualdades, gestores de políticas públicas, tomadores de decisão, instituições de pesquisa, sociedade civil, meios de comunicação, etc), e oferece uma revisão atualizada de abordagens e dados, explora algumas das consequências da desigualdade em diferentes níveis, apontando a situação das desigualdades em todo o mundo por meio de insights multidisciplinares de vários países e de todas as regiões mundiais.

Mas, por que falar de desigualdades em 2015? Porque estudos indicam que elas vêm crescendo, principalmente quando tem-se o dado de que quase metade de toda a riqueza das famílias de todo o mundo pertencia a 1% da população mundial, e que as 62 pessoas mais ricas possuíam o mesmo que a metade inferior da humanidade.

No entanto, a publicação defende que as desigualdades não devem ser compreendidas e abordadas somente em relação à renda e à riqueza. Elas interagem através de sete dimensões principais: econômica, política, cultural, ambiental, espacial e relativa ao conhecimento.

Diante desse contexto, a questão da crescente desigualdade e o que se deve fazer a respeito adquire importância nas mentes dos governos, do setor privado, de líderes da sociedade civil e de cidadãos em todo o mundo, principalmente quando se reconhece que reduzir as desigualdades significa estimular transformações no sentido da sustentabilidade, promover o progresso social, reduzir os conflitos e a violência, e desenvolver uma governança inclusiva.

E o que a inovação tem a ver com isso?

O Relatório publicado pela Unesco indica que ação coletiva de cidadãos está abrindo espaços a novas soluções para a desigualdade, as quais podem inspirar inovações de políticas inclusivas e defende que é necessária uma abordagem multidisciplinar para o estudo sobre a desigualdade, com contribuições de uma ampla gama de ciências sociais (tais como economia, ciência política, sociologia, psicologia, antropologia, direito e estudos sobre desenvolvimento), assim como de outras disciplinas e fora da universidade.


Isso significa ir além da quantificação das diferentes dimensões da desigualdade, ou seja, enfatizar métodos qualitativos e participativos, assim como desenvolver combinações inovadoras no campo da pesquisa quantitativa e qualitativa, para se entender por que e como as desigualdades persistem. Conclui-se, por fim, que um mundo mais justo precisa de conhecimento transformador, novos caminhos, novas respostas, que, por sua vez, devem envolver abordagens multidisciplinares e inovadoras sobre os desafios relacionados à redução das desigualdades. 

Acesse o resumo do Relatório em: http://unesdoc.unesco.org/images/0024/002459/245995POR.pdf



9 de mar. de 2017

G°n'Papo no YouTube



Todos os que estiveram na conversa com o Chicão, do VivaRio, saíram com a cabeça fervilhando.
Para aqueles que não puderam estar conosco, eis aqui o link para assistir no canal G°Nova do YouTube.

G°n'Papo com o Chicão


Na primeira parte, ele tratou do  futuro que já chegou e vai até o minuto 38. A partir do slide AIME, até o minuto 1:02, vimos como é o uso de inteligência artificial para prever os focos de Aedes aegypti de forma georeferenciada e dar maior eficiência aos métodos de prevenção.

Torcemos para que vocês também sejam contaminados pela inovação!




24 de out. de 2016

E aquela pesquisa do início do mês?


Nós perguntamos como vem sendo a experiência dos membros da InovaGov com a Rede. Trinta de vocês responderam, representando 18 instituições diferentes (47% do total que compõe a InovaGov) e chegou a hora de divulgarmos os resultados (batam os tambores!):

Perguntamos sobre aquelas expectativas (positivas e negativas) que mapeamos lá em nosso primeiro encontro e sobre como elas vêm se concretizando. Sentimos dizer, mas... não falaremos delas aqui, hoje. Nossa ideia é guardarmos essas informações mais um pouquinho para torná-las públicas em nosso encontro de fim de ano (já está chegando, né?!).

Sobre os desafios mobilizadores, perguntamos quantos os conhecem e o que poderia estar atrapalhando o engajamento. Vocês responderam:



Alguns de vocês consideram que não devemos tratar novos desafios no próximo ano, mas apareceram algumas novas propostas interessantes: desburocratização, envolvimento da sociedade civil, benchmarking, práticas de inovação com recortes regionais, incentivo à mobilização de pessoas na própria Rede e ampliação da capacidade do Lab ou de outro espaço de cocriação.

Para melhorarmos esse quadro, vamos procurar fazer posts sobre os desafios mobilizadores que estão sendo trabalhados na InovaGov. Quem sabe, assim, damos mais motivos para o engajamento de outros membros - acho até que vocês vão enxergar algumas dessas sugestões nos projetos que estão sendo tocados.

Quanto aos nossos encontros:



Quanto a novos colaboradores potenciais para a InovaGov, a lista foi extensa: algumas das sugestões já estão conosco, como o Ipea e as Agências Reguladoras; outras, ainda precisamos engajar, como estados e municípios, instituições privadas e universidades. 

Está na hora de elaborarmos nosso estatuto de funcionamento para termos definidos como faremos esse engajamento!

7 de out. de 2016

Casos de Sucesso - Plano de Contingência




IBAMA assina acordo de cooperação com Agência Espacial Europeia para que o satélite europeu Sentinel cubra as Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, mais o polígono do pré-sal. Ou seja, neste momento, com as imagens do satélite europeu, a dinâmica brasileira para identificar e agir contra poluição de óleo é mais rápida. Isso foi possível a partir de uma das missões, apoiadas pelo Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia - Brasil.


Há plataformas em alto mar trabalhando 24h para extração de petróleo, muitas delas ao longo da grande extensão da costa brasileira, no mesmo mar rico em biodiversidade que muitos utilizam para tirar seu sustento e que você deve dar aqueles mergulhos nas folgas ou férias de verão. Já parou para pensar o que um erro de operação nessas plataformas pode acarretar? Felizmente, desde o final de 2013, o Brasil vem se preparando para lidar com esses acidentes.

Primeiramente foi estabelecido o Plano Nacional de Contingência (PNC) e nele o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) foi designado para lidar com derramamentos de óleo nas águas brasileiras, em conjunto com a Marinha e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombusítveis (ANP). Com toda essa responsabilidade o instituto logo buscou informações consistentes sobre o “quê” e “como” fazer. É aí que entra o Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia - Brasil. Em 2014, na 7ª Convocatória, o IBAMA apresentou uma proposta de ação que tinha como principal objetivo adquirir conhecimento sobre normas e legislação referente a Planos de Contingência de Países Europeus e atendimento a emergências ambientais no mar, nomeadamente exigências dos portos relativas à movimentação de óleo e demais produtos perigosos. O Projeto financiou missões de equipes brasileiras a Portugal e Finlândia, trabalhos de pesquisa por parte de peritos europeus e brasileiros, além de eventos no Brasil que trouxeram europeus para trocar ideias com especialistas brasileiros.

O fluxo de ideias, sugestões e discussões foi tão rico que acabou rendendo mais uma proposta de ação, apresentada aos Diálogos Setoriais na 8ª Convocatória. Nesta, o objetivo era conhecer métodos práticos a serem utilizados para combater possíveis derramamentos. Foram novas contratações de peritos e novas missões à Europa, que tiveram um resultado bem concreto.

No Brasil, os órgãos que compõem o PNC só ficariam sabendo de acidentes com óleo se a empresa desse um aviso, “o poluidor tem que comunicar ao IBAMA que poluiu”, como disse Fernanda Cunha Pirillo Inojosa, Coordenadora Geral de Emergências Ambientais do IBAMA. Já na Europa, esse controle é feito pela Agência Espacial Europeia (ESA), por meio de um Satélite chamado Sentinel, que entre outras coisas é utilizado para identificar manchas suspeitas de óleo, fazendo da Europa um monitor ativo de incidentes. É esse modelo que o Brasil pretende alcançar.

Em uma das missões do projeto de técnicos do IBAMA à ESA, foi fechado um acordo de cooperação entre os dois institutos. Agora o Sentinel está direcionado para o Brasil para cobrir as Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, mais o polígono do pré-sal. Ou seja, neste momento, com as imagens do satélite europeu a dinâmica brasileira para identificar e agir contra esse tipo de poluição é mais rápida. O Sentinel envia para o IBAMA, que gera um mapa e o retorna ao órgão europeu. Esse retorno ajuda a calibrar os modelos do satélite.

Essa cooperação ainda está em processo de formalização junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para que as imagens possam ser enviadas em tempo real ao Brasil via antena do INPE. A ESA tem interesse em um ponto na América do Sul para recepção das imagens do Sentinel.

Concluídas as atividades promovidas por meio do Projeto Diálogos Setoriais, as trocas continuam entre Brasil e Europa. Agora vai ser a vez do governo brasileiro apresentar uma solução ao órgão europeu. O IBAMA está desenvolvendo o SISNOLEO, um sistema para identificar automaticamente as manchas de óleo captadas pelo Sentinel (aqui a ideia é que a identificação agora seja automática). É um novo passo de uma cooperação que começou ainda em 2014 com uma pequena ação dentro do Projeto Diálogos, que trouxe resultados concretos e que continua com autonomia fortalecendo a cooperação entre UE e Brasil em uma ação eficiente em prol de águas despoluídas. Esse é um grande exemplo de como o Projeto contribui para encontrar solução para os grandes desafios globais em união e cooperação entre essas duas importantes partes.



6 de out. de 2016

Queremos conhecer a experiência dos membros da InovaGov!


O fim do ano se aproxima e chegamos perto de completar 1 ano de InovaGov (sim, já tem quase tudo isso)!

Como o design thinking tem claramente nos mostrado, tudo que é inovador nesse mundo depende de arriscarmos soluções e aprendermos com erros e acertos!

Claro que com a nossa Rede não poderia ser diferente. Queremos, assim, ouvir dos membros da InovaGov como tem sido sua experiência até aqui. Afinal, é importante que nossa relação continue rendendo frutos, certo?

Pedimos, então, que preencham o questionário disponibilizado em https://goo.gl/forms/097zklZvMVjJBin22. Prometemos que não levará mais de 5 minutos!

A resposta nos ajudará a contar um pouco de nossa história no livro que será lançado em abril pela própria Rede - e ainda temos muito o que escrever! Pedimos que sua reposta seja registrada até o fim do dia de hoje, dia 06/10 (e não se preocupe, pois o questionário é anônimo e trataremos as respostas de forma agregada).

3 de ago. de 2016

Informação geoespacial para o controle do desmatamento



 Os tempos atuais são marcados pela importância da informação. Estar informado é, de fato, importante. Mas, saber encontrar informações, organizá-las, processá-las, visualizá-las e tirar proveito delas, isso é evoluir. Esse processo de evolução passa pela produção e compartilhamento de informações mais ricas, mais completas, como as informações geoespaciais ou, também conhecidas como geoinformações, que se distinguem essencialmente pela componente espacial, que associa a cada entidade ou fenômeno uma localização na terra.

A Geoinformação é a união da tão valiosa informação a um atributo geográfico. O que significa que ela tem um endereço, carrega consigo as coordenadas (longitude, altitude e latitude) do local a que se refere. Uma informação que tem aliada a si sua posição geográfica é chamada de informação georeferenciada, no sentido de ter referência, através das coordenadas, com algum ponto da Terra. As coordenadas são convencionalmente dispostas em um mapa, que também é uma geoinformação (gráfica), pois representa uma feição geográfica. 

As Informações geoespaciais são relevantes elementos de base para atividades de planejamento, gestão de recursos, tomada de decisão e na elaboração de políticas públicas. Sabendo disso, o Brasil, através do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil tem desenvolvido estudos e ações de parceria com a União Europeia afim de otimizar o sistema de informação geoespacial para o controle do desmatamento.

Desde 2014 o IBAMA passou a fazer, de forma sistemática, o monitoramento do desmatamento no Cerrado com periodicidade anual e na Amazônia com periodicidade quinzenal utilizando imagens de satélite. Considerando que o combate ao desmatamento no Brasil é de responsabilidade não apenas do governo federal, mas principalmente dos entes federados, é de suma importância que as informações sobre detecção de desmatamento e qual providência foi tomada para cada uma delas seja compartilhada com todas as instituições envolvidas. A Agência Ambiental Europeia dispõe de um Sistema Compartilhado de Informações Ambientais que tem os atributos necessários para atingir este objetivo. Além disso, algumas instituições na Europa trabalham com o que há de mais atual no desenvolvimento de soluções que utilizam sistemas de informação geoespaciais de código aberto. 

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), enviou técnicos para visitar agências europeias que utilizam softwares livres para sistemas de geoinformação.

Os profissionais visitaram a Agência Regional de Proteção Ambiental de Piemonte, na Itália, o Departamento de Geoinformação de Glarus, na Suíça, a Agência de Cooperação Internacional para Recursos Naturais da Áustria, o Instituto Federal de Geociências e Recursos Naturais da Alemanha e a Agência de Meio Ambiente da Dinamarca.

A escolha das instituições levou em conta o uso de software livre para o tratamento de informações geoespaicias relacionadas ao meio ambiente. 

Esta missão foi importante para identificar as possibilidades de cooperação sobre o tema e para divulgar o que o Brasil tem feito para combater o desmatamento utilizando software livre. Ficou claro para os participantes da missão que o Ibama está desenvolvendo um trabalho de ponta, de grande interesse para as instituições europeias visitadas.

Nos dias 27, 28 e 29 de setembro, será realizado ainda o seminário "Uso de Software Livre para Informações Geoespaciais no Governo: Casos de Sucesso na Europa e no Brasil". 15 instituições brasileiras já confirmaram presença.


29 de jul. de 2016

Finanças Sociais - o que são os tais "SIBs"?




Uma das frentes que a Rede InovaGov tem estudado com atenção é a questão das Finanças Sociais - em especial, o entendimento dos "títulos de impacto social" ou "SIB - Social Impact Bonds".

SIBs são usados em realidades como Reino Unido, Portugal, França e Estados Unidos, buscando a expansão de intervenções de sucesso do governo para contextos maiores, melhorando os resultados de seu investimento, minimizando os riscos envolvidos e, principalmente, alcançando os objetivos sociais.

O arranjo típico de um SIB envolve o Governo, um intermediário, investidores, organizações não-governamentais e avaliadores externos. O pagamento pela prestação dos serviços somente ocorre quando há a comprovação do êxito da iniciativa.

A Secretaria de Inovação do MDIC coordena os estudos das Finanças Sociais (e dos SIBs) e instituições como CAIXA, SEBRAE e organizações privadas têm participado das conversas. Atualmente, peritas contratadas pelo Programa Diálogos Setoriais também trabalham no tema e há a possibilidade de missões em breve para conhecimento das experiências internacionais.

Pra você SIB é uma novidade? - shhh, não espalha, pra mim também...

Confira abaixo um vídeo introdutório que a McKinsey fez para explicar o básico.


26 de jul. de 2016

Como o 5G vai mudar a sua vida?



“Sim, o 4G ainda é lenda para muita gente. Sim, as empresas de tecnologia já estão bastante empenhadas no desenvolvimento do 5G. Sim, você se cansará de ler a respeito de avanços nas redes móveis de quinta geração nas próximas semanas, meses e anos. Ainda bem.” 

O 5G será a próxima geração de conexão móvel sem fio — será a quinta geração, por isso o nome 5G. A rede poderá ser usada para troca de dados, assim como usamos hoje, em maior parte, o 3G e o 4G.

A expectativa é que o 5G traga a estrutura necessária para que a Internet das Coisas seja uma realidade no mundo. A chegada de dispositivos conectados criará demanda por rede de alta capacidade. Estima-se que o 5G permita a conexão de 7 trilhões de dispositivos — assim, cada pessoa no mundo poderá ter mil objetos conectados. Ambientes urbanos devem mudar bastante ao longo da próxima década. Soluções conectadas ajudarão na análise de tráfego, fornecimento de água, além de outras inúmeras possibilidades.

Em linhas gerais, a rede 5G trará inovações muito além das telecomunicações. “Ao conectar pessoas, máquinas e coisas em escala maciça se facilita a entrega de cuidados de saúde personalizados, se otimiza transporte e logística, se melhora acesso a cultura e educação e talvez se revolucione serviços públicos”, escreveu a União Europeia em um documento sobre o assunto.

Porém o 5G não deve chegar tão cedo até os usuários. Tradicionalmente, as gerações de dados em telecom mudam a cada dez anos. Especialistas acreditam que o 5G deve começar a tomar corpo na sociedade lá por 2020.

No momento, entidades, empresas e órgão internacionais estão debatendo e definido padrões para o 5G. Definidos os padrões, governos ao redor do mundo devem trabalhar para que seja possível implementar a rede.

No âmbito da ação "5G e o Futuro das Telecomunicações Móveis no Brasil e Europa", patrocinada pelo Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil, se realizou uma missão técnica à Europa para conhecer centros de pesquisas sobre a tecnologia 5G e verificar as ações concretizadas nessa área.  Fizeram parte da delegação brasileira representantes do MCTIC, o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), a Universidade de São Paulo (USP), e do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

A primeira visita foi ao 5G Innovation Centre, da Universidade de Surrey, em Guildford, na Inglaterra. Trata-se de um dos grupos de pesquisa mais ativos e importantes do mundo nessa área, tendo ficado na segunda posição na publicação First Wireless Tech, que elegeu, em julho deste ano, as cinco instituições acadêmicas que lideram as pesquisas em 5G no mundo. Os representantes brasileiros puderam conhecer detalhadamente a forma como a pesquisa está estruturada nesse centro.

Também foi visitado o Center for Wireless Communications (CWC), da Universidade de Oulu, na Finlândia. A instituição é referência mundial em comunicação sem fio e bastante ativa na área de redes 5G. Além disso, tem contínua colaboração com grupos de pesquisa do Brasil. Os membros da missão consideraram a experiência muito proveitosa, pois permitiu obter uma visão geral do ecossistema existente nos centros de pesquisas e nas empresas atuantes no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, além conhecer as atividades de pesquisa em 5G do CWC. “A visita foi efetiva, uma vez que todos os representantes do CWC se mostraram muito receptivos ao estabelecimento de projetos conjuntos e destacaram a boa relação com os pesquisadores brasileiros, bem como com as universidades e centros de pesquisas do Brasil”, afirmou  Eder Eustáquio Alves, servidor do MCTIC. Na ocasião, foi formalizado um Memorando de Entendimento entre o CWC e o CPqD, que representa o marco inicial para um programa de parcerias estruturado.

A delegação brasileira esteve também no 5G Lab Germany Academic, da Universidade de Dresden, na Alemanha, um importante centro de pesquisas com atuação destacada no desenvolvimento de redes 5G. A instituição colabora de forma ativa com grupos de pesquisa do Brasil, especialmente o Inatel, que teve um professor visitante atuando no 5G Lab recentemente. Destaca-se também o grande número de estudantes brasileiros realizando intercâmbio na Universidade de Dresden – atualmente são 136 – por meio de programas de bolsas no exterior, como o Ciência sem Fronteiras.

Nessa instituição, os integrantes da missão assistiram ao seminário “5G Lab Academic Day”, com palestras de professores e líderes de laboratórios europeus sobre o tema de 5G. Por fim, participaram de reunião com os coordenadores do evento, os professores Gerhard Fettweis e Frank Fitzek, em que apresentaram as linhas de pesquisa e principais projetos em andamento sobre 5G no Brasil. Na ocasião, foram discutidas as possibilidades de parcerias futuras entre os centros de pesquisas brasileiros (Inatel, CPqD e USP) e o 5G Lab. Eder Eustáquio Alves classificou as atividades como muito produtivas. “Tivemos a oportunidade de conhecer um dos mais importantes laboratórios de desenvolvimento de tecnologias de redes móveis da Europa e aprender bastante sobre o assunto. Além disso, criamos um canal para possíveis parcerias”, salientou.​

19 de jul. de 2016

Internet das Coisas



Você já ouviu falar em Internet das Coisas? Se não ouviu pode ter certeza: você ainda ouvirá muito sobre esse assunto.

A Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things - IoT) é uma revolução tecnológica em que numerosos objetos do seu dia a dia estarão conectados à internet e se comunicando mutuamente. Mas o que exatamente isso quer dizer?

Os produtos industriais e os objetos de uso diário poderão vir a ter identidades eletrônicas ou poderão ser equipados com sensores que detectam mudanças físicas à sua volta. Estas mudanças transformarão objetos estáticos em coisas novas e dinâmicas, misturando inteligência ao meio e estimulando a criação de produtos inovadores e novos serviços. A ideia é que, cada vez mais, o mundo físico e o digital se tornem um só, através dispositivos que se comuniquem com os outros, os data centers e suas nuvens.

E o que isso tem a ver com o Governo Brasileiro? Tudo. A internet das coisas pode ser utilizada de forma a agregar e facilitar a vida do cidadão. Veja alguns exemplos:

- pacientes de hospitais e clínicas podem utilizar dispositivos conectados que medem batimentos cardíacos ou pressão sanguínea, por exemplo, e os dados coletados serem enviados em tempo real para o sistema que controla os exames;

-  sensores espalhados em plantações podem dar informações bastante precisas sobre temperatura, umidade do solo, probabilidade de chuvas, velocidade do vento e outras informações essenciais para o bom rendimento do plantio. De igual forma, sensores conectados aos animais conseguem ajudar no controle do gado: um chip colocado na orelha do boi pode fazer o rastreamento do animal, informar seu histórico de vacinas e assim por diante;

- usuários de transporte público podem saber pelo smartphone ou em telas instaladas nos pontos qual a localização de determinado ônibus. Os sensores também podem ajudar a empresa a descobrir que um veículo apresenta defeitos mecânicos, assim como saber como está o cumprimento de horários, o que indica a necessidade ou não de reforçar a frota;

- sensores em lixeiras podem ajudar a prefeitura a otimizar a coleta de lixo; já carros podem se conectar a uma central de monitoramento de trânsito para obter a melhor rota para aquele momento, assim como para ajudar o departamento de controle de tráfego a saber quais vias da cidade estão mais movimentadas naquele instante.


No Brasil, a implantação da IoT é responsabilidade da Câmara de Gestão do Desenvolvimento de Sistemas de Comunicação Máquina a Máquina (Machine-to-Machine – M2M), órgão multissetorial formado por membros do governo, academia e associações. Por isso o desenvolvimento de sistemas de aplicação da Internet das Coisas foi tema de missão de técnicos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) à Europa. A iniciativa está inserida no escopo da ação “Políticas Cibernéticas – Desenvolvimento de Ecossistema M2M/IOT – Mapeamento e Estudo Comparativo Brasil-UE”, realizada no âmbito da 8ª convocatória do Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-­Brasil, iniciativa conjunta do Ministério do Planejamento e da Delegação da União Europeia no Brasil.


De acordo com Maik Deive, analista de Infraestrutura do MCTIC, a missão brasileira teve contato com diversas pessoas que estão no centro da discussão relacionada à Internet das Coisas na Europa. O contato dessas pessoas servirá de apoio aos novos questionamentos que surgirão ao traçar uma política pública do Brasil para o desenvolvimento e a implementação das soluções de IoT no país. A missão permitiu verificar o estado da arte na Espanha e Portugal em relação à Internet das Coisas para consolidar conceitos, quebrar paradigmas, aprender com erros já experimentados e contribuir para o conhecimento da realidade.​

7 de jul. de 2016

A arte de brincar em serviço


Comprovado: se divertir no trabalho é bom para todo mundo (mas isso você já sabia).

Entre outros benefícios, permite construir um ambiente de camaradagem, aumentar a produtividade, aprimorar a satisfação e a lealdade do empregado e encorajar a criatividade e a inovação para um melhor ambiente de trabalho e para a geração de resultados.

Legal, não?



Bob Pike, autor de "The Fun Minute Manager", afirma ser importante mesclar atividades formais e informais no trabalho, incluindo humor, jogos, celebrações, oportunidades de auto-desenvolvimento e reconhecimento das conquistas alcançadas.

Veja algumas ideias que rolam na web e que podem tornar seu ambiente de trabalho mais divertido - tenho certeza que várias delas você e sua equipe já adotam:

1. Decore o ambiente de trabalho para ser mais "fun-friendly" (por exemplo, com imagens e cores vivas que você curta);
2. Promova jogos entre os colaboradores durante momentos de trabalho e celebração;
3. Crie um "mural do bom humor";
4. Tenha regularmente uma "sessão-pipoca";
5. Inclua desafios / enigmas para os colaboradores nas comunicações semanais e dê uma premiação a quem for o primeiro a solucioná-los;
6. Agradeça sempre pelos resultados alcançados por seus colegas;
7. Monte um comitê que busque maneiras efetivas de acrescentar diversão ao trabalho (mas sem burocratizar a história, por favor);
8. Estimule as pessoas a serem espontâneas e a se expressarem;
9. Toque música naqueles horários em que a energia estiver baixando no ambiente de trabalho;
10. Celebre os aniversários do mês.

* PS: ah, e não deixe de ver abaixo o TED de Steve Keil, um búlgaro que prega que "jogar" é a saída para seu país sair da incômoda posição de depressão que ocupa no contexto internacional. Não somos a Bulgária, mas o que ele afirma vale para qualquer contexto de trabalho.


5 de jul. de 2016

Drones, para que servem? Tirar fotos ou entregar pizzas?



Parece que a utilização desses “aviõezinhos” é de potencial infinito...

Os drones são veículos aéreos não tripulados (VANT) e tem sido alvo de pesquisas no setor público. Para conhecer mais sobre o cenário de desenvolvimento de VANT, técnicos do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) foram para a Europa em uma missão realizada através do Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil, coordenado pela Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra) e pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP).

Durante a viagem, os pesquisadores estiveram em Elancourt, na França, na sede da Airbus, líder mundial na fabricação de aviões comerciais e líder europeia no desenvolvimento de programas espaciais. “Uma das prioridades era conversar com alguma empresa-líder que atua na área de sistemas de aeronaves remotas de aplicação militar. Pudemos identificar os produtos desta empresa, como ela vê o desenvolvimento da indústria e qual a sua propensão a participar de projetos de cooperação industrial com o Brasil nesta área”, explica Carlos Leonardo Teófilo Durans, Analista de Comércio Exterior do MDIC.

Os técnicos também estiveram na sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, na Bélgica, onde acompanharam o processo de regulamentação de VANT no continente. “Expusemos, também, particularidades do estágio atual de regulamentação do setor no Brasil”, explica. Segundo ele, esse contato é primordial, principalmente devido à popularização da tecnologia que ainda carece de regulamentação e tem o Brasil e a União Europeia como exemplos pioneiros nesse processo.

Em Ordense, na Dinamarca, os pesquisadores participaram ainda do Nordic Unmanned Aircraft Systems Event 2016 (NUAS), um dos principais eventos de drones do mundo. No evento, foi possível conhecer produtos e novidades de empresas como Sky Watch, Phase One, Schiebel, Drone Volt, UAS Europe e DJI (maior empresa fabricante de drones civis do mundo).

“A maior importância da missão foi a comparação da regulamentação europeia com a brasileira”, completa Durans. Além disso, os encontros possibilitaram o conhecimento de diversas empresas e a prospecção de projetos de cooperação com empresas brasileiras, visando, por exemplo, a transferência de tecnologia.​

28 de jun. de 2016

Brasil e União Europeia fazem estudo sobre a Regulação de Produtos Baseados em Nanotecnologia


Já existem no mercado mundial diversos produtos que incorporam nanotecnologias, inclusive produtos de uso diário e amplo, como os cosméticos e produtos de higiene pessoal. Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimaram que o mercado de produtos nanotecnológicos movimentaria cerca US$ 1 trilhão em 2015.

Para se tornar um ator relevante no mercado mundial de nanomateriais, o Brasil constatou a necessidade de participar ativamente das discussões internacionais sobre regulação da nanotecnologia com o objetivo de colocar na pauta as particularidades nacionais, afim de que o balanço entre o comércio internacional e o desenvolvimento sustentável fosse equilibrado, e os interesses das sociedades e dos países fossem considerados.

A colaboração entre Brasil e União Europeia, representados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (parceiro institucional brasileiro) e Direção-Geral para Investigação e Inovação (parceiro institucional na União Europeia), apoiada pelo Projeto Diálogos Setoriais que é gerenciado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, possibilitou um diálogo rumo à contribuição para o estabelecimento de normas seguras para a nanotecnologia, na tentativa de balancear equilibradamente a profusão de interesses econômicos, sociais, sanitários e ambientais.  

O relatório dos peritos contratados no âmbito do projeto “Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil”, produto dessa ação,  apresenta uma visão geral das iniciativas e ações voltadas para a regulação da nanotecnologia, tanto no Brasil quanto na União Europeia, e apresenta recomendações baseadas em conhecimentos científicos e na infraestrutura laboratorial brasileira, objetivando o desenvolvimento e a implementação de medidas regulatórias cientificamente referenciadas e compatíveis internacionalmente. O estudo apresenta também o relato das missões realizadas no Brasil e na Europa, com a participação de membros do governo brasileiro, de especialistas europeus e brasileiros na área de nanotecnologia. Para conhecer mais sobre o Produto de Regulação da Nanotecnologia no Brasil e na União Europeia clique aqui.

3 de mai. de 2016

Encontro Estudos e Pesquisas


Aconteceu hoje (03/05), na Escola Nacional de Administração Pública - Enap, o segundo encontro do projeto mobilizador  "Estudos e Pesquisas" da Rede InovaGov.





O projeto, que já havia avançado na oficina do dia 27 de abril, ganhou fôlego e gerou alguns encaminhamentos importantes. O nosso desafio é "Construir uma agenda de pesquisa integrada sobre inovação no setor público brasileiro". Esperamos contribuir com subsídios para a solução de problemas reais e auxiliar no fomento à inovação nas organizações públicas brasileiras.




O grupo pretende entregar os seguintes produtos:

- Textos de discussão com os resultados das pesquisas e dos estudos de caso desenvolvidos;
- Eventos sobre inovação com a apresentação dos textos produzidos;
- Livro sobre inovação no setor público compilando a produção do grupo; e
- Um guia de inovação na administração pública.



Estamos certos que contaremos  com o apoio (e precisaremos muito!) dos demais projetos mobilizadores. Plataforma e Metodologia, principalmente!

Nosso próximo encontro já tem data marcada: dia 20 de maio no Ipea!








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