Blog da Rede de Inovação no Setor Público

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7 de out. de 2016

Casos de Sucesso - Plano de Contingência




IBAMA assina acordo de cooperação com Agência Espacial Europeia para que o satélite europeu Sentinel cubra as Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, mais o polígono do pré-sal. Ou seja, neste momento, com as imagens do satélite europeu, a dinâmica brasileira para identificar e agir contra poluição de óleo é mais rápida. Isso foi possível a partir de uma das missões, apoiadas pelo Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia - Brasil.


Há plataformas em alto mar trabalhando 24h para extração de petróleo, muitas delas ao longo da grande extensão da costa brasileira, no mesmo mar rico em biodiversidade que muitos utilizam para tirar seu sustento e que você deve dar aqueles mergulhos nas folgas ou férias de verão. Já parou para pensar o que um erro de operação nessas plataformas pode acarretar? Felizmente, desde o final de 2013, o Brasil vem se preparando para lidar com esses acidentes.

Primeiramente foi estabelecido o Plano Nacional de Contingência (PNC) e nele o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) foi designado para lidar com derramamentos de óleo nas águas brasileiras, em conjunto com a Marinha e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombusítveis (ANP). Com toda essa responsabilidade o instituto logo buscou informações consistentes sobre o “quê” e “como” fazer. É aí que entra o Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia - Brasil. Em 2014, na 7ª Convocatória, o IBAMA apresentou uma proposta de ação que tinha como principal objetivo adquirir conhecimento sobre normas e legislação referente a Planos de Contingência de Países Europeus e atendimento a emergências ambientais no mar, nomeadamente exigências dos portos relativas à movimentação de óleo e demais produtos perigosos. O Projeto financiou missões de equipes brasileiras a Portugal e Finlândia, trabalhos de pesquisa por parte de peritos europeus e brasileiros, além de eventos no Brasil que trouxeram europeus para trocar ideias com especialistas brasileiros.

O fluxo de ideias, sugestões e discussões foi tão rico que acabou rendendo mais uma proposta de ação, apresentada aos Diálogos Setoriais na 8ª Convocatória. Nesta, o objetivo era conhecer métodos práticos a serem utilizados para combater possíveis derramamentos. Foram novas contratações de peritos e novas missões à Europa, que tiveram um resultado bem concreto.

No Brasil, os órgãos que compõem o PNC só ficariam sabendo de acidentes com óleo se a empresa desse um aviso, “o poluidor tem que comunicar ao IBAMA que poluiu”, como disse Fernanda Cunha Pirillo Inojosa, Coordenadora Geral de Emergências Ambientais do IBAMA. Já na Europa, esse controle é feito pela Agência Espacial Europeia (ESA), por meio de um Satélite chamado Sentinel, que entre outras coisas é utilizado para identificar manchas suspeitas de óleo, fazendo da Europa um monitor ativo de incidentes. É esse modelo que o Brasil pretende alcançar.

Em uma das missões do projeto de técnicos do IBAMA à ESA, foi fechado um acordo de cooperação entre os dois institutos. Agora o Sentinel está direcionado para o Brasil para cobrir as Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, mais o polígono do pré-sal. Ou seja, neste momento, com as imagens do satélite europeu a dinâmica brasileira para identificar e agir contra esse tipo de poluição é mais rápida. O Sentinel envia para o IBAMA, que gera um mapa e o retorna ao órgão europeu. Esse retorno ajuda a calibrar os modelos do satélite.

Essa cooperação ainda está em processo de formalização junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para que as imagens possam ser enviadas em tempo real ao Brasil via antena do INPE. A ESA tem interesse em um ponto na América do Sul para recepção das imagens do Sentinel.

Concluídas as atividades promovidas por meio do Projeto Diálogos Setoriais, as trocas continuam entre Brasil e Europa. Agora vai ser a vez do governo brasileiro apresentar uma solução ao órgão europeu. O IBAMA está desenvolvendo o SISNOLEO, um sistema para identificar automaticamente as manchas de óleo captadas pelo Sentinel (aqui a ideia é que a identificação agora seja automática). É um novo passo de uma cooperação que começou ainda em 2014 com uma pequena ação dentro do Projeto Diálogos, que trouxe resultados concretos e que continua com autonomia fortalecendo a cooperação entre UE e Brasil em uma ação eficiente em prol de águas despoluídas. Esse é um grande exemplo de como o Projeto contribui para encontrar solução para os grandes desafios globais em união e cooperação entre essas duas importantes partes.



26 de jul. de 2016

Como o 5G vai mudar a sua vida?



“Sim, o 4G ainda é lenda para muita gente. Sim, as empresas de tecnologia já estão bastante empenhadas no desenvolvimento do 5G. Sim, você se cansará de ler a respeito de avanços nas redes móveis de quinta geração nas próximas semanas, meses e anos. Ainda bem.” 

O 5G será a próxima geração de conexão móvel sem fio — será a quinta geração, por isso o nome 5G. A rede poderá ser usada para troca de dados, assim como usamos hoje, em maior parte, o 3G e o 4G.

A expectativa é que o 5G traga a estrutura necessária para que a Internet das Coisas seja uma realidade no mundo. A chegada de dispositivos conectados criará demanda por rede de alta capacidade. Estima-se que o 5G permita a conexão de 7 trilhões de dispositivos — assim, cada pessoa no mundo poderá ter mil objetos conectados. Ambientes urbanos devem mudar bastante ao longo da próxima década. Soluções conectadas ajudarão na análise de tráfego, fornecimento de água, além de outras inúmeras possibilidades.

Em linhas gerais, a rede 5G trará inovações muito além das telecomunicações. “Ao conectar pessoas, máquinas e coisas em escala maciça se facilita a entrega de cuidados de saúde personalizados, se otimiza transporte e logística, se melhora acesso a cultura e educação e talvez se revolucione serviços públicos”, escreveu a União Europeia em um documento sobre o assunto.

Porém o 5G não deve chegar tão cedo até os usuários. Tradicionalmente, as gerações de dados em telecom mudam a cada dez anos. Especialistas acreditam que o 5G deve começar a tomar corpo na sociedade lá por 2020.

No momento, entidades, empresas e órgão internacionais estão debatendo e definido padrões para o 5G. Definidos os padrões, governos ao redor do mundo devem trabalhar para que seja possível implementar a rede.

No âmbito da ação "5G e o Futuro das Telecomunicações Móveis no Brasil e Europa", patrocinada pelo Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil, se realizou uma missão técnica à Europa para conhecer centros de pesquisas sobre a tecnologia 5G e verificar as ações concretizadas nessa área.  Fizeram parte da delegação brasileira representantes do MCTIC, o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), a Universidade de São Paulo (USP), e do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

A primeira visita foi ao 5G Innovation Centre, da Universidade de Surrey, em Guildford, na Inglaterra. Trata-se de um dos grupos de pesquisa mais ativos e importantes do mundo nessa área, tendo ficado na segunda posição na publicação First Wireless Tech, que elegeu, em julho deste ano, as cinco instituições acadêmicas que lideram as pesquisas em 5G no mundo. Os representantes brasileiros puderam conhecer detalhadamente a forma como a pesquisa está estruturada nesse centro.

Também foi visitado o Center for Wireless Communications (CWC), da Universidade de Oulu, na Finlândia. A instituição é referência mundial em comunicação sem fio e bastante ativa na área de redes 5G. Além disso, tem contínua colaboração com grupos de pesquisa do Brasil. Os membros da missão consideraram a experiência muito proveitosa, pois permitiu obter uma visão geral do ecossistema existente nos centros de pesquisas e nas empresas atuantes no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, além conhecer as atividades de pesquisa em 5G do CWC. “A visita foi efetiva, uma vez que todos os representantes do CWC se mostraram muito receptivos ao estabelecimento de projetos conjuntos e destacaram a boa relação com os pesquisadores brasileiros, bem como com as universidades e centros de pesquisas do Brasil”, afirmou  Eder Eustáquio Alves, servidor do MCTIC. Na ocasião, foi formalizado um Memorando de Entendimento entre o CWC e o CPqD, que representa o marco inicial para um programa de parcerias estruturado.

A delegação brasileira esteve também no 5G Lab Germany Academic, da Universidade de Dresden, na Alemanha, um importante centro de pesquisas com atuação destacada no desenvolvimento de redes 5G. A instituição colabora de forma ativa com grupos de pesquisa do Brasil, especialmente o Inatel, que teve um professor visitante atuando no 5G Lab recentemente. Destaca-se também o grande número de estudantes brasileiros realizando intercâmbio na Universidade de Dresden – atualmente são 136 – por meio de programas de bolsas no exterior, como o Ciência sem Fronteiras.

Nessa instituição, os integrantes da missão assistiram ao seminário “5G Lab Academic Day”, com palestras de professores e líderes de laboratórios europeus sobre o tema de 5G. Por fim, participaram de reunião com os coordenadores do evento, os professores Gerhard Fettweis e Frank Fitzek, em que apresentaram as linhas de pesquisa e principais projetos em andamento sobre 5G no Brasil. Na ocasião, foram discutidas as possibilidades de parcerias futuras entre os centros de pesquisas brasileiros (Inatel, CPqD e USP) e o 5G Lab. Eder Eustáquio Alves classificou as atividades como muito produtivas. “Tivemos a oportunidade de conhecer um dos mais importantes laboratórios de desenvolvimento de tecnologias de redes móveis da Europa e aprender bastante sobre o assunto. Além disso, criamos um canal para possíveis parcerias”, salientou.​

20 de mai. de 2016

Comunidade troca experiências exitosas em rede social para evolução da educação de jovens e adultos




Etapa fundamental da construção de políticas públicas, ouvir a sociedade faz parte do projeto Inova EJA, que lançou, nesta terça-feira, 10, uma página na internet para troca de experiências e sugestões sobre a educação de jovens e adultos (EJA). Com a iniciativa, o Ministério da Educação pretende reunir sugestões de estudantes, professores, diretores de escolas que oferecem essa modalidade de ensino e gestores municipais e estaduais para a elaboração de nova política nacional voltada para esse público.
Até as 18h de 30 de junho próximo, a plataforma on-line estará aberta para cadastramento e colaborações. A página vai funcionar como uma espécie de rede social, na qual será possível, além de relatar experiências bem-sucedidas e lançar propostas inovadoras para a educação de jovens e adultos, interagir com outros participantes cadastrados.
Na plataforma, é possível colaborar com propostas e experiências sobre as práticas e os recursos educacionais de uma pedagogia especializada na educação de jovens e adultos e sobre a certificação e a validação de conhecimentos gerais e competências técnicas. Além da articulação acadêmica com universidades e institutos federais para desenvolver a modalidade de ensino, a página também vai abrir espaço para discussão a respeito do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) e da gestão, financiamento e desenvolvimento da educação de jovens e adultos.
Lançado a poucos dias, o site já contempla dezenas de propostas e experiências para os 5 temas disponíveis. Após a fase de coleta das contribuições, o próximo passo será a realização, pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, de uma série de audiências públicas pelo Brasil para discutir o documento, que já contará com as colaborações on-line. 
Essa iniciativa é parte integrante de projeto do MEC desenvolvido pelo CNPq com apoio da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Lavras sob coordenação do Prof. Paulo Henrique Bermejo com o intuito de prospectar inovações no âmbito da educação a partir da mobilização social. 
Acesse o site http://inovaeja.mec.gov.br e participe! Sua contribuição será de grande valia.
Colaboração: Assessoria de Comunicação do MEC

15 de abr. de 2016

Não basta ter boas ideias, mas elas são fundamentais




Há mais de 50 anos, em artigo na revista Harvard Business Review, o economista e guru do marketing Theodore Levitt afirmava, categoricamente: criatividade não é suficiente! Ideias são inúteis a não ser que sejam usadas, pois a prova de seu valor está na implementação. Também é dele a explicação simples, e ao mesmo tempo brilhante, sobre a relação entre ideias e inovação: “criatividade é pensar coisas novas; inovação é fazer coisas novas”.

Infelizmente, muitas vezes ficamos só no mundo das ideias, pensando em maneiras para tornar nossas atividades no trabalho mais eficientes, nossas auditorias mais eficazes, ou mesmo nossas vidas pessoais mais agradáveis ou bem sucedidas. No momento seguinte, descartamos essas ideias e voltamos à rotina do dia a dia. Como disse Einstein certa vez, insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes...

Portanto, as mudanças – sejam elas grandes inovações ou pequenas melhorias – não acontecem sem a iniciativa de colocar novas ideias em prática. Porém, antes disso é preciso ter as ideias e, se possível, as melhores que sejam aplicáveis ao problema que se precisa resolver.

Um exemplo: aqueles que moram em grandes cidades já se acostumaram a contar com o aplicativo Waze para dizer qual o caminho mais rápido para chegar a determinado destino, fugindo assim dos locais de maior trânsito. E que tal se, antes de sair de casa para ir ao banco, um aplicativo pudesse nos dizer qual agência tem filas menores? Parece uma boa proposta para otimizar o atendimento aos clientes, mas como surgem ideias assim?

 De acordo com Ken Robinson, especialista britânico em educação e criatividade, todos nascemos com uma capacidade extraordinária de imaginar, de criar ideias abstratas, porém usamos apenas uma fração desse talento, dentre outros motivos, pela falta de oportunidade ou de atitude de aplicar essa capacidade a casos concretos.

É por esse motivo que as empresas têm recorrido, cada vez mais, à promoção de concursos e outras iniciativas para estimular a apresentação de ideias inovadoras para solução de desafios prioritários. Trata-se de aproveitar o velho ditado de que “duas cabeças pensam melhor do que uma” e, assim, tentar fazer com que todas as cabeças pensem juntas, seja de forma restrita aos funcionários da empresa, ou aberta para toda a sociedade.

Voltando ao nosso exemplo, a ideia do aplicativo que indica as agências com menores filas foi a vencedora do Prêmio Pensa BB, realizado pelo Banco do Brasil em 2015 e que coletou mais de 3 mil sugestões envolvendo 10 desafios de negócio priorizados pela diretoria do banco. Dessas, 58 foram selecionadas e estão sendo implementadas – afinal, para inovar é necessário que a criatividade seja seguida da execução.

Vale ressaltar que concursos dessa natureza, para fomentar a apresentação de ideias inovadoras, não são exclusivas do setor privado ou de empresas públicas, como o Banco do Brasil. Como exemplos, podemos citar a Procuradoria-Geral Federal da Advocacia-Geral da União, que possui uma Fábrica de Ideias em operação desde 2014, bem como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que acaba de lançar sua própria iniciativa, por coincidência, com o mesmo nome adotado pela AGU.

E você, o que acha, essa parece uma boa ideia para buscar soluções para os desafios da sua instituição, ou do setor público em geral? Sabemos que a criação de um banco de ideias foi uma das sugestões incluídas no projeto de construção de uma plataforma da rede de inovação, então que tal aproveitarmos os inúmeros talentos que temos na rede e começarmos a pensar coletivamente sobre o assunto?

Fica, então, o desafio: como implementar um programa contínuo de incentivo à apresentação de ideias inovadoras para melhoria das atividades do setor público? Enquanto não temos uma plataforma específica para isso, deixem suas ideias (ou colaborem sobre as ideias dos outros) no espaço de comentários do blog logo abaixo.

28 de mar. de 2016

Conheça a Network of Innovators






A Network of Innovators (NoI) é uma rede de compartilhamento de competências que permite aos inovadores da sociedade civil e de governo avaliar suas habilidades para resolver problemas e entrarem em contato com pessoas que tenham conhecimentos complementares, promovendo aprendizagem mútua. A rede tem como premissa a crença de que os títulos tradicionais e as credenciais acadêmicas não transmitem adequadamente as habilidades e experiências que as pessoas possuem e que estão dispostas a compartilhar. Ao promover o intercâmbio de conhecimentos de forma ágil, aberta e colaborativa, a NoI busca melhorar a forma como se governa e como são solucionados os problemas públicos.

A NoI foi desenvolvida pelo GovLab (instituto de pesquisa-ação da Universidade de New York - NYU) em parceria com países como Argentina, Chile, Reino Unido, México, Austrália, Espanha e Estados Unidos.

Na rede é possível:
- Relacionar as habilidades que você tem e as que você quer aprender
- Visualizar suas capacidades de inovação e comparar com as dos outros
- Encontrar quem tem o conhecimento que você quer
- Buscar colaboradores com habilidades específicas
- Apresentar áreas de conhecimento que você deseja compartilhar

Qualquer pessoa pode se cadastrar na rede. Para saber mais, acesse o site: https://networkofinnovators.org/activity














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