Blog da Rede de Inovação no Setor Público

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21 de out. de 2016

Como mudar essa tal de cultura organizacional?


Os dias passam e continuamos utilizando a cultura organizacional como pretexto para não inovar. Não me entendam mal: uma cultura pró-inovação é sim determinante para o que queremos alcançar (aparentemente, existe até um cargo para zelar por ela em grandes empresas como Google, WikiMidea e Zappos), mas parece que, no serviço público, ela é mais uma desculpa para manter o status quo do que uma barreira a ser vencida. E imagino que isso ocorra por um simples motivo: a cultura organizacional soa como algo intangível, "é elusiva, como a energia que circula em um ambiente" e como poderia ser, então, alterada?

Daí me deparei com esse maravilhoso artigo chamado "Mudando a cultura: altere pequenos hábitos para obter grandes ganhos", uma espécie de passo a passo baseado no psicologia comportamental ( e com muito mais exemplos do que me propus a colocar aqui!).

Em resumo: 6 passos!

1) identifique como os hábitos funcionam, a fim de entender: 1. como surge o comportamento na sua organização; 2. o que o mantém; e 3. como você pode mudar os elementos no ambiente para alterá-lo.
Para isso, é importante entender que hábitos são formados por um gatilho, uma rotina consequente e um (ou mais) reforço que a mantém. Esse ciclo se repete constantemente para você, sua equipe e sua organização.

2) Identifique alguns hábitos-chave e bem difundidos que precisem ser mudados, obtendo, assim,
soluções focadas, cujo impacto permita às pessoas se sentirem paulatinamente confortáveis com a mudança na cultura.

3) Desmembre esse hábito em gatilho (o que leva à reação?), rotina (quais comportamentos fazem parte da reação?) e reforço (que benefícios as pessoas obtêm desses comportamentos?).

4) Identifique a causa raiz da rotina atual: considere, aqui, fatores ambientais e pessoais (não é possível obter resultados atacando um sem atacar o outro).

5) Desenvolva as condições para que as pessoas utilizem uma rotina alternativa.

6) Ouça os feedbacks! Como tudo na vida, aqui também é possível errar. E você só vai saber disso se ouvir as pessoas.

3 de ago. de 2016

Informação geoespacial para o controle do desmatamento



 Os tempos atuais são marcados pela importância da informação. Estar informado é, de fato, importante. Mas, saber encontrar informações, organizá-las, processá-las, visualizá-las e tirar proveito delas, isso é evoluir. Esse processo de evolução passa pela produção e compartilhamento de informações mais ricas, mais completas, como as informações geoespaciais ou, também conhecidas como geoinformações, que se distinguem essencialmente pela componente espacial, que associa a cada entidade ou fenômeno uma localização na terra.

A Geoinformação é a união da tão valiosa informação a um atributo geográfico. O que significa que ela tem um endereço, carrega consigo as coordenadas (longitude, altitude e latitude) do local a que se refere. Uma informação que tem aliada a si sua posição geográfica é chamada de informação georeferenciada, no sentido de ter referência, através das coordenadas, com algum ponto da Terra. As coordenadas são convencionalmente dispostas em um mapa, que também é uma geoinformação (gráfica), pois representa uma feição geográfica. 

As Informações geoespaciais são relevantes elementos de base para atividades de planejamento, gestão de recursos, tomada de decisão e na elaboração de políticas públicas. Sabendo disso, o Brasil, através do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil tem desenvolvido estudos e ações de parceria com a União Europeia afim de otimizar o sistema de informação geoespacial para o controle do desmatamento.

Desde 2014 o IBAMA passou a fazer, de forma sistemática, o monitoramento do desmatamento no Cerrado com periodicidade anual e na Amazônia com periodicidade quinzenal utilizando imagens de satélite. Considerando que o combate ao desmatamento no Brasil é de responsabilidade não apenas do governo federal, mas principalmente dos entes federados, é de suma importância que as informações sobre detecção de desmatamento e qual providência foi tomada para cada uma delas seja compartilhada com todas as instituições envolvidas. A Agência Ambiental Europeia dispõe de um Sistema Compartilhado de Informações Ambientais que tem os atributos necessários para atingir este objetivo. Além disso, algumas instituições na Europa trabalham com o que há de mais atual no desenvolvimento de soluções que utilizam sistemas de informação geoespaciais de código aberto. 

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), enviou técnicos para visitar agências europeias que utilizam softwares livres para sistemas de geoinformação.

Os profissionais visitaram a Agência Regional de Proteção Ambiental de Piemonte, na Itália, o Departamento de Geoinformação de Glarus, na Suíça, a Agência de Cooperação Internacional para Recursos Naturais da Áustria, o Instituto Federal de Geociências e Recursos Naturais da Alemanha e a Agência de Meio Ambiente da Dinamarca.

A escolha das instituições levou em conta o uso de software livre para o tratamento de informações geoespaicias relacionadas ao meio ambiente. 

Esta missão foi importante para identificar as possibilidades de cooperação sobre o tema e para divulgar o que o Brasil tem feito para combater o desmatamento utilizando software livre. Ficou claro para os participantes da missão que o Ibama está desenvolvendo um trabalho de ponta, de grande interesse para as instituições europeias visitadas.

Nos dias 27, 28 e 29 de setembro, será realizado ainda o seminário "Uso de Software Livre para Informações Geoespaciais no Governo: Casos de Sucesso na Europa e no Brasil". 15 instituições brasileiras já confirmaram presença.


29 de jul. de 2016

Finanças Sociais - o que são os tais "SIBs"?




Uma das frentes que a Rede InovaGov tem estudado com atenção é a questão das Finanças Sociais - em especial, o entendimento dos "títulos de impacto social" ou "SIB - Social Impact Bonds".

SIBs são usados em realidades como Reino Unido, Portugal, França e Estados Unidos, buscando a expansão de intervenções de sucesso do governo para contextos maiores, melhorando os resultados de seu investimento, minimizando os riscos envolvidos e, principalmente, alcançando os objetivos sociais.

O arranjo típico de um SIB envolve o Governo, um intermediário, investidores, organizações não-governamentais e avaliadores externos. O pagamento pela prestação dos serviços somente ocorre quando há a comprovação do êxito da iniciativa.

A Secretaria de Inovação do MDIC coordena os estudos das Finanças Sociais (e dos SIBs) e instituições como CAIXA, SEBRAE e organizações privadas têm participado das conversas. Atualmente, peritas contratadas pelo Programa Diálogos Setoriais também trabalham no tema e há a possibilidade de missões em breve para conhecimento das experiências internacionais.

Pra você SIB é uma novidade? - shhh, não espalha, pra mim também...

Confira abaixo um vídeo introdutório que a McKinsey fez para explicar o básico.


28 de jul. de 2016

Internet das Coisas: assista às palestras do inovaDay dia 29/07



No próximo dia 29 de Julho, a partir das 8h30, haverá um encontro do inovaDay, em São Paulo. Para participação presencial é necessário fazer sua inscrição.

O evento será transmitido ao vivo pelo site www.igovsp.net/inovaday/ao-vivo

Quem não puder participar pessoalmente poderá interagir com os palestrantes por meio do chat no site ou enviando perguntas pelo Twitter com a hashtag #inovaday


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