Blog da Rede de Inovação no Setor Público

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31 de mar. de 2017

G°n'Papo de Páscoa!


5ª-feira, dia 13, antes da Páscoa, um presente do G°Nova!

 
Venha tomar café da manhã conosco e conversar com Guilherme Lichand, um dos criadores da MGov, plataforma que oferece produtos de comunicação inteligente para engajamento e avaliação, voltados ao desenvolvimento social. Foi reconhecida em 2014 pelo MIT Technology Review como a iniciativa social mais inovadora dentre as lideradas por brasileiros com menos de 35 anos. 

A plataforma cria um canal de comunicação de mão-dupla por onde as informações são enviadas e são coletados dados de interesse para gestores públicos, permitindo avaliar os impactos, monitorar e mobilizar as pessoas. 




13 de abril
Quinta, às 9:30h, na sala Nexus da Enap, 2º andar

Guilherme Lichand  - Diretor-executivo da MGov, doutor em Economia Política e Governo pela Universidade de Harvard e professor da cátedra da UNICEF de Economia do Desenvolvimento e Bem-estar Infantil da Universidade de Zurich.

Nessa conversa aberta, o tema será o uso da tecnologia certa para engajar cidadãos e avaliar impactos de políticas públicas. 

A MGov cria produtos de comunicação inteligente para engajamento e avaliação, voltados ao desenvolvimento social. As informações enviadas vão de acordo com a necessidade do cliente e os dados coletados são de interesse para gestores, permitindo avaliar impacto, monitorar e mobilizar as pessoas.

 

11 de mar. de 2017

ANAC utiliza o Design Thinking para inovar na criação de normas internas


A Agência Nacional de Aviação realizou em 20 de fevereiro de 2017, a primeira oficina de ideação com Design Thinking no âmbito da iniciativa InovANAC, conjunto de ações para a promoção da cultura da inovação na Agência Reguladora.



Com o desafio "Como podemos repensar a capacitação de servidores em cursos de graduação e pós-graduação na ANAC?", a oficina abordou o projeto de revisão da Instrução Normativa nº 79, que trata de procedimentos e critérios para a capacitação em graduação e pós-graduação no País e autorização de afastamento de servidores em exercício na Agência para pós-graduação stricto sensu, no País e no exterior, e lato sensu, no exterior. A apresentação com as atividades da oficina podem ser acessada por meio deste link

O objetivo do projeto de revisão da IN 79 é criar uma norma mais moderna, menos burocrática e que tenha modalidades de incentivo mais atrativas, procurando estimular os servidores a realizarem cursos de graduação e pós-graduação de interesse da Agência. Com o uso do Design Thinking, os participantes repensaram o desafio inicial e estabeleceram diversos pontos de vista, sempre com a perspectiva centrada nas pessoas. Essa etapa precedeu a fase de ideação e prototipagem, em que os participantes, divididos em grupos, criaram e desenvolveram novas ideias em forma de protótipos.

Nem todas as ideias geradas pelos servidores foram relativas à capacitação em cursos de graduação e pós-graduação. Também surgiram ideias para melhorar a estrutura e o planejamento da capacitação, da gestão por competências e da gestão do conhecimento, de forma a estimular o compartilhamento de conhecimentos. Todas as ideias serão armazenadas, analisadas e encaminhadas de acordo com o assunto. 

Na avaliação final do evento, os servidores destacaram como pontos positivos que a oficina representou a abertura de um canal de comunicação com a Superintendência de Gestão de Pessoas e permitiu a criação e a exposição de várias ideias — além de ter proporcionado a participação de servidores de diversas superintendências, por meio de uma metodologia de inovação.

Após a oficina as ideias criadas estão sendo avaliadas, categorizadas e iteradas para que as ideias viáveis e possíveis sejam incorporadas na revisão do normativo e depois desconstruídas em procedimentos com o objetivo de tornar os processos mais ágeis. Apenas após a conclusão deste trabalho é que será trabalho o texto normativo em si.  Dessa forma, a ideia é assegurar que os servidores - que são os clientes impactados norma - participem mais ativamente do processo, desde o seu início, ao invés de serem apenas consultados após uma minuta já pronta do normativo e também assegurar que a nova norma atenda tanto as necessidades da Agência quanto às expectativas dos servidores.


9 de mar. de 2017

G°n'Papo no YouTube



Todos os que estiveram na conversa com o Chicão, do VivaRio, saíram com a cabeça fervilhando.
Para aqueles que não puderam estar conosco, eis aqui o link para assistir no canal G°Nova do YouTube.

G°n'Papo com o Chicão


Na primeira parte, ele tratou do  futuro que já chegou e vai até o minuto 38. A partir do slide AIME, até o minuto 1:02, vimos como é o uso de inteligência artificial para prever os focos de Aedes aegypti de forma georeferenciada e dar maior eficiência aos métodos de prevenção.

Torcemos para que vocês também sejam contaminados pela inovação!




11 de fev. de 2017

Ferramentas para inovação: Mapa de Empatia


Uma ferramenta conhecida nos processos de inovação e também na criação de modelos de negócios é o “mapa de empatia”. Os autores do livro “Business Model Generation”, Alexander Osterwalder e Yves Pigneur, apelidam esta ferramenta de “fácil analisador de clientes” devido ao seu valor para entender melhor o que o cliente está disposto a adquirir ou pagar.

Para o design thinking, o mapa de empatia é uma ferramenta que ajuda a criar “pontos de vistas” e gerar insights que ajudam a entender problemas e necessidades das pessoas e assim “repensar” e redesenhar problemas utilizando como foco a empatia.

Um aspecto interessante desta ferramenta é oposição dos dois principais eixos: nem tudo o que uma pessoa vê (isto é, percebe) é o que ela escuta; nem tudo o que a pessoa sente ou pensa se traduz em ações concretas (diz ou faz).

De fato, o exercício de utilizar dados de pesquisas, entrevistas, experiências e observações para se criar uma pessoa fictícia que representa um determinado segmento ou grupo de pessoas é efetivo para se realizar um exercício de empatia, de tentar “calçar os sapatos do outro” e entender seus problemas e necessidades.  

Ademais, o aspecto visual do resultado obtido e o processo lúdico de se construir um personagem (com direito a nome e características) em grupo, tendem a aumentar o engajamento e o interesse dos participantes da dinâmica.

Usando o Mapa de Empatia

A utilização tradicional do mapa de empatia envolve os seguintes passos:

1. O grupo é responsável por criar a persona, escolhendo o nome e algumas outras características (idade, profissão, gênero, formação, etc) de acordo com as informações prévias obtidas (dados, estatísticas, entrevistas, etc)

2.  Os integrantes do grupo tentam se colocar no lugar desta persona, respondendo as seguintes perguntas (normalmente relacionadas ao tema da oficina):

a) O que ela (persona) escuta?
b) O que ela vê?
c) O que ela sente e pensa?
d) O que ela diz e faz?
e) Qual a sua dor (ou fraqueza)?
f) O que ela ganha?

3. A persona pronta é apresentada para os demais participantes. Um exercício interessante é que esta apresentação seja na forma de roleplaying, onde um dos integrantes interprete a persona criada ao invés de falar dela como se fosse um observador externo.

O mapa de empatia abaixo representa o modelo mais conhecido, mas não é difícil encontrar outros modelos de mapas na internet que seguem o mesmo princípio, mas com perguntas diferentes.


Dicas de facilitação

1. Alguns grupos podem experimentar dificuldades em construir a persona ou responder as perguntas. Caso perceba que o grupo está debatendo muito e escrevendo pouco, o facilitador pode instigar o grupo com perguntas do tipo: Me falem sobre essa pessoa? Qual é o nome dessa pessoa (se ainda não tiver)? O que ela faz? O que ele vê? O que ela vê é o mesmo que ela escuta?, etc.

2. Uma maneira de aumentar a imersão e interação durante o uso da ferramenta é pedir para o grupo desenhar a persona (pode ser algo estilizado mesmo) ou mesmo recortar algum rosto que apareça em alguma revista ou jornal.

Uma utilização diferente do Mapa de Empatia

O mapa de empatia pode ser utilizado de maneira diferente com o objetivo de confrontar percepções diversas, auxiliando o exercício da empatia e gerando novos insights para a criação de desafios para a inovação.  Um exemplo desta utilização é a dinâmica que foi realizada na Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC.

A ANAC está desenvolvendo um projeto de inovação em gestão de pessoas com o uso da abordagem do design thinking e foi realizada uma Oficina de Desafio com os gestores da área com o objetivo de se definir um desafio para uma Oficina de Ideação.  

Um elemento importante era observar o quão conectados os gestores da área estavam com seus clientes (os servidores). Para tanto, após a apresentação de dados de pesquisas realizadas na Agência sobre satisfação dos serviços da área de gestão de pessoas, valores organizacionais e diagnóstico de qualidade de vida no trabalho, os gestores tiveram a tarefa de criar uma persona, utilizando a ferramenta de mapa de empatia, representando um servidor da Agência e sua relação com a gestão de pessoas.

Após a construção e apresentação da persona, os facilitadores da oficina apresentaram uma segunda persona construída a partir do resultado de uma pesquisa realizada com os servidores da Agência. A pesquisa teve um total de 187 respostas e as perguntas feitas para cada servidor foram as mesmas do mapa de empatia. As respostas mais frequentes foram representadas no mapa e um dos facilitadores fez o roleplaying da persona durante a apresentação.

Os gestores então foram convidados a comparar as duas personas e refletir sobre suas semelhanças e diferenças. O exercício foi interessante e efetivo para ajudar na fase da redefinição dos problemas iniciais. De fato, os novos problemas/desafios não eram os mesmos pensando inicialmente.



E você? Tem alguma experiência com o mapa de empatia que deseja compartilhar? Deixe um comentário! 

24 de jan. de 2017

Cidadania Digital já é uma realidade




Muita gente já esqueceu como era a vida antes das compras online e da fila do orelhão! Estar conectado já faz parte da nossa rotina, o hábito de se comunicar com amigos e familiares por aplicativos, checar noticias e as redes sociais cresceu muito com o uso dos smatrphones e o acesso a internet. As facilidades cotidianas aumentam a cada dia com o lançamento de aplicativos para os mais variados fins e, inclusive, vem melhorando o acesso aos serviços públicos e mexendo na nossa legislação - é a tal da Cidadania Digital.

Com a ampliação do acesso à rede, o ambiente virtual passou a ser espaço rico de práticas inovadoras e aproximou o Governo do cidadão, estamos mais perto do dia em que o cidadão não precisará encarar uma fila no balcão dos órgãos públicos e se enfrentar algum problema vai conseguir reclamar de forma oportuna.

Recentemente o governo federal instituiu a Plataforma de Cidadania Digital, com o objetivo de ampliar e simplificar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos digitais, inclusive por dispositivos móveis. Além disso, o Portal de Serviços de Governo Federal disponibiliza informações sobre serviços e políticas públicas, permite realizar e acompanhar solicitações eletrônicas.

A ideia central é aumentar a oferta de serviços públicos e oferecer ao cidadão a mesma praticidade e agilidade dos aplicativos de troca de mensagens e plataformas de serviços bancários, por exemplo. Além disso, a  tendência ao longo do tempo é de economia de recursos públicos, com a redução do atendimento presencial,  da impressão e autenticação de documentos e na manutenção de estruturas físicas para prestação de serviços que passarão a ser oferecidos em ambientes virtuais. 

Para conhecer mais veja aqui informações sobre a Plataforma de Cidadania Digital, a Política de Governança Digital e a Política de Dados Abertos


24 de nov. de 2016

Já é quase dezembro, mas a inovação não pode esperar!



Essa semana os trabalhos estão a todo vapor! Thomas Prehn do MindLab, Dinamarca, está em Brasília empenhado em manter o ritmo da parceria com a Enap e Ministério do Planejamento. Além de vários momentos de trocas de experiências estão ocorrendo encontros para capacitação de colaboradores da Rede InovaGov. 

Estão sendo momentos de muito trabalho e descontração aprendendo sobre Design Thinking, métodos de pesquisa etnográfica, abordagens de empatia e colaboração. Além disso, já começamos a pensar quais serão os rumos da inovação no setor público para o próximo ano.


17 de nov. de 2016

Banco do Brasil instala laboratório no Vale do Silício



O BB acaba de consolidar o Laboratório Avançado Banco do Brasil (LABB) no Vale do Silício, na Califórnia, Estados Unidos, região que concentra milhares de empresas de tecnologia, com o objetivo de gerar inovações. Percebendo a existência desse ambiente cultural diferenciado, no qual muitas das principais empresas digitais do mundo foram gestadas e onde surgem startups a todo momento, o LABB surge para reforçar o posicionamento de inovação do BB, para assimilar e disseminar a cultura digital, identificar oportunidades para o Banco, descobrir startups em seu estágio inicial de operação, além de prospectar soluções em desenvolvimento por fintechs lá baseadas.

14 de nov. de 2016

1° Hackathon da Agência Nacional de Saúde Suplementar


Você não pode ficar de fora do 1° Hackathon da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)! A ideia é criar soluções úteis e inovadoras, aumentando a transparência na divulgação das informações públicas do setor relacionadas a planos de saúde.
O Hackathon é organizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar em parceria com a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), a Abramge/RJ, a Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (Anab), a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde). O evento será realizado em dezembro, no Rio de Janeiro. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de 1º a 14 de novembro, por meio do preenchimento de formulário disponível no portal da ANS.
Os candidatos podem se inscrever individualmente ou em equipes formadas por no máximo cinco componentes. Os quatro primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro que vão de R$ 5 mil a R$ 15 mil em valores brutos. 
Confira mais informações aqui.

10 de nov. de 2016

Hackathon Serpro


Quem gosta de desafios e tem habilidade para desenvolver soluções com rapidez e eficiência não pode ficar de fora do Hackathon Serpro. As inscrições estão abertas a partir desta quinta-feira, 10, e a competição será realizada nos dias 16 a 18 de dezembro, em Brasília. Durante o evento, dez equipes vão criar chatbots, robôs que simulam um ser humano na conversação com usuários. A melhores soluções ganham, respectivamente, seis mil, quatro mil e dois mil reais.

O chatbot é um robô com inteligência artificial que, por meio de métodos auditivos e textuais, simula um ser humano em conversação inteligente com as pessoas. Apesar da solução consultar uma base de dados, a impressão é que a conversa ocorre com outro ser humano, iniciativa que se destina a contribuir com a construção de ideias e fortalecer os laços entre a empresa e a sociedade.

A intenção do evento é fortalecer os serviços de governo digital e promover um ambiente de inovação e colaboração. Nesta primeira edição, o Hackathon é dedicado exclusivamente ao público externo, e não será permitida a participação de empregados do Serpro.

Como participar


Para participar do Hackathon Serpro, basta ser maior de 18 anos, ter interesse pela área de TI e gostar de programar. Cada equipe poderá ter dois a cinco integrantes. As inscrições são gratuitas, podem ser feitas no endereço hackathon.serpro.gov.br e terminam quando for atingido um total de 50 pessoas. Confira também o edital de participação com as normas do concurso.

Maratona 

Durante três dias, os programadores estarão na sede do Serpro programando freneticamente em uma maratona de mais de 30 horas de competição. Os competidores também poderão participar de palestras e contar com o apoio de mentoria. Os sistemas poderão utilizar dados abertos do governo. Os trabalhos serão avaliados pela Comissão Julgadora, formada por profissionais do Serpro e de entidades externas, com base em critérios de inovação, usabilidade, design, funcionalidade, uso de recursos tecnológicos e adequação ao tema.


9 de nov. de 2016

Pense como um(a) inovador(a)!



Uma boa forma de inovar pode ser... copiando outros inovadores! Peraí, não é pra copiar suas ideias, pois isso é plágio! Rs. Mas podemos aprender valiosas lições com eles. Que tal conhecermos alguns deles um pouquinho melhor?

Muhammad Yunus: Inovação através da minimização. Enquanto todos os bancos só faziam grandes empréstimos, Yunus fundou em Bangladesh um banco que fazia microempréstimos a grupos de mulheres, sem exigência de garantia. Isso gerou crescimento econômico na área, o que lhe rendeu o prêmio Nobel.

Anita Roddick: Nade contra a maré. Enquanto todas as lojas de cosméticos faziam questão de parecer muito chiques, ela fez o oposto na Body Shop. Vendendo produtos com embalagens e rótulos bem simples, além de fornecer também refills, a loja mostrou que o importante é o conteúdo.

Woody Allen: Recrute pessoas mais inteligentes que você. Ele dá aos atores de seus filmes liberdade para trabalharem como acharem melhor. Muitas vezes as pessoas terão ideias melhores que as suas. Não tenha medo de aceitá-las!

Hans Christian Anderson: Saia da sua zona de conforto. Anderson ia a manicômios para ouvir histórias das pessoas internadas e de quem trabalhava lá. Isso deu asas a sua imaginação para criar alguns dos mais famosos contos de fadas.

Levi Strauss: Quando uma linha de ação falha, tente outra. Quando a demanda por barracas estava baixa, ele se adaptou e usou o material para fazer calças (jeans). Ele produziu o que os consumidores queriam.

William Shakespeare: Pegue emprestado com orgulho. A maior parte dos enredos de Shakespeare são uma adaptação de trabalhos anteriores. Basta pegar uma boa ideia e desenvolvê-la com suas próprias noções e estilo.


Leia a matéria original em https://www.ideatovalue.com/inno/paul-sloane/2016/10/now-time-think-like-innovator/

25 de out. de 2016

Serviço público inovador?


Novo”, “tecnologia”, “invenção”, “novidade”, “fazer diferente”, “boas ideias”. São várias as palavras e expressões que surgem na mente quando pensamos em Inovação. Certamente, um termo complexo, amplo e, por vezes, até abstrato, tão difícil de definir como de concretizar.
“Burocracia”, “lentidão”, “tecnologia obsoleta”, “pouco recurso financeiro”, “serviços de pouca qualidade”. São esses os termos que vêm à cabeça quando se pensa em administração pública. Será que esses dois mundos conseguem se encontrar?
O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) ousou unir esses dois lugares opostos – ou seriam complementares? – nas propostas de ação apresentadas ao Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil na 8ª Convocatória e na Extraconvocatória de 2016.
Mas como conseguir organizar tantos conceitos? Começou com a disponibilização de um espaço aberto para debates e novas ideias: “A Semana de Inovação em Gestão Pública – Transformando Ideias em Soluções”. Foi um evento que aconteceu em 2015 e contou com a participação de servidores de 16 estados brasileiros e 50 convidados nacionais e internacionais como palestrantes, debatedores e moderadores. Um resultado concreto de todo o esforço que culminou nesse evento foi a assinatura de uma carta de intenções entre Brasil e Dinamarca que, mais tarde, foi oficializada com a assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países. Foi o estabelecimento de uma cooperação com o objetivo maior de fomentar a Cultura da Inovação em Gestão aqui no Brasil.
Logo após o evento, a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) se juntou a essa empreitada, que teve como primeiro passo a implementação e inauguração, em 17 de agosto de 2016, do G-NOVA, Laboratório de Inovação em Gestão voltado para atendimento a projetos do governo federal. O laboratório foi concebido a partir da metodologia do MindLab dinamarquês, como um espaço de convergência de ideias inovadoras. Ele foi criado para “demonstrar aos servidores públicos federais que, aplicando métodos de colaboração, de criação conjunta com os usuários do serviço, vai se ter como resultado um serviço mais aderente à necessidade que ele se propõe a atender”, nas palavras de Luis Felipe Salin Monteiro, diretor do Departamento de Modernização da Gestão (INOVA), unidade do Ministério do Planejamento responsável pela proposta de ação no âmbito dos Diálogos Setoriais. O próprio nome já se explica, o LABORATÓRIO é um espaço para experiências. Esse lugar, livre de barreiras para expressão de ideias, será um espaço para apresentá-las, discuti-las, desenhá-las e experimentá-las antes de serem aplicadas a nós, cidadãos. Um local onde há espaço para tentativa e erro e onde a criatividade é estimulada: algo como um remédio que é desenvolvido e testado em laboratório antes de ser colocado no mercado. Assim, busca-se reduzir os riscos e custos de implementação de uma política pública, bem como aumentar os seus níveis de sucesso.
Perceba a adesão de novos termos ao vocabulário de inovação: cooperação e ideias convergentes. Agora adicione a isso órgãos públicos dos três poderes e você tem outro resultado advindo daquela Semana de Inovação: A Rede de Inovação no Setor Público ou, de forma mais carinhosa, a InovaGov. E como o próprio nome já diz, é uma rede na qual todos os pontos estão interligados, sem qualquer hierarquia, permitindo uma troca sinérgica, que se retroalimenta entre o Laboratório e os membros da Rede. Nesse sentido, Guilherme Almeida, Diretor de Inovação da ENAP, afirma que “o laboratório é não só um membro, mas um nó muito ativo nessa rede”, uma vez que vai servir como um dos espaços para discussão e experimentos desse grupo.
A proposta de ação para contribuir com a estruturação da InovaGov foi apresentada aos Diálogos Setoriais na Extraconvocatória e sua formatação foi facilitada pela contratação de peritos que trouxeram novas dinâmicas de trabalho que ajudaram a constituí-la. Hoje a rede conta com o engajamento ativo de 38 instituições públicas federais, dos três Poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo), cuja participação vem se formalizando pela assinatura de termos de adesão a um Acordo de Cooperação Técnica assinado por um representante de cada Poder. Trata-se de mais uma ação de estímulo à cooperação que “ajuda os órgãos a superarem barreiras juntos e pensarem soluções conjuntas para as dificuldades que eles encontrem”, ou seja, é mais uma ferramenta “para articular e integrar arranjos para inovação no setor público” como explica Luanna Sant’Anna Roncaratti, Gerente de Inovação do Ministério do Planejamento.
São os Diálogos Setoriais contribuindo para que o serviço público se torne cada vez melhor e mais eficiente!

4 de out. de 2016

Inovação é para você também!



A palavra inovação estava lá, bem destacada no convite para a II Semana de Inovação em Gestão Pública e para o Seminário Internacional de Governança, Inovação e Desenvolvimento. A tal
Inovação no Serviço Público sempre me pareceu um pouco distante, por hábito associava inovação só a facilidades tecnológicas. Então, inicialmente, me inscrevi em palestras e arenas com foco nos temas de governança e desenvolvimento, seria uma boa oportunidade de ouvir vários convidados do setor público e privado e conseguia fazer uma associação mais concreta com problemas que já havia enfrentado no dia a dia do trabalho.

A Semana de Inovação começou e... a ficha caiu!  A inovação não é só tecnologia!
Sabe aquele momento em que você se dá conta de que não consegue mais voltar atrás? Como quando um amigo conta sobre aquela série da TV superinteressante e você tem que saber detalhes e vai assistir? A Semana de Inovação foi assim para mim. Percebi que a inovação não está distante do cotidiano do Serviço Público e que experiências de sucesso já estão acontecendo. Um filme foi passando pela minha cabeça com todos os problemas que poderiam ter sido resolvidos se a abordagem tivesse sido pensada de forma mais inovadora. Acabei me inscrevendo em mais arenas sobre Design Thinking e Cultura de Inovação, só pensava em como era importante conhecer mais, divulgar e envolver mais pessoas nesse processo.

Além de conhecer mais sobre o que é possível fazer no campo da inovação, participar da Semana de Inovação me levou a perceber que em muitas áreas chegamos a um ponto que sem inovação ficamos sem alternativas, sem um plano B. A maior parte das áreas do serviço público em que trabalhei pensa, em última análise, em estruturar soluções voltadas ao cidadão, mas frequentemente boas ideias acabam não sendo testadas, dentre muitos outros motivos, por dificuldades em estabelecer parcerias. Nesse sentido na Semana de Inovação, conhecer mais sobre Rede InovaGov e o G.Nova foi muito importante.  Ao buscar uma forma de atuar e mobilizar atores do setor público e privado, da sociedade civil e da academia, ficou claro para mim que existem ferramentas (não só tecnológicas) e uma rede em construção, que o setor público pode utilizar para mudar, ops, Inovar!

Confira as apresentações dos facilitadores aqui.



28 de set. de 2016

Enap premia (de forma fantástica) os vencedores do 20º Concurso de Inovação na Gestão Pública


A última semana foi intensa!
A Semana de Inovação em Gestão Pública uniu várias pessoas interessantes ao redor do tema e, para nós do Ministério do Planejamento - e tenho certeza que também para o pessoal da Enap -, foram dias de muita correria, com um ar de "queria poder ter estado em todas as arenas ao mesmo tempo". Mas isso é assunto de outro post...
No meio desse corre aqui, corre lá, coordenando arenas, auxiliando palestrantes e participantes e tropeçando em post-its, veio algo arrebatador! Os celulares de todos nós foram tomados por mensagens do tipo "vocês estão vendo o que fizeram os organizadores do prêmio de inovação?".
Daí, eu pergunto: vocês viram o que fizeram os organizadores do prêmio de inovação? Uau! Digo, uau! Um show de criatividade tomou o telão, num horário não muito gentil com aqueles que já estavam em seu segundo dia de imersão em palestras. E tudo parou. E mais ninguém lembrou do cansaço.
Cá entre nós, nunca uma versão do Prêmio de Inovação em Gestão Pública fez jus às iniciativas que premia. Nunca até 2016. Dessa vez, o parabéns não fica "só" para as lindas iniciativas que nossos colegas servidores foram capazes de implementar, apesar de todas as barreiras. Dessa vez, merece também um prêmio a equipe que pensou, montou e executou esse vídeo (e sei que teve um tempero especial do Inova/MP aí nessa receita enapiana, hein!?)!
Mas não vou mais falar nada e vou convidá-los a tirarem suas próprias conclusões. Ah! E não falei das iniciativas premiadas para não perder a graça - o filme fala muito melhor delas do que eu seria capaz! ;)


19 de ago. de 2016

Você sabe o que é Cimeira???


Segundo o dicionário, "cimeira" significa cume, cimo, ponto mais alto de uma montanha.

Também quer dizer reunião de cúpula - e é esse o sentido da "Cimeira Mundial Governamental", reunião com objetivo de moldar o futuro dos governos através de práticas inovadoras. O evento de 2016 juntou milhares de representantes governamentais e peritos empresariais e da indústria de mais de 100 países, de forma a discutir métodos de inovação para resolver os desafios que a humanidade enfrenta.




O Observatório de Inovação no Setor Público da OCDE coopera com o evento e, desde 2012, recolhe e analisa exemplos e compartilha experiências. Nesse sentido, foi lançado um convite para envio de exemplos de inovações públicas que trazem resultados significativos para a vida das pessoas e/ou melhorias governamentais - os criadores e líderes das experiências selecionadas participarão da Cimeira de 2017 e inspirarão seus participantes em busca de soluções.

Para saber mais e participar, clique aqui  - o prazo para submissão de sua experiência se encerra no dia 28 de agosto (e não em 19/08, como descrito no documento). 

5 de ago. de 2016

Masdar City - sonho ou realidade?



A ideia original era de que em 2016 o projeto já estivesse completo, com cerca de 40.000 habitantes desfrutando uma cidade inovadora e sustentável - e embora isso não tenha ocorrido plenamente, a cidade de Masdar, nos Emirados Árabes Unidos, é um fantástico exemplo de inovação em busca de soluções para a população (não só local, mas um verdadeiro laboratório vivo de tecnologias para a humanidade).

Confira no vídeo abaixo um pouco da experiência única de Masdar :)





3 de ago. de 2016

Informação geoespacial para o controle do desmatamento



 Os tempos atuais são marcados pela importância da informação. Estar informado é, de fato, importante. Mas, saber encontrar informações, organizá-las, processá-las, visualizá-las e tirar proveito delas, isso é evoluir. Esse processo de evolução passa pela produção e compartilhamento de informações mais ricas, mais completas, como as informações geoespaciais ou, também conhecidas como geoinformações, que se distinguem essencialmente pela componente espacial, que associa a cada entidade ou fenômeno uma localização na terra.

A Geoinformação é a união da tão valiosa informação a um atributo geográfico. O que significa que ela tem um endereço, carrega consigo as coordenadas (longitude, altitude e latitude) do local a que se refere. Uma informação que tem aliada a si sua posição geográfica é chamada de informação georeferenciada, no sentido de ter referência, através das coordenadas, com algum ponto da Terra. As coordenadas são convencionalmente dispostas em um mapa, que também é uma geoinformação (gráfica), pois representa uma feição geográfica. 

As Informações geoespaciais são relevantes elementos de base para atividades de planejamento, gestão de recursos, tomada de decisão e na elaboração de políticas públicas. Sabendo disso, o Brasil, através do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil tem desenvolvido estudos e ações de parceria com a União Europeia afim de otimizar o sistema de informação geoespacial para o controle do desmatamento.

Desde 2014 o IBAMA passou a fazer, de forma sistemática, o monitoramento do desmatamento no Cerrado com periodicidade anual e na Amazônia com periodicidade quinzenal utilizando imagens de satélite. Considerando que o combate ao desmatamento no Brasil é de responsabilidade não apenas do governo federal, mas principalmente dos entes federados, é de suma importância que as informações sobre detecção de desmatamento e qual providência foi tomada para cada uma delas seja compartilhada com todas as instituições envolvidas. A Agência Ambiental Europeia dispõe de um Sistema Compartilhado de Informações Ambientais que tem os atributos necessários para atingir este objetivo. Além disso, algumas instituições na Europa trabalham com o que há de mais atual no desenvolvimento de soluções que utilizam sistemas de informação geoespaciais de código aberto. 

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), enviou técnicos para visitar agências europeias que utilizam softwares livres para sistemas de geoinformação.

Os profissionais visitaram a Agência Regional de Proteção Ambiental de Piemonte, na Itália, o Departamento de Geoinformação de Glarus, na Suíça, a Agência de Cooperação Internacional para Recursos Naturais da Áustria, o Instituto Federal de Geociências e Recursos Naturais da Alemanha e a Agência de Meio Ambiente da Dinamarca.

A escolha das instituições levou em conta o uso de software livre para o tratamento de informações geoespaicias relacionadas ao meio ambiente. 

Esta missão foi importante para identificar as possibilidades de cooperação sobre o tema e para divulgar o que o Brasil tem feito para combater o desmatamento utilizando software livre. Ficou claro para os participantes da missão que o Ibama está desenvolvendo um trabalho de ponta, de grande interesse para as instituições europeias visitadas.

Nos dias 27, 28 e 29 de setembro, será realizado ainda o seminário "Uso de Software Livre para Informações Geoespaciais no Governo: Casos de Sucesso na Europa e no Brasil". 15 instituições brasileiras já confirmaram presença.


1 de ago. de 2016

Ônibus de Nova Iorque provam que a inovação deve começar com o cliente




O que é mais importante para você no serviço de ônibus?

Frequência, tempo de viagem, disponibilidade de informação e condições das paradas.

Essas foram as respostas dadas pelos usuários de transporte público de Nova Iorque. Assim, se alguém tivesse perguntado isso para eles, poderiam ter investido melhor os  2 a 3 mil dólares gastos por veículo para instalar wi-fi e portas USB.

Não me leve a mal. É claro que essas comodidades melhoram a experiência do usuário, mas há coisas mais importantes a serem realizadas antes disso. Por isso é sempre bom consultar o usuário antes de realizar mudanças.

Já falamos sobre isso antes, mas vamos repetir: inovação não precisa ser tecnológica, o importante é acrescentar valor!

Leia a matéria original no link: https://www.ideatovalue.com/inno/nickskillicorn/2016/07/nyc-buses-prove-innovation-must-start-customer/

29 de jul. de 2016

Finanças Sociais - o que são os tais "SIBs"?




Uma das frentes que a Rede InovaGov tem estudado com atenção é a questão das Finanças Sociais - em especial, o entendimento dos "títulos de impacto social" ou "SIB - Social Impact Bonds".

SIBs são usados em realidades como Reino Unido, Portugal, França e Estados Unidos, buscando a expansão de intervenções de sucesso do governo para contextos maiores, melhorando os resultados de seu investimento, minimizando os riscos envolvidos e, principalmente, alcançando os objetivos sociais.

O arranjo típico de um SIB envolve o Governo, um intermediário, investidores, organizações não-governamentais e avaliadores externos. O pagamento pela prestação dos serviços somente ocorre quando há a comprovação do êxito da iniciativa.

A Secretaria de Inovação do MDIC coordena os estudos das Finanças Sociais (e dos SIBs) e instituições como CAIXA, SEBRAE e organizações privadas têm participado das conversas. Atualmente, peritas contratadas pelo Programa Diálogos Setoriais também trabalham no tema e há a possibilidade de missões em breve para conhecimento das experiências internacionais.

Pra você SIB é uma novidade? - shhh, não espalha, pra mim também...

Confira abaixo um vídeo introdutório que a McKinsey fez para explicar o básico.


26 de jul. de 2016

Como o 5G vai mudar a sua vida?



“Sim, o 4G ainda é lenda para muita gente. Sim, as empresas de tecnologia já estão bastante empenhadas no desenvolvimento do 5G. Sim, você se cansará de ler a respeito de avanços nas redes móveis de quinta geração nas próximas semanas, meses e anos. Ainda bem.” 

O 5G será a próxima geração de conexão móvel sem fio — será a quinta geração, por isso o nome 5G. A rede poderá ser usada para troca de dados, assim como usamos hoje, em maior parte, o 3G e o 4G.

A expectativa é que o 5G traga a estrutura necessária para que a Internet das Coisas seja uma realidade no mundo. A chegada de dispositivos conectados criará demanda por rede de alta capacidade. Estima-se que o 5G permita a conexão de 7 trilhões de dispositivos — assim, cada pessoa no mundo poderá ter mil objetos conectados. Ambientes urbanos devem mudar bastante ao longo da próxima década. Soluções conectadas ajudarão na análise de tráfego, fornecimento de água, além de outras inúmeras possibilidades.

Em linhas gerais, a rede 5G trará inovações muito além das telecomunicações. “Ao conectar pessoas, máquinas e coisas em escala maciça se facilita a entrega de cuidados de saúde personalizados, se otimiza transporte e logística, se melhora acesso a cultura e educação e talvez se revolucione serviços públicos”, escreveu a União Europeia em um documento sobre o assunto.

Porém o 5G não deve chegar tão cedo até os usuários. Tradicionalmente, as gerações de dados em telecom mudam a cada dez anos. Especialistas acreditam que o 5G deve começar a tomar corpo na sociedade lá por 2020.

No momento, entidades, empresas e órgão internacionais estão debatendo e definido padrões para o 5G. Definidos os padrões, governos ao redor do mundo devem trabalhar para que seja possível implementar a rede.

No âmbito da ação "5G e o Futuro das Telecomunicações Móveis no Brasil e Europa", patrocinada pelo Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil, se realizou uma missão técnica à Europa para conhecer centros de pesquisas sobre a tecnologia 5G e verificar as ações concretizadas nessa área.  Fizeram parte da delegação brasileira representantes do MCTIC, o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), a Universidade de São Paulo (USP), e do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

A primeira visita foi ao 5G Innovation Centre, da Universidade de Surrey, em Guildford, na Inglaterra. Trata-se de um dos grupos de pesquisa mais ativos e importantes do mundo nessa área, tendo ficado na segunda posição na publicação First Wireless Tech, que elegeu, em julho deste ano, as cinco instituições acadêmicas que lideram as pesquisas em 5G no mundo. Os representantes brasileiros puderam conhecer detalhadamente a forma como a pesquisa está estruturada nesse centro.

Também foi visitado o Center for Wireless Communications (CWC), da Universidade de Oulu, na Finlândia. A instituição é referência mundial em comunicação sem fio e bastante ativa na área de redes 5G. Além disso, tem contínua colaboração com grupos de pesquisa do Brasil. Os membros da missão consideraram a experiência muito proveitosa, pois permitiu obter uma visão geral do ecossistema existente nos centros de pesquisas e nas empresas atuantes no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, além conhecer as atividades de pesquisa em 5G do CWC. “A visita foi efetiva, uma vez que todos os representantes do CWC se mostraram muito receptivos ao estabelecimento de projetos conjuntos e destacaram a boa relação com os pesquisadores brasileiros, bem como com as universidades e centros de pesquisas do Brasil”, afirmou  Eder Eustáquio Alves, servidor do MCTIC. Na ocasião, foi formalizado um Memorando de Entendimento entre o CWC e o CPqD, que representa o marco inicial para um programa de parcerias estruturado.

A delegação brasileira esteve também no 5G Lab Germany Academic, da Universidade de Dresden, na Alemanha, um importante centro de pesquisas com atuação destacada no desenvolvimento de redes 5G. A instituição colabora de forma ativa com grupos de pesquisa do Brasil, especialmente o Inatel, que teve um professor visitante atuando no 5G Lab recentemente. Destaca-se também o grande número de estudantes brasileiros realizando intercâmbio na Universidade de Dresden – atualmente são 136 – por meio de programas de bolsas no exterior, como o Ciência sem Fronteiras.

Nessa instituição, os integrantes da missão assistiram ao seminário “5G Lab Academic Day”, com palestras de professores e líderes de laboratórios europeus sobre o tema de 5G. Por fim, participaram de reunião com os coordenadores do evento, os professores Gerhard Fettweis e Frank Fitzek, em que apresentaram as linhas de pesquisa e principais projetos em andamento sobre 5G no Brasil. Na ocasião, foram discutidas as possibilidades de parcerias futuras entre os centros de pesquisas brasileiros (Inatel, CPqD e USP) e o 5G Lab. Eder Eustáquio Alves classificou as atividades como muito produtivas. “Tivemos a oportunidade de conhecer um dos mais importantes laboratórios de desenvolvimento de tecnologias de redes móveis da Europa e aprender bastante sobre o assunto. Além disso, criamos um canal para possíveis parcerias”, salientou.​
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