Blog da Rede de Inovação no Setor Público

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28 de mar. de 2017

Fazendo as perguntas certas!






Com certeza você já ouviu falar no Design Thinking, uma metodologia para o desenvolvimento de projetos inovadores que envolve, dentre outras características: o foco no ser humano, multidisciplinariedade, criatividade, processo estruturado e não linear de construção de ideias, interações voltadas a aprendizados constantes, cocriação de soluções e prototipação.

Dentre as muitas ferramentas que podem ser utilizadas dentro dessa abordagem temos as entrevistas. Pode parecer algo simples à primeira vista, mas uma boa estratégia de entrevista é um processo que envolve organização, planejamento e dedicação. Dá um pouco de trabalho é verdade, mas os resultados compensam! Buscar as informações, criar soluções e prototipar (por que não?) com base nas impressões do público que vai usar o serviço ou produto é uma das formas mais eficazes de atender o seu cliente! #foconousuario #vaipraponta!

Confira aqui dicas super úteis para utilizar entrevistas no seu processo inovador!

13 de mar. de 2017

Behavioural insights e políticas públicas





Como um agente da transformação no governo, você certamente já ouviu falar em “behavioural insights” (se não ouviu, não pare de ler, pois esse post também é para você).
Pois bem esses insights derivados das ciências social ou comportamental - incluindo tomada de decisões, ciência cognitiva, neurociência, comportamento organizacional ou de grupos - estão cada vez mais sendo aplicados pelos governos com o objetivo de fazer com que políticas públicas funcionem melhor.

Mas qual a sua real efetividade? E como fica a questão ética quando o governo manipula comportamentos ao aplicar esse tipo de ciência?

Um dos mais novos relatórios publicados pela OCDE discute o uso e o alcance do “behavioural insights” a partir de uma coleção de mais de 100 aplicações em diversos países e setores governamentais, incluindo proteção ao consumidor, educação, energia, meio ambiente, finanças, saúde e segurança, políticas de mercado de trabalho, entrega de serviços públicos, impostos e telecomunicações. Ele sugere meios para garantir que essa abordagem ainda experimental se torne uma ferramenta bem sucedida e sustentável para as políticas públicas. 

Eu já comecei a ler online! Bora?

9 de mar. de 2017

G°n'Papo no YouTube



Todos os que estiveram na conversa com o Chicão, do VivaRio, saíram com a cabeça fervilhando.
Para aqueles que não puderam estar conosco, eis aqui o link para assistir no canal G°Nova do YouTube.

G°n'Papo com o Chicão


Na primeira parte, ele tratou do  futuro que já chegou e vai até o minuto 38. A partir do slide AIME, até o minuto 1:02, vimos como é o uso de inteligência artificial para prever os focos de Aedes aegypti de forma georeferenciada e dar maior eficiência aos métodos de prevenção.

Torcemos para que vocês também sejam contaminados pela inovação!




11 de fev. de 2017

Ferramentas para inovação: Mapa de Empatia


Uma ferramenta conhecida nos processos de inovação e também na criação de modelos de negócios é o “mapa de empatia”. Os autores do livro “Business Model Generation”, Alexander Osterwalder e Yves Pigneur, apelidam esta ferramenta de “fácil analisador de clientes” devido ao seu valor para entender melhor o que o cliente está disposto a adquirir ou pagar.

Para o design thinking, o mapa de empatia é uma ferramenta que ajuda a criar “pontos de vistas” e gerar insights que ajudam a entender problemas e necessidades das pessoas e assim “repensar” e redesenhar problemas utilizando como foco a empatia.

Um aspecto interessante desta ferramenta é oposição dos dois principais eixos: nem tudo o que uma pessoa vê (isto é, percebe) é o que ela escuta; nem tudo o que a pessoa sente ou pensa se traduz em ações concretas (diz ou faz).

De fato, o exercício de utilizar dados de pesquisas, entrevistas, experiências e observações para se criar uma pessoa fictícia que representa um determinado segmento ou grupo de pessoas é efetivo para se realizar um exercício de empatia, de tentar “calçar os sapatos do outro” e entender seus problemas e necessidades.  

Ademais, o aspecto visual do resultado obtido e o processo lúdico de se construir um personagem (com direito a nome e características) em grupo, tendem a aumentar o engajamento e o interesse dos participantes da dinâmica.

Usando o Mapa de Empatia

A utilização tradicional do mapa de empatia envolve os seguintes passos:

1. O grupo é responsável por criar a persona, escolhendo o nome e algumas outras características (idade, profissão, gênero, formação, etc) de acordo com as informações prévias obtidas (dados, estatísticas, entrevistas, etc)

2.  Os integrantes do grupo tentam se colocar no lugar desta persona, respondendo as seguintes perguntas (normalmente relacionadas ao tema da oficina):

a) O que ela (persona) escuta?
b) O que ela vê?
c) O que ela sente e pensa?
d) O que ela diz e faz?
e) Qual a sua dor (ou fraqueza)?
f) O que ela ganha?

3. A persona pronta é apresentada para os demais participantes. Um exercício interessante é que esta apresentação seja na forma de roleplaying, onde um dos integrantes interprete a persona criada ao invés de falar dela como se fosse um observador externo.

O mapa de empatia abaixo representa o modelo mais conhecido, mas não é difícil encontrar outros modelos de mapas na internet que seguem o mesmo princípio, mas com perguntas diferentes.


Dicas de facilitação

1. Alguns grupos podem experimentar dificuldades em construir a persona ou responder as perguntas. Caso perceba que o grupo está debatendo muito e escrevendo pouco, o facilitador pode instigar o grupo com perguntas do tipo: Me falem sobre essa pessoa? Qual é o nome dessa pessoa (se ainda não tiver)? O que ela faz? O que ele vê? O que ela vê é o mesmo que ela escuta?, etc.

2. Uma maneira de aumentar a imersão e interação durante o uso da ferramenta é pedir para o grupo desenhar a persona (pode ser algo estilizado mesmo) ou mesmo recortar algum rosto que apareça em alguma revista ou jornal.

Uma utilização diferente do Mapa de Empatia

O mapa de empatia pode ser utilizado de maneira diferente com o objetivo de confrontar percepções diversas, auxiliando o exercício da empatia e gerando novos insights para a criação de desafios para a inovação.  Um exemplo desta utilização é a dinâmica que foi realizada na Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC.

A ANAC está desenvolvendo um projeto de inovação em gestão de pessoas com o uso da abordagem do design thinking e foi realizada uma Oficina de Desafio com os gestores da área com o objetivo de se definir um desafio para uma Oficina de Ideação.  

Um elemento importante era observar o quão conectados os gestores da área estavam com seus clientes (os servidores). Para tanto, após a apresentação de dados de pesquisas realizadas na Agência sobre satisfação dos serviços da área de gestão de pessoas, valores organizacionais e diagnóstico de qualidade de vida no trabalho, os gestores tiveram a tarefa de criar uma persona, utilizando a ferramenta de mapa de empatia, representando um servidor da Agência e sua relação com a gestão de pessoas.

Após a construção e apresentação da persona, os facilitadores da oficina apresentaram uma segunda persona construída a partir do resultado de uma pesquisa realizada com os servidores da Agência. A pesquisa teve um total de 187 respostas e as perguntas feitas para cada servidor foram as mesmas do mapa de empatia. As respostas mais frequentes foram representadas no mapa e um dos facilitadores fez o roleplaying da persona durante a apresentação.

Os gestores então foram convidados a comparar as duas personas e refletir sobre suas semelhanças e diferenças. O exercício foi interessante e efetivo para ajudar na fase da redefinição dos problemas iniciais. De fato, os novos problemas/desafios não eram os mesmos pensando inicialmente.



E você? Tem alguma experiência com o mapa de empatia que deseja compartilhar? Deixe um comentário! 

24 de jan. de 2017

Cidadania Digital já é uma realidade




Muita gente já esqueceu como era a vida antes das compras online e da fila do orelhão! Estar conectado já faz parte da nossa rotina, o hábito de se comunicar com amigos e familiares por aplicativos, checar noticias e as redes sociais cresceu muito com o uso dos smatrphones e o acesso a internet. As facilidades cotidianas aumentam a cada dia com o lançamento de aplicativos para os mais variados fins e, inclusive, vem melhorando o acesso aos serviços públicos e mexendo na nossa legislação - é a tal da Cidadania Digital.

Com a ampliação do acesso à rede, o ambiente virtual passou a ser espaço rico de práticas inovadoras e aproximou o Governo do cidadão, estamos mais perto do dia em que o cidadão não precisará encarar uma fila no balcão dos órgãos públicos e se enfrentar algum problema vai conseguir reclamar de forma oportuna.

Recentemente o governo federal instituiu a Plataforma de Cidadania Digital, com o objetivo de ampliar e simplificar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos digitais, inclusive por dispositivos móveis. Além disso, o Portal de Serviços de Governo Federal disponibiliza informações sobre serviços e políticas públicas, permite realizar e acompanhar solicitações eletrônicas.

A ideia central é aumentar a oferta de serviços públicos e oferecer ao cidadão a mesma praticidade e agilidade dos aplicativos de troca de mensagens e plataformas de serviços bancários, por exemplo. Além disso, a  tendência ao longo do tempo é de economia de recursos públicos, com a redução do atendimento presencial,  da impressão e autenticação de documentos e na manutenção de estruturas físicas para prestação de serviços que passarão a ser oferecidos em ambientes virtuais. 

Para conhecer mais veja aqui informações sobre a Plataforma de Cidadania Digital, a Política de Governança Digital e a Política de Dados Abertos. 


24 de nov. de 2016

Já é quase dezembro, mas a inovação não pode esperar!



Essa semana os trabalhos estão a todo vapor! Thomas Prehn do MindLab, Dinamarca, está em Brasília empenhado em manter o ritmo da parceria com a Enap e Ministério do Planejamento. Além de vários momentos de trocas de experiências estão ocorrendo encontros para capacitação de colaboradores da Rede InovaGov. 

Estão sendo momentos de muito trabalho e descontração aprendendo sobre Design Thinking, métodos de pesquisa etnográfica, abordagens de empatia e colaboração. Além disso, já começamos a pensar quais serão os rumos da inovação no setor público para o próximo ano.


14 de nov. de 2016

1° Hackathon da Agência Nacional de Saúde Suplementar


Você não pode ficar de fora do 1° Hackathon da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)! A ideia é criar soluções úteis e inovadoras, aumentando a transparência na divulgação das informações públicas do setor relacionadas a planos de saúde.
O Hackathon é organizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar em parceria com a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), a Abramge/RJ, a Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (Anab), a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde). O evento será realizado em dezembro, no Rio de Janeiro. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de 1º a 14 de novembro, por meio do preenchimento de formulário disponível no portal da ANS.
Os candidatos podem se inscrever individualmente ou em equipes formadas por no máximo cinco componentes. Os quatro primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro que vão de R$ 5 mil a R$ 15 mil em valores brutos. 
Confira mais informações aqui.

25 de out. de 2016

Serviço público inovador?


Novo”, “tecnologia”, “invenção”, “novidade”, “fazer diferente”, “boas ideias”. São várias as palavras e expressões que surgem na mente quando pensamos em Inovação. Certamente, um termo complexo, amplo e, por vezes, até abstrato, tão difícil de definir como de concretizar.
“Burocracia”, “lentidão”, “tecnologia obsoleta”, “pouco recurso financeiro”, “serviços de pouca qualidade”. São esses os termos que vêm à cabeça quando se pensa em administração pública. Será que esses dois mundos conseguem se encontrar?
O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) ousou unir esses dois lugares opostos – ou seriam complementares? – nas propostas de ação apresentadas ao Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil na 8ª Convocatória e na Extraconvocatória de 2016.
Mas como conseguir organizar tantos conceitos? Começou com a disponibilização de um espaço aberto para debates e novas ideias: “A Semana de Inovação em Gestão Pública – Transformando Ideias em Soluções”. Foi um evento que aconteceu em 2015 e contou com a participação de servidores de 16 estados brasileiros e 50 convidados nacionais e internacionais como palestrantes, debatedores e moderadores. Um resultado concreto de todo o esforço que culminou nesse evento foi a assinatura de uma carta de intenções entre Brasil e Dinamarca que, mais tarde, foi oficializada com a assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países. Foi o estabelecimento de uma cooperação com o objetivo maior de fomentar a Cultura da Inovação em Gestão aqui no Brasil.
Logo após o evento, a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) se juntou a essa empreitada, que teve como primeiro passo a implementação e inauguração, em 17 de agosto de 2016, do G-NOVA, Laboratório de Inovação em Gestão voltado para atendimento a projetos do governo federal. O laboratório foi concebido a partir da metodologia do MindLab dinamarquês, como um espaço de convergência de ideias inovadoras. Ele foi criado para “demonstrar aos servidores públicos federais que, aplicando métodos de colaboração, de criação conjunta com os usuários do serviço, vai se ter como resultado um serviço mais aderente à necessidade que ele se propõe a atender”, nas palavras de Luis Felipe Salin Monteiro, diretor do Departamento de Modernização da Gestão (INOVA), unidade do Ministério do Planejamento responsável pela proposta de ação no âmbito dos Diálogos Setoriais. O próprio nome já se explica, o LABORATÓRIO é um espaço para experiências. Esse lugar, livre de barreiras para expressão de ideias, será um espaço para apresentá-las, discuti-las, desenhá-las e experimentá-las antes de serem aplicadas a nós, cidadãos. Um local onde há espaço para tentativa e erro e onde a criatividade é estimulada: algo como um remédio que é desenvolvido e testado em laboratório antes de ser colocado no mercado. Assim, busca-se reduzir os riscos e custos de implementação de uma política pública, bem como aumentar os seus níveis de sucesso.
Perceba a adesão de novos termos ao vocabulário de inovação: cooperação e ideias convergentes. Agora adicione a isso órgãos públicos dos três poderes e você tem outro resultado advindo daquela Semana de Inovação: A Rede de Inovação no Setor Público ou, de forma mais carinhosa, a InovaGov. E como o próprio nome já diz, é uma rede na qual todos os pontos estão interligados, sem qualquer hierarquia, permitindo uma troca sinérgica, que se retroalimenta entre o Laboratório e os membros da Rede. Nesse sentido, Guilherme Almeida, Diretor de Inovação da ENAP, afirma que “o laboratório é não só um membro, mas um nó muito ativo nessa rede”, uma vez que vai servir como um dos espaços para discussão e experimentos desse grupo.
A proposta de ação para contribuir com a estruturação da InovaGov foi apresentada aos Diálogos Setoriais na Extraconvocatória e sua formatação foi facilitada pela contratação de peritos que trouxeram novas dinâmicas de trabalho que ajudaram a constituí-la. Hoje a rede conta com o engajamento ativo de 38 instituições públicas federais, dos três Poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo), cuja participação vem se formalizando pela assinatura de termos de adesão a um Acordo de Cooperação Técnica assinado por um representante de cada Poder. Trata-se de mais uma ação de estímulo à cooperação que “ajuda os órgãos a superarem barreiras juntos e pensarem soluções conjuntas para as dificuldades que eles encontrem”, ou seja, é mais uma ferramenta “para articular e integrar arranjos para inovação no setor público” como explica Luanna Sant’Anna Roncaratti, Gerente de Inovação do Ministério do Planejamento.
São os Diálogos Setoriais contribuindo para que o serviço público se torne cada vez melhor e mais eficiente!

15 de ago. de 2016

Dando uma Chance para a Cocriação




Atualmente fala-se muito da necessidade de um novo perfil para o servidor público. O conhecimento medido pelo concurso público é somente a forma de garantir a sonhada vaga de emprego. Mas os desafios diários para prestação de um serviço de qualidade ao cidadão exigi do servidor público não apenas o conhecimento técnico do cargo, mas também a habilidade de ser criativo. Contudo, muitas vezes as demandas diárias e as pressões do ambiente de trabalho inibem a construção de ideias que possam melhorar a qualidade ou trazer alguma inovação para o serviço público.

Há uma grande demanda por melhores serviços, mas os orçamentos são apertados para investimentos significativos na melhoria do serviço. Vive-se uma época de poucos recursos, contenção de gastos e forte pressão social para que os governos priorizem a qualidade dos serviços públicos. Tem-se então um problema desafiador a ser resolvido pelo servidor público. Pede-se então que ele desenvolva a sua criatividade. O que fazer então?

Este é o momento de dar uma chance para a cocriação. O termo cocriação, do inglês co-creation, foi introduzido em 2004 por Prahalad e Ramaswamy, no livro The Future of Competition: Co-creating Unique Value with Customers, para descrever um processo colaborativo de geração de valor, onde a experiência do cliente se torna o pilar do valor entregue pela empresa.

Usando a cocriação, o prestador do serviço público sai de um processo convencional em que o cidadão e o servidor público desempenham papéis distintos onde um faz o serviço e o outro o recebe. Na cocriação esses papéis deixam de existir. Ambos são responsáveis pela produção e entrega do serviço ou produto. A cocriação é portanto um processo centrado na experiência do cliente. É um processo conjunto de criação que resulta na entrega de um valor único para cada indivíduo. Em outras palavras, a cocriação é um processo usado para desenvolver soluções criadas com as pessoas e para as pessoas.


Gillinson et al., em Radical Efficiency: Different, better, lower cost public services, disponível em www.nesta.org.uk, apresentam 5 estudos de casos de sucesso no setor público, baseados na parceria entre usuários e prestadores de serviço para entregar serviços mais eficientes, melhores e com custo mais baixo. No artigo os autores mostram uma nova perspectiva de como as organizações públicas podem resolver problemas atuais por meio de uma redefinição do relacionamento entre governo, comunidade e cidadãos. Nos casos apresentados, a melhoria é pensada em termos, também, da qualidade de vida das pessoas e não apenas da qualidade do serviço.

29 de jul. de 2016

Finanças Sociais - o que são os tais "SIBs"?




Uma das frentes que a Rede InovaGov tem estudado com atenção é a questão das Finanças Sociais - em especial, o entendimento dos "títulos de impacto social" ou "SIB - Social Impact Bonds".

SIBs são usados em realidades como Reino Unido, Portugal, França e Estados Unidos, buscando a expansão de intervenções de sucesso do governo para contextos maiores, melhorando os resultados de seu investimento, minimizando os riscos envolvidos e, principalmente, alcançando os objetivos sociais.

O arranjo típico de um SIB envolve o Governo, um intermediário, investidores, organizações não-governamentais e avaliadores externos. O pagamento pela prestação dos serviços somente ocorre quando há a comprovação do êxito da iniciativa.

A Secretaria de Inovação do MDIC coordena os estudos das Finanças Sociais (e dos SIBs) e instituições como CAIXA, SEBRAE e organizações privadas têm participado das conversas. Atualmente, peritas contratadas pelo Programa Diálogos Setoriais também trabalham no tema e há a possibilidade de missões em breve para conhecimento das experiências internacionais.

Pra você SIB é uma novidade? - shhh, não espalha, pra mim também...

Confira abaixo um vídeo introdutório que a McKinsey fez para explicar o básico.


4 de jul. de 2016

4 dicas de Nick Skillicorn para aumentar sua criatividade



"Quem é Nick Skillicorn?" - Você pergunta. Em 2014 ele foi votado 7º melhor blogueiro de inovação do mundo. Mas pra mim ele é o número 1! :) Ele é consultor, autor e escreve no site https://www.ideatovalue.com/

Semana passada participei de um seminário online sobre criatividade ministrado por ele e compartilho com vcs algumas dicas que aprendi:

1)  Diariamente, passe 15 minutos sozinho(a) com seus pensamentos. 
Saia de perto do seu celular, computador etc. Pare de procurar coisas para fazer. Fique sem ler, sem ouvir música, sem conversar.


Nesse momento, as ondas do cérebro trabalham na frequência alfa, e é quando temos ideias divergentes. Por isso tantas pessoas relatam ter tido suas melhores ideias durante o banho (que o diga Arquimedes!)

2) Posteriormente, separe mais 15 minutos para pensar sobre o desafio encontrado. 
As ideias divergentes costumam ser muito boas, mas elas precisam de um polimento dado pelo trabalho focado, com o pensamento convergente. Essa é a hora de ser produtivo(a) e executar alguma ação.




3) Semanalmente, faça algo diferente, ou de um jeito diferente.
Aparentemente, os holandeses adoram pão com manteiga e chocolate granulado. Foi realizado um experimento em que eles passavam por um teste de criatividade e, depois, era solicitado que eles, em vez de colocarem o chocolate sobre o pão com manteiga, espalhassem o chocolate granulado no prato e colocassem nele o pão com a manteiga virada para baixo, de forma que o chocolate grudasse na manteiga. Esse simples exercício fez com que, em um teste subsequente, os níveis de criatividade subissem mais de 10% (não me perguntem a fonte desse estudo pq eu não sei, foi o Nick quem contou!)


4) Mensalmente, faça algo criativo. 
Pode ser um pequeno poema, um novo código Java (se vc sabe programar), um desenho, uma maquete... Ninguém precisa ficar sabendo do seu projeto, o importante é que vc desenvolva alguma coisa. 




Parece muito trabalho? Não sei, eu ainda não tentei... mas tenho certeza de que funcionaria!
Se alguém animar, por favor depois deixe um relato aqui no blog para incentivar os outros!

30 de jun. de 2016

Design thinking na ponte aérea Brasil-Dinamarca


No dia 29/06 - também conhecido como ontem - foi realizado o workshop "Introdução ao Design Thinking", com mediação da designer dinamarquesa Annette Vaering e participação maciça dos membros da Rede InovaGov.  
A iniciativa foi mais uma ação resultante da parceria entre os governos brasileiro e dinamarquês, na qual a gerente de projetos do laboratório dinamarquês MindLab apresentou conceitos fundamentais da abordagem e, principalmente, estimulou os servidores a trabalharem formas de trazer ideias abstratas para o mundo real - talvez o principal objetivo do design thinking.
A oficina teve lugar na ENAP e a própria escolha do local "causou" - o salão da biblioteca Graciliano Ramos virou ambiente de compartilhamento e inovação.
Clique aqui para conhecer ferramentas e métodos de design elaborados pelo MindLab (para nossa sorte, os documentos estão em inglês - dinamarquês, para mim, é grego...).

10 de jun. de 2016

Oficina de Inovação Intergaláctica




Pois é, nesta semana participei de uma oficina de inovação da Vice-Presidência de Governo da CAIXA e a ideia que construímos - em rede, sempre em rede... - acabou sendo a escolhida para ser incubada pelo CAIXA Lab.

Foi tudo muito legal, a começar pela escolha do local (imagine só, o Planetário, com sessão especial para os participantes. Ou seria espacial???...).

* como mencionei no vídeo, fiquei bem impressionado com várias ferramentas e experiências de compartilhamento de conhecimento que já estão disponíveis para usarmos - veja a lista de algumas delas:

- Firechat: um app para as pessoas conversarem em seus smart phones, sem necessidade de conexão à internet;
- SeeClickFix: plataforma de comunicação de comunidades para a resolução de questões que afetam a vida de todos;
- Chrends: uma rede para discutir assuntos sem que você precise se identificar;
- Chatclass: ensino a distância pelo Whatsapp;
- Byju: mais uma solução de aprendizagem digital;
- Farmerbook (digital green): compartilhamento de conhecimento entre agricultores do mundo inteiro. O grande barato da solução foi a premissa de ensinar os agricultores a fazerem e a publicarem vídeos de alta qualidade usando celulares - a partir daí, a rede de problemas / soluções se estabeleceu e ganhou vida :)

3 de jun. de 2016

Em três tempos...


Cena 1: 2002, coordeno o escritório de processos e projetos da CAIXA e, todo satisfeito, falo ao novo superintendente estratégico que nossos padrões são compatíveis com os mais altos níveis nacionais e internacionais existentes. Ele balança a cabeça, frustrado, e afirma: "puxa, então o mundo está todo errado... Como podemos demorar tanto para dar solução aos problemas críticos que identificamos?".

Cena 2: 2009, à frente do Programa Gespública, vejo que grande parte das organizações que iniciam empolgadas processos de autoavaliação da gestão não conseguem implantar as melhorias previstas ("o contexto mudou", "chegou um novo chefe", "outras prioridades entraram em pauta", "o problema acabou se resolvendo sozinho", são as justificativas mais comuns). Sinto que quase pensamos que "as ferramentas são perfeitas! - o problema é a tal da realidade...".



Cena 3: 2016, instabilidade e incerteza no horizonte - como é próprio do contexto público, certo? Então, "inoveiros" que somos, vamos incorporar tais "variáveis" nos métodos, ferramentas e instrumentos que dispomos e comunicar que há uma grande oportunidade de emplacar algo que realmente agregue valor às agendas de gestores que precisam enfrentar a turbulência.

Ou sonhei acordado?

20 de mai. de 2016

Comunidade troca experiências exitosas em rede social para evolução da educação de jovens e adultos




Etapa fundamental da construção de políticas públicas, ouvir a sociedade faz parte do projeto Inova EJA, que lançou, nesta terça-feira, 10, uma página na internet para troca de experiências e sugestões sobre a educação de jovens e adultos (EJA). Com a iniciativa, o Ministério da Educação pretende reunir sugestões de estudantes, professores, diretores de escolas que oferecem essa modalidade de ensino e gestores municipais e estaduais para a elaboração de nova política nacional voltada para esse público.
Até as 18h de 30 de junho próximo, a plataforma on-line estará aberta para cadastramento e colaborações. A página vai funcionar como uma espécie de rede social, na qual será possível, além de relatar experiências bem-sucedidas e lançar propostas inovadoras para a educação de jovens e adultos, interagir com outros participantes cadastrados.
Na plataforma, é possível colaborar com propostas e experiências sobre as práticas e os recursos educacionais de uma pedagogia especializada na educação de jovens e adultos e sobre a certificação e a validação de conhecimentos gerais e competências técnicas. Além da articulação acadêmica com universidades e institutos federais para desenvolver a modalidade de ensino, a página também vai abrir espaço para discussão a respeito do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) e da gestão, financiamento e desenvolvimento da educação de jovens e adultos.
Lançado a poucos dias, o site já contempla dezenas de propostas e experiências para os 5 temas disponíveis. Após a fase de coleta das contribuições, o próximo passo será a realização, pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, de uma série de audiências públicas pelo Brasil para discutir o documento, que já contará com as colaborações on-line. 
Essa iniciativa é parte integrante de projeto do MEC desenvolvido pelo CNPq com apoio da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Lavras sob coordenação do Prof. Paulo Henrique Bermejo com o intuito de prospectar inovações no âmbito da educação a partir da mobilização social. 
Acesse o site http://inovaeja.mec.gov.br e participe! Sua contribuição será de grande valia.
Colaboração: Assessoria de Comunicação do MEC

10 de mai. de 2016

Ferramentas de Inovação


O Nesta é uma ONG britânica cuja missão é ajudar pessoas e organizações a darem vida a grandes ideias - isto você provavelmente já sabia...

Dentre suas iniciativas, o Nesta possui uma "caixa de ferramentas" de inovação, baseada em como criar, adotar ou adaptar ideias que possam entregar resultados melhores a seus usuários. As ferramentas em questão são fáceis de usar, simples de aplicar e projetadas para ajudar desenvolvedores. Cada uma delas possui templates e instruções de uso disponíveis aos interessados.

Clique aqui para conhecer e usar as ferramentas de inovação do Nesta - para descobrir qual aquela mais apropriada às suas necessidades, basta acessar a opção "find your tool" no canto superior esquerdo da tela.


7 de abr. de 2016

Inclusão social - Oficina para promover o atendimento em LIBRAS nos serviços públicos



Acontece hoje e amanhã (07 e 08/04), oficina de Design Thinking sobre atendimento na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) nos serviços públicos federais, uma atividade desenvolvida em conjunto pela Diretoria de Modernização da Gestão (INOVA/SEGES/MP), a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD/MMIRDH) e a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Participam também a Receita Federal, o INSS, a Anatel, a ANVISA, MTPS, Caixa Econômica Federal, Fundação Roquette Pinto e Apada (Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos).

A dinâmica visa auxiliar os órgãos e entidades do Governo Federal a prestarem atendimento adequado a pessoas surdas usuárias de LIBRAS nos seus serviços ao público. A maior parte dessas pessoas, especialmente as mais vulneráveis socioeconomicamente, não se comunicam bem em português e, ao serem atendidas presencialmente, precisam do apoio de um tradutor/intérprete da Libras. Desde 2005, um decreto já lhes dá esse direito no atendimento em órgãos públicos.

Durante a oficina foram formados 4 grupos com perfis diferentes: usuários (pessoas surdas)/ intérpretes, servidores que trabalham com atendimento, órgãos gestores e especialistas em design, sistemas de computação, programação web e acessibilidade digital.

Os grupos refletiram a respeito de soluções possíveis, levando em conta todos os âmbitos da questão, segundo a experiência e capacidades de cada integrante. O objetivo é buscar uma solução para intermediar, em tempo real, a demanda dos órgãos com a chegada de cidadãos surdos em busca de atendimento e a oferta de tradução/interpretação por vídeo à distância.

Confira algumas fotos do evento e aguarde vídeo com entrevistas a ser publicado amanhã. 





Foca: ferramenta usada para lembrar as pessoas de ter foco. Funcionou super bem!



















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