Blog da Rede de Inovação no Setor Público

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14 de nov. de 2016

1° Hackathon da Agência Nacional de Saúde Suplementar


Você não pode ficar de fora do 1° Hackathon da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)! A ideia é criar soluções úteis e inovadoras, aumentando a transparência na divulgação das informações públicas do setor relacionadas a planos de saúde.
O Hackathon é organizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar em parceria com a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), a Abramge/RJ, a Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (Anab), a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde). O evento será realizado em dezembro, no Rio de Janeiro. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de 1º a 14 de novembro, por meio do preenchimento de formulário disponível no portal da ANS.
Os candidatos podem se inscrever individualmente ou em equipes formadas por no máximo cinco componentes. Os quatro primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro que vão de R$ 5 mil a R$ 15 mil em valores brutos. 
Confira mais informações aqui.

10 de nov. de 2016

Hackathon Serpro


Quem gosta de desafios e tem habilidade para desenvolver soluções com rapidez e eficiência não pode ficar de fora do Hackathon Serpro. As inscrições estão abertas a partir desta quinta-feira, 10, e a competição será realizada nos dias 16 a 18 de dezembro, em Brasília. Durante o evento, dez equipes vão criar chatbots, robôs que simulam um ser humano na conversação com usuários. A melhores soluções ganham, respectivamente, seis mil, quatro mil e dois mil reais.

O chatbot é um robô com inteligência artificial que, por meio de métodos auditivos e textuais, simula um ser humano em conversação inteligente com as pessoas. Apesar da solução consultar uma base de dados, a impressão é que a conversa ocorre com outro ser humano, iniciativa que se destina a contribuir com a construção de ideias e fortalecer os laços entre a empresa e a sociedade.

A intenção do evento é fortalecer os serviços de governo digital e promover um ambiente de inovação e colaboração. Nesta primeira edição, o Hackathon é dedicado exclusivamente ao público externo, e não será permitida a participação de empregados do Serpro.

Como participar


Para participar do Hackathon Serpro, basta ser maior de 18 anos, ter interesse pela área de TI e gostar de programar. Cada equipe poderá ter dois a cinco integrantes. As inscrições são gratuitas, podem ser feitas no endereço hackathon.serpro.gov.br e terminam quando for atingido um total de 50 pessoas. Confira também o edital de participação com as normas do concurso.

Maratona 

Durante três dias, os programadores estarão na sede do Serpro programando freneticamente em uma maratona de mais de 30 horas de competição. Os competidores também poderão participar de palestras e contar com o apoio de mentoria. Os sistemas poderão utilizar dados abertos do governo. Os trabalhos serão avaliados pela Comissão Julgadora, formada por profissionais do Serpro e de entidades externas, com base em critérios de inovação, usabilidade, design, funcionalidade, uso de recursos tecnológicos e adequação ao tema.


20 de mai. de 2016

Comunidade troca experiências exitosas em rede social para evolução da educação de jovens e adultos




Etapa fundamental da construção de políticas públicas, ouvir a sociedade faz parte do projeto Inova EJA, que lançou, nesta terça-feira, 10, uma página na internet para troca de experiências e sugestões sobre a educação de jovens e adultos (EJA). Com a iniciativa, o Ministério da Educação pretende reunir sugestões de estudantes, professores, diretores de escolas que oferecem essa modalidade de ensino e gestores municipais e estaduais para a elaboração de nova política nacional voltada para esse público.
Até as 18h de 30 de junho próximo, a plataforma on-line estará aberta para cadastramento e colaborações. A página vai funcionar como uma espécie de rede social, na qual será possível, além de relatar experiências bem-sucedidas e lançar propostas inovadoras para a educação de jovens e adultos, interagir com outros participantes cadastrados.
Na plataforma, é possível colaborar com propostas e experiências sobre as práticas e os recursos educacionais de uma pedagogia especializada na educação de jovens e adultos e sobre a certificação e a validação de conhecimentos gerais e competências técnicas. Além da articulação acadêmica com universidades e institutos federais para desenvolver a modalidade de ensino, a página também vai abrir espaço para discussão a respeito do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) e da gestão, financiamento e desenvolvimento da educação de jovens e adultos.
Lançado a poucos dias, o site já contempla dezenas de propostas e experiências para os 5 temas disponíveis. Após a fase de coleta das contribuições, o próximo passo será a realização, pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, de uma série de audiências públicas pelo Brasil para discutir o documento, que já contará com as colaborações on-line. 
Essa iniciativa é parte integrante de projeto do MEC desenvolvido pelo CNPq com apoio da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Lavras sob coordenação do Prof. Paulo Henrique Bermejo com o intuito de prospectar inovações no âmbito da educação a partir da mobilização social. 
Acesse o site http://inovaeja.mec.gov.br e participe! Sua contribuição será de grande valia.
Colaboração: Assessoria de Comunicação do MEC

15 de abr. de 2016

Não basta ter boas ideias, mas elas são fundamentais




Há mais de 50 anos, em artigo na revista Harvard Business Review, o economista e guru do marketing Theodore Levitt afirmava, categoricamente: criatividade não é suficiente! Ideias são inúteis a não ser que sejam usadas, pois a prova de seu valor está na implementação. Também é dele a explicação simples, e ao mesmo tempo brilhante, sobre a relação entre ideias e inovação: “criatividade é pensar coisas novas; inovação é fazer coisas novas”.

Infelizmente, muitas vezes ficamos só no mundo das ideias, pensando em maneiras para tornar nossas atividades no trabalho mais eficientes, nossas auditorias mais eficazes, ou mesmo nossas vidas pessoais mais agradáveis ou bem sucedidas. No momento seguinte, descartamos essas ideias e voltamos à rotina do dia a dia. Como disse Einstein certa vez, insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes...

Portanto, as mudanças – sejam elas grandes inovações ou pequenas melhorias – não acontecem sem a iniciativa de colocar novas ideias em prática. Porém, antes disso é preciso ter as ideias e, se possível, as melhores que sejam aplicáveis ao problema que se precisa resolver.

Um exemplo: aqueles que moram em grandes cidades já se acostumaram a contar com o aplicativo Waze para dizer qual o caminho mais rápido para chegar a determinado destino, fugindo assim dos locais de maior trânsito. E que tal se, antes de sair de casa para ir ao banco, um aplicativo pudesse nos dizer qual agência tem filas menores? Parece uma boa proposta para otimizar o atendimento aos clientes, mas como surgem ideias assim?

 De acordo com Ken Robinson, especialista britânico em educação e criatividade, todos nascemos com uma capacidade extraordinária de imaginar, de criar ideias abstratas, porém usamos apenas uma fração desse talento, dentre outros motivos, pela falta de oportunidade ou de atitude de aplicar essa capacidade a casos concretos.

É por esse motivo que as empresas têm recorrido, cada vez mais, à promoção de concursos e outras iniciativas para estimular a apresentação de ideias inovadoras para solução de desafios prioritários. Trata-se de aproveitar o velho ditado de que “duas cabeças pensam melhor do que uma” e, assim, tentar fazer com que todas as cabeças pensem juntas, seja de forma restrita aos funcionários da empresa, ou aberta para toda a sociedade.

Voltando ao nosso exemplo, a ideia do aplicativo que indica as agências com menores filas foi a vencedora do Prêmio Pensa BB, realizado pelo Banco do Brasil em 2015 e que coletou mais de 3 mil sugestões envolvendo 10 desafios de negócio priorizados pela diretoria do banco. Dessas, 58 foram selecionadas e estão sendo implementadas – afinal, para inovar é necessário que a criatividade seja seguida da execução.

Vale ressaltar que concursos dessa natureza, para fomentar a apresentação de ideias inovadoras, não são exclusivas do setor privado ou de empresas públicas, como o Banco do Brasil. Como exemplos, podemos citar a Procuradoria-Geral Federal da Advocacia-Geral da União, que possui uma Fábrica de Ideias em operação desde 2014, bem como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que acaba de lançar sua própria iniciativa, por coincidência, com o mesmo nome adotado pela AGU.

E você, o que acha, essa parece uma boa ideia para buscar soluções para os desafios da sua instituição, ou do setor público em geral? Sabemos que a criação de um banco de ideias foi uma das sugestões incluídas no projeto de construção de uma plataforma da rede de inovação, então que tal aproveitarmos os inúmeros talentos que temos na rede e começarmos a pensar coletivamente sobre o assunto?

Fica, então, o desafio: como implementar um programa contínuo de incentivo à apresentação de ideias inovadoras para melhoria das atividades do setor público? Enquanto não temos uma plataforma específica para isso, deixem suas ideias (ou colaborem sobre as ideias dos outros) no espaço de comentários do blog logo abaixo.

8 de abr. de 2016

Enap na Reunião Rede de Escolas de Governo OCDE


O Diretor de Comunicação e Pesquisa da Enap, Fernando Filgueiras, está representando a Enap na reunião da Rede de Escolas de Governo da OCDE, que acontece na Itália. O tema do encontro é Inovação no Setor Público!
Ele compartilhou conosco um pouco dos resultados do encontro:



"Começou hoje a reunião da Rede de Escolas de Governo da OCDE. O debate gira em torno de quais capacidades e competências são necessárias para a promoção da inovação na administração pública. Estão presentes nesta reunião todos os países membros da OCDE e representantes de Israel, Costa Rica, México, Singapura, Nova Zelândia e Filipinas. Estão sendo debatidas as experiências nacionais para a construção da inovação no setor público, bem como inovações na perspectiva do ensino. Ou seja, de um lado, qual o papel das escolas de governo na promoção da inovação do setor público. De outro lado, como as escolas de governo podem inovar suas metodologias de ensino para cumprir o seu papel de promoção da inovação. O Diretor de Governança Pública e Desenvolvimento Territorial da OCDE, Rolf Alter, destacou a forma como as escolas de governo precisam construir novas ferramentas de ensino, pensar a sua flexibilidade e as capacidades para construir uma cultura de inovação no setor público. Para enfrentar as crises pelas quais passam as economias contemporâneas, é fundamental construir administrações públicas mais flexíveis, mais sensíveis à sociedade e dirigidas pelo interesse público. Uma cultura de inovação no setor público é uma cultura voltada à solução de problemas públicos. A governança nada mais é do que uma administração pública mais transparente, mais flexível e capaz de construir capacidades de inovação. Os problemas públicos contemporâneos não são específicos de uma sociedade ou de um país. Os problemas públicos, hoje, são comuns a todos os países. Problemas como a ineficiência, a corrupção, os altos custos dos serviços, a má qualidade da gestão são problemas comuns às administrações públicas contemporâneas. Mas estas mesmas administrações públicas podem ser fatores de desenvolvimento, desde que sejam capazes de resolver estes problemas com capacidades inovadoras e transformadoras. Por isto constituir uma rede de escolas de governo é tão fundamental para o desenvolvimento. Primeiro para compreendermos que os problemas são comuns. Segundo, porque as soluções devem ser partilhadas, experienciadas e flexíveis o suficiente para promover a inovação.

 Nenhuma cultura de inovação prosperará se não construirmos uma administração pública mais flexível e, sobretudo, centrada no cidadão.



 A promoção da inovação está em estágio avançado em várias escolas de governo, com a constituição de laboratórios, programas de capacitação e pesquisa voltadas para compreender as barreiras à inovação e as ferramentas chaves para a promoção de capacidades estatais voltadas à inovação. A inovação não pode ser pensada apenas como um momento, mas como uma chave para a promoção do desenvolvimento e a maior abertura do setor público. Uma cultura de inovação baseia-se em uma capacidade de produzir mudanças e maior qualidade dos serviços públicos. O centro da cultura de inovação é fazer com que servidores e lideranças se coloquem no lugar do cidadão. O cidadão é o centro da governança do setor público. Em torno dele devem girar as capacidades de inovação.

 O resultado do debate das experiências recentes da Rede de Escolas de Governo da OCDE é que a inovação não é o simples desenvolvimento tecnológico. A inovação em políticas, processos e serviços públicos é um novo mode pensar e uma nova abordagem para a administração pública, a qual deve se permitir construir experiências, mudar seus processos e pensar suas práticas ao lado do cidadão, a quem ela se dirige.

Depois da discussão geral sobre governança e o papel das escolas de governo, as representações dos países foram separadas em equipes, as quais discutiram quais as metodologias de ensino e quais os problemas que as escolas de governo devem enfrentar.

 Por meio da ferramenta de design thinking, as escolas participantes da Rede de Escolas de Governo chegaram à conclusão que os principais problemas a serem enfrentados, e que passam por sua atuação são:

 1 - criar uma cultura de inovação no setor público;

 2 - promover lideranças no setor público mais adaptáveis e abertas a uma sociedade ativa;

 3 - promover a reflexão sobre o ciclo completo das políticas públicas, especialmente as metodologias de avaliação e monitoramento de políticas;

 4 - promover competências para a construção da accountability;

 5 - pensar a coordenação das diversas agências e departamentos do setor público


 Estes foram os problemas mencionados. Para estes problemas, as escolas de governo devem repensar suas metodologias de ensino e o seu papel na promoção da inovação. Para criar líderes e servidores públicos baseados em uma cultura de inovação, as metodologias de ensino das escolas de governo devem ser:

 1 - reflexivas e baseadas em problemas;

 2- usar intensamente os estudos de caso

 3- ser mais experimental, ou seja reunindo a experiência dos próprios servidores para a resolução de problemas;

 4- construir em sala de aula simulações e a co-criação;

 5- reunir, nas metodologias de ensino, capacidades para pesquisa e construção de problemas, desenho de soluções e partilha de experiências;

 7- criar abertura para diferentes visões e a capacidade para aprender com os outros

 6- criar o entusiasmo para a solução de problemas;

 8- reunir, em sala de aula, novos e antigos servidores. Uma cultura de inovação não dispensa as diferenças de gerações

 9- explorar em sala de aula às múltiplas soluções para problemas

 10- desenvolver a experimentação em sala de aula, fazendo com que servidores mitiguem os riscos por meio da iteração e uma abordagem que valorize os erros. Os erros ensinam.

 Estes dez princípios devem ser utilizados como metodologias de ensino e de aprendizado pelas escolas de governo"

Temos bastante insumo para a Enap e para os estudos que vamos realizar!!



7 de abr. de 2016

Inclusão social - Oficina para promover o atendimento em LIBRAS nos serviços públicos



Acontece hoje e amanhã (07 e 08/04), oficina de Design Thinking sobre atendimento na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) nos serviços públicos federais, uma atividade desenvolvida em conjunto pela Diretoria de Modernização da Gestão (INOVA/SEGES/MP), a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD/MMIRDH) e a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Participam também a Receita Federal, o INSS, a Anatel, a ANVISA, MTPS, Caixa Econômica Federal, Fundação Roquette Pinto e Apada (Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos).

A dinâmica visa auxiliar os órgãos e entidades do Governo Federal a prestarem atendimento adequado a pessoas surdas usuárias de LIBRAS nos seus serviços ao público. A maior parte dessas pessoas, especialmente as mais vulneráveis socioeconomicamente, não se comunicam bem em português e, ao serem atendidas presencialmente, precisam do apoio de um tradutor/intérprete da Libras. Desde 2005, um decreto já lhes dá esse direito no atendimento em órgãos públicos.

Durante a oficina foram formados 4 grupos com perfis diferentes: usuários (pessoas surdas)/ intérpretes, servidores que trabalham com atendimento, órgãos gestores e especialistas em design, sistemas de computação, programação web e acessibilidade digital.

Os grupos refletiram a respeito de soluções possíveis, levando em conta todos os âmbitos da questão, segundo a experiência e capacidades de cada integrante. O objetivo é buscar uma solução para intermediar, em tempo real, a demanda dos órgãos com a chegada de cidadãos surdos em busca de atendimento e a oferta de tradução/interpretação por vídeo à distância.

Confira algumas fotos do evento e aguarde vídeo com entrevistas a ser publicado amanhã. 





Foca: ferramenta usada para lembrar as pessoas de ter foco. Funcionou super bem!



















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