Blog da Rede de Inovação no Setor Público

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28 de mar. de 2017

Fazendo as perguntas certas!






Com certeza você já ouviu falar no Design Thinking, uma metodologia para o desenvolvimento de projetos inovadores que envolve, dentre outras características: o foco no ser humano, multidisciplinariedade, criatividade, processo estruturado e não linear de construção de ideias, interações voltadas a aprendizados constantes, cocriação de soluções e prototipação.

Dentre as muitas ferramentas que podem ser utilizadas dentro dessa abordagem temos as entrevistas. Pode parecer algo simples à primeira vista, mas uma boa estratégia de entrevista é um processo que envolve organização, planejamento e dedicação. Dá um pouco de trabalho é verdade, mas os resultados compensam! Buscar as informações, criar soluções e prototipar (por que não?) com base nas impressões do público que vai usar o serviço ou produto é uma das formas mais eficazes de atender o seu cliente! #foconousuario #vaipraponta!

Confira aqui dicas super úteis para utilizar entrevistas no seu processo inovador!

20 de mar. de 2017

A inovação pode colaborar para um mundo mais justo?


A resposta é sim.

A Unesco publicou, recentemente, o “Relatório Mundial de Ciências Sociais 2016. O desafio das desigualdades: caminhos para um mundo mais justo”, documento elaborado pelo Conselho Internacional de Ciências Sociais (International Social Science Council – ISSC) e pelo Institute of Development Studies (IDS), sob a orientação de um Conselho Consultivo Científico (Scientific Advisory Council – SAC), formado por renomados estudiosos na área da desigualdade, com diferentes históricos acadêmicos e provenientes de todas as partes do mundo.

O relatório é direcionado a públicos diversos (estudantes, especialistas em desigualdades, gestores de políticas públicas, tomadores de decisão, instituições de pesquisa, sociedade civil, meios de comunicação, etc), e oferece uma revisão atualizada de abordagens e dados, explora algumas das consequências da desigualdade em diferentes níveis, apontando a situação das desigualdades em todo o mundo por meio de insights multidisciplinares de vários países e de todas as regiões mundiais.

Mas, por que falar de desigualdades em 2015? Porque estudos indicam que elas vêm crescendo, principalmente quando tem-se o dado de que quase metade de toda a riqueza das famílias de todo o mundo pertencia a 1% da população mundial, e que as 62 pessoas mais ricas possuíam o mesmo que a metade inferior da humanidade.

No entanto, a publicação defende que as desigualdades não devem ser compreendidas e abordadas somente em relação à renda e à riqueza. Elas interagem através de sete dimensões principais: econômica, política, cultural, ambiental, espacial e relativa ao conhecimento.

Diante desse contexto, a questão da crescente desigualdade e o que se deve fazer a respeito adquire importância nas mentes dos governos, do setor privado, de líderes da sociedade civil e de cidadãos em todo o mundo, principalmente quando se reconhece que reduzir as desigualdades significa estimular transformações no sentido da sustentabilidade, promover o progresso social, reduzir os conflitos e a violência, e desenvolver uma governança inclusiva.

E o que a inovação tem a ver com isso?

O Relatório publicado pela Unesco indica que ação coletiva de cidadãos está abrindo espaços a novas soluções para a desigualdade, as quais podem inspirar inovações de políticas inclusivas e defende que é necessária uma abordagem multidisciplinar para o estudo sobre a desigualdade, com contribuições de uma ampla gama de ciências sociais (tais como economia, ciência política, sociologia, psicologia, antropologia, direito e estudos sobre desenvolvimento), assim como de outras disciplinas e fora da universidade.


Isso significa ir além da quantificação das diferentes dimensões da desigualdade, ou seja, enfatizar métodos qualitativos e participativos, assim como desenvolver combinações inovadoras no campo da pesquisa quantitativa e qualitativa, para se entender por que e como as desigualdades persistem. Conclui-se, por fim, que um mundo mais justo precisa de conhecimento transformador, novos caminhos, novas respostas, que, por sua vez, devem envolver abordagens multidisciplinares e inovadoras sobre os desafios relacionados à redução das desigualdades. 

Acesse o resumo do Relatório em: http://unesdoc.unesco.org/images/0024/002459/245995POR.pdf



9 de mar. de 2017

G°n'Papo no YouTube



Todos os que estiveram na conversa com o Chicão, do VivaRio, saíram com a cabeça fervilhando.
Para aqueles que não puderam estar conosco, eis aqui o link para assistir no canal G°Nova do YouTube.

G°n'Papo com o Chicão


Na primeira parte, ele tratou do  futuro que já chegou e vai até o minuto 38. A partir do slide AIME, até o minuto 1:02, vimos como é o uso de inteligência artificial para prever os focos de Aedes aegypti de forma georeferenciada e dar maior eficiência aos métodos de prevenção.

Torcemos para que vocês também sejam contaminados pela inovação!




30 de jan. de 2017

Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias (resenha)


“Design Thinking” (“Change by Design”, no original) já foi citado aqui no blog da Rede InovaGov e agora trago uma resenha deste livro escrito por Tim Brown.



O Design Thinking (DT) tem se tornado nos últimos anos um termo cada vez mais associado à inovação (tanto no setor privado e também com experiências no setor público), sendo tratado como uma metodologia para a criação de novas ideias.  No entanto, ainda há muita mistificação sobre o DT, como a exigência de conhecimentos específicos em design ou “ser criativo” e até questionamentos sobre o Design Thinking não apresentar nada de realmente novo, sendo apenas a “modinha da vez”. Neste contexto, o livro “Design Thinking” de Tim Brown é uma leitura muito interessante sobre o assunto. Como entusiasta do Design Thinking e CEO da IDEO – empresa notável pelo uso e popularização da abordagem – o autor, Tim Brown, de fato não apresenta uma visão neutra sobre o DT. Ao contrário, o livro busca apresentar o Design Thinking como uma abordagem que pode levar à novas experiências e produtos inovadores em virtualmente qualquer área, de novos produtos que podem gerar lucros para grandes empresas até inovação social.  Mais do que um processo ou método, o Design Thinking é uma forma diferente de se olhar o mundo ao seu redor, repensar problemas primeiro e só então buscar soluções inovadoras.

O livro é dividido em duas partes: a primeira, “O que é design thinking?”, é dedicada a apresentar e explicar os elementos fundamentais da abordagem. Um aspecto crucial do Design Thinking é que o seu foco deve ser as pessoas, isto é, uma solução criada pelo DT deve ser capaz de resolver um problema das pessoas ou ser capaz de criar uma nova experiência para pessoas. Por esse motivo, a empatia – capacidade de se colocar no lugar do outro – é um dos seus elementos essenciais. Os outros dois são a colaboração (compartilhar ideias e perspectivas para o surgimento de insights e ideias, envolvendo ativamente não apenas os projetistas, mas também outros stakeholders no processo, como os próprios clientes) e a experimentação (representada pela prototipagem e pelo princípio de que é importante testar protótipos diversas vezes para se descobrir falhas e erros e aprender com eles). Uma outra característica do Design Thinking é o uso de ciclos de pensamento divergente e convergente como forma de se refletir sobre contextos e situações e promover a redefinição de problemas e soluções.  Há de observar que embora o aspecto da desejabilidade pelas pessoas seja o ponto de partida do DT, a solução final deve também levar em consideração a viabilidade financeira e a possibilidade técnica. 

A segunda parte do livro, “E agora, para onde vamos?”, destaca o potencial transformador do Design Thinking por meio de diversos exemplos da aplicação da metodologia, seja como abordagem sistemática à inovação empresarial ou na promoção de inovação social, provocando mudanças organizacionais e também comportamentais.

Dito isso, cabe observar que o livro não é um guia ou material didático para aplicação prática do Design Thinking, e que quem for procurar o livro com esse objetivo provavelmente se decepcionará. O livro é abarrotado de exemplos de sucesso sobre o uso do Design Thinking – muitos casos são de clientes da IDEO  –, mas eles são apresentados de forma a destacar os princípios e elementos da abordagem, não de serem verdadeiros estudos de caso. Por fim, não se deixe enganar pelo texto da quarta capa da edição brasileira do livro “Design Thinking”: este não é um “guia para líderes criativos que buscam propor o design thinking em todas as facetas de suas organizações”. O próprio Tim Brown deixa bem claro no prefácio à edição brasileira que um dos objetivos do livro é “persudiar [o leitor] independentemente de sua profissão ou da função que desempenha, de que o design thinking pode ser aplicado aos desafios de negócios que todos nós enfrentamos todos os dias”.


Título: Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias
Título original: Change by Design: How Design Thinking Transforms Organizations and Inspires Innovation
Autores: Tim Brown

Edição brasileira: Elsevier Editora, 2010. 249 páginas.

15 de ago. de 2016

Dando uma Chance para a Cocriação




Atualmente fala-se muito da necessidade de um novo perfil para o servidor público. O conhecimento medido pelo concurso público é somente a forma de garantir a sonhada vaga de emprego. Mas os desafios diários para prestação de um serviço de qualidade ao cidadão exigi do servidor público não apenas o conhecimento técnico do cargo, mas também a habilidade de ser criativo. Contudo, muitas vezes as demandas diárias e as pressões do ambiente de trabalho inibem a construção de ideias que possam melhorar a qualidade ou trazer alguma inovação para o serviço público.

Há uma grande demanda por melhores serviços, mas os orçamentos são apertados para investimentos significativos na melhoria do serviço. Vive-se uma época de poucos recursos, contenção de gastos e forte pressão social para que os governos priorizem a qualidade dos serviços públicos. Tem-se então um problema desafiador a ser resolvido pelo servidor público. Pede-se então que ele desenvolva a sua criatividade. O que fazer então?

Este é o momento de dar uma chance para a cocriação. O termo cocriação, do inglês co-creation, foi introduzido em 2004 por Prahalad e Ramaswamy, no livro The Future of Competition: Co-creating Unique Value with Customers, para descrever um processo colaborativo de geração de valor, onde a experiência do cliente se torna o pilar do valor entregue pela empresa.

Usando a cocriação, o prestador do serviço público sai de um processo convencional em que o cidadão e o servidor público desempenham papéis distintos onde um faz o serviço e o outro o recebe. Na cocriação esses papéis deixam de existir. Ambos são responsáveis pela produção e entrega do serviço ou produto. A cocriação é portanto um processo centrado na experiência do cliente. É um processo conjunto de criação que resulta na entrega de um valor único para cada indivíduo. Em outras palavras, a cocriação é um processo usado para desenvolver soluções criadas com as pessoas e para as pessoas.


Gillinson et al., em Radical Efficiency: Different, better, lower cost public services, disponível em www.nesta.org.uk, apresentam 5 estudos de casos de sucesso no setor público, baseados na parceria entre usuários e prestadores de serviço para entregar serviços mais eficientes, melhores e com custo mais baixo. No artigo os autores mostram uma nova perspectiva de como as organizações públicas podem resolver problemas atuais por meio de uma redefinição do relacionamento entre governo, comunidade e cidadãos. Nos casos apresentados, a melhoria é pensada em termos, também, da qualidade de vida das pessoas e não apenas da qualidade do serviço.

21 de jul. de 2016

Dica de leitura do Innoscience




Este livro é uma dica da Carolina Wosiack, que escreve no blog do Innoscience. 
Lançado em 2012, ele se encontra disponível em formato físico e digital. 

Sinopse: 
Depois de entrevistar fundadores e CEOs de algumas das empresas mais inovadoras do mundo — entre elas Apple, Amazon, Google e Skype —, os autores identificaram o comportamento dos maiores inovadores do mundo e descobriram as cinco habilidades que diferenciam os inovadores dos profissionais comuns : associar - questionar – observar - trabalhar em rede - experimentar. Em DNA do Inovador, os autores Jeff Dyer, Hal Gregersen e Clayton M. Christensen (eleito pelo Thinkers 50 o mais influente pensador vivo do management mundial) demonstram como qualquer pessoa pode desenvolver essas cinco habilidades, necessárias para se tornar um inovador de ruptura. O livro traz ainda um teste para você calcular o seu DNA inovador. A obra também introduz um novo conceito, o do Prêmio de Inovação. Por meio desse conceito os autores sugerem um novo ranking das empresas mais inovadoras do mundo e demonstram que só é possível aumentar esse prêmio com a criação de um código de inovação que oriente os funcionários, os processos e a filosofia da empresa. Prático e instigante, DNA do Inovador é fundamental para pessoas e equipes que querem fortalecer sua capacidade inovadora. 

Para conhecer mais livros recomendados, acesse o post: http://www.innoscience.com.br/os-must-reads-da-inovacao/

29 de jun. de 2016

Livro nacional gratuito de Design thinking


Livro gratuito de Design thinking aplicado a negócios com cases nacionais:

O custo é apenas a citação de download em redes sociais e breve cadastro. 

http://livrodesignthinking.com.br/

27 de mai. de 2016

Da toalha do Sérvio... à startup enxuta :)


O último post do Sérvio neste blog foi tão legal que, após sua aula definitiva quanto à importância da toalha (e dos nerds) em nossas vidas, nada melhor que falar de startups enxutas.



Várias pessoas de nossa Rede InovaGov já mencionam o livro de Eric Ries em que ele apresenta o que são startups enxutas e no qual cita os cinco princípios que as definiriam, a saber:

1. empreendedores estão em toda parte (inclusive no governo) - partindo da ideia de uma startup é criar produtos e serviços novos em situações de extrema incerteza, ela pode ocorrer em organizações de qualquer porte ou setor;

2. empreender é administrar- startups necessitam modelos de gestão que, inclusive, incorporem a incerteza que as envolvem;

3. aprendizado validado - além de satisfazer clientes por meio de produtos (e de gerar receitas), startups existem para aprender a desenvolver um negócio sustentável - e tal aprendizado deve ser avaliado e validado, para posterior compartilhamento;

4. ciclo de construir / medir / aprender - o qual, uma vez gerido, indicará se a startup deve manter sua orientação ou seguir outro caminho;

5. contabilidade para inovação - uma parte mais "chata", de suporte ao "filé da inovação", mas que é fundamental para este último.

Enfim, fica a dica (o post já está ficando longo e em breve comentarei outro livro que estou lendo simultaneamente, "The Service Startup", de Tenny Pinheiro - tenho receio que logo, logo comece a misturar as duas histórias e seus autores...).


19 de mai. de 2016

Gestão por inteligências




Publicado em fevereiro deste ano, o livro de Cristiano Trindade de Angelis, professor e analista de  planejamento e orçamento do MP, trata de como a gestão por inteligências proporciona autonomia, domínio e propósito na busca de uma vida com mais significado.

A crise de confiança e a crise econômica vêm revelando a importância da inclusão da sociedade no relacionamento entre o Estado e o mercado com objetivo de aumentar a efetividade das políticas públicas e passar do olhar jurídico no combate à corrupção para mudança da cultura ética da nação. Como a cultura nacional tem forte impacto nas decisões do governo, o livro apresenta, além de práticas modernas de gestão, como a Inteligência Organizacional, uma proposta de refinamento cultural para inserção do Brasil na Sociedade do Conhecimento. Esta inserção, proporcionada por fortes crises e a tão esperada internacionalização do país, é o alicerce para adotar a gestão por inteligências no setor público. 

A Gestão por Inteligências, definida como a capacidade de compreender, desenvolver e gerenciar as inteligências racional, cultural, emocional e espiritual de uma forma integrada, tem o potencial de mudar os modelos mentais das pessoas, em particular dos servidores públicos. Além da necessidade de conectar as informações e lidar com modelos complexos (inteligência racional), o agente público necessita saber gerir suas emoções e ser motivado (inteligência emocional), necessita aprender com outras culturas por comparação e se adaptar às mudanças (inteligência cultural) e necessita desenvolver uma visão grande de mundo para encontrar significado no amor, no trabalho e na coragem (inteligência espiritual).

Para mais informações, visite o site: https://www.chiadoeditora.com/livraria/gestao-por-inteligencias

19 de abr. de 2016

Nudge: O empurrão para a escolha certa




Os autores Richard Thaler e Cass Sustein mostram que, sabendo como as pessoas pensam, é possível se estabelecer uma 'arquitetura da escolha', que facilita o reconhecimento das melhores opções. Nossos erros nos tornam mais pobres e menos saudáveis; muitas vezes, tomamos decisões ruins que envolvem educação, finanças pessoais, cuidados com a saúde, hipotecas e cartões de crédito, a família e até mesmo o próprio planeta. 

Nossas escolhas são muito influenciadas pelo nosso ambiente, seja pelo lugar onde se encontram as escadas em um prédio ou pela disposição da comida em um restaurante self-service. Qualquer que seja a disposição escolhida, ela influenciará o comportamento do cliente. Então, por que não usar isso para obter o comportamento mais desejado, por exemplo, ter uma vida mais saudável?

O livro traz uma discussão inovadora sobre como podemos aplicar a nova ciência da arquitetura de escolhas para guiar as pessoas rumo a direções que irão melhorar suas vidas, e seus preceitos deveriam sempre ser levados em conta na construção de políticas públicas.

Para download da versão em inglês do livro, clique aqui.

24 de mar. de 2016

Reserve na Agenda - Evento do Banco Mundial, MP e MDIC sobre economia digital e inovação no Brasil







O relatório completo, a visão geral, os infográficos, os vídeos e os materiais relacionados estão disponíveis em: http://www.worldbank.org/wdr2016.

Para participar, favor inscrever-se enviando um e-mail informando seu nome completo e qual entidade/empresa representa para claudia.geraldo@mdic.gov.br até terça-feira, 05 de abril.
 Em caso de dúvidas, favor entrar em contato com o MDIC pelo telefone (61) 2027 -7036 ou pelo e-mail claudia.geraldo@mdic.gov.br.
 


17 de mar. de 2016

Dica de leitura - The Solution Revolution



"The Solution Revolution", livro lançado em 2013 e ainda sem tradução no Brasil, aborda problemas sociais complexos e como as pessoas, cada vez menos, contam com soluções vindas somente do governo. O livro fornece exemplos de negócios sociais que buscam preencher a lacuna entre o que o governo pode oferecer e o que os cidadãos precisam, evidenciando a convergência entre público e o privado para formar uma nova solução de economia nas mais diversas áreas, desde a malária na África até os congestionamentos na Califórnia. O livro procura orientar aqueles dispostos a investir tempo, conhecimento ou capital com vistas ao progresso sustentável. 

Para saber mais, acesse: http://www.solutionrevolutionbook.com/

11 de mar. de 2016

Imaginando se o seu comportamento é capaz de provocar inovação?




A equipe do Governo Australiano responsável pela inovação no setor público fez um levantamento sobre quais os comportamentos inovadores para o serviço público.

Alex Roberts ressalta que a inovação é sobre pessoas, seja no sentido de conquistar apoio a uma ideia, seja para que a ideia se torne útil de fato, ou mesmo para que se pense em como essa ideia contribui para a vida de outras pessoas.
Sendo assim, inovação tem tudo a ver com como interagimos com outros e com os comportamentos que moldamos!

26 de jan. de 2016

Metodología para implementar sistemas de gestión de la innovación en el sector público chileno




Segue, "link" para a dissertação de mestrado da sra. Maria Isabel Salinas Aladro, na Universidade do Chile, intitulada "Metodología para implementar sistemas de gestión de la innovación en el sector público chileno".

A dissertação tem por objeto o desenvolvimento de uma metodologia que permita a implementação de um sistema de gestão da inovação no setor público chileno, levando em consideração a análise da literatura disponível sobre gestão da inovação, casos de inovações exitosas e a identificação dos aspectos facilitadores e das barreiras à inovação no setor público.


Link para a dissertação: http://repositorio.uchile.cl/bitstream/handle/2250/111361/cf-salinas_ma.pdf?sequence=1&isAllowed=y

21 de jan. de 2016

"Project X: experiments in tomorrow’s government", de Thomas Prehn




Segue dica de leitura do Diretor Luis Felipe: o artigo "Project X: experiments in tomorrow’s government - How to make sure 'more for less' doesn't mean 'worse for less'", de Thomas Prehn, Diretor de Inovação do MindLab / Dinamarca.

O Diretor do Mind-Lab (o mais antigo laboratório de inovação de governo) diz que as idéias em moda, hoje em dia, como o "design thinking", a jornada do usuário e a rápida prototipação de soluções já estão desatualizadas, pois, na sua atual conformação, não conseguem ajudar o Estado a lidar com a crescente pressão das sociedades.

Para Thomas Prehn, os governos correm o risco de ao invés de "fazerem mais, com menos", podem estar "fazendo pior, com menos", sendo que o mais importante é a mudança a ser promovida nas estruturas mentais e na cultura institucional dos servidores públicos de todo o governo.

Leia a íntegra do documento em: http://apolitical.co/experiments-in-tomorrows-government/

19 de jan. de 2016

Governo Digital - caminhos para a prestação de serviços públicos do futuro




O relatório da Accenture, datado de janeiro de 2014, apresenta um comparativo do desempenho de dez países em relação às ações de governança digital, sendo que o principal patrocinador da pesquisa foram os Emirados Árabes Unidos (EAU)*.
Caso de Sucesso 1: o desenvolvimento de novos serviços digitais da Receita Federal (interação via tecnologia de vídeo e smartphone app "IRS2Go"), que permitem o cumprimento das obrigações fiscais dos cidadãos de forma mais abrangente e eficiente, bem como um melhor tratamento das informações, cruzamento de dados e prevenção de fraudes.
Caso de Sucesso: o projeto "Carteira de Identidade Única" é uma iniciativa que busca proporcionar um documento de identificação única para todos os residentes no país, bem como proporcionar as bases de uma eficiente prestação de serviços aos cidadãos, incluindo as populações marginalizadas.

*Obs.: Abu Dhabi é a capital e Dubai é a cidade mais populosa dos EAU. Conforme publicado no nosso blog, "o ano de 2015 foi escolhido como o "Ano da Inovação" no país e foi divulgado que todas as agências do governo terão um "Diretor Geral de Inovação"".


Conforme o relatório supracitado, a classificação final foi a seguinte:

Categoria "Potencializadores":
1) Cingapura, com 7,4 pontos;
2) Noruega - 7,3 pontos;
3) EAU - 6,7 pontos;

Categoria "Construtores":
4) Coréia do Sul - 6,0 pontos;
5) Arábia Saudita - 5,9 pontos;
6) Estados Unidos - 5,9 pontos;
7) Reino Unido - 5,7 pontos;

Categoria "Cortadores":
8) Índia - 5,4 pontos;
9) Alemanha - 4,7 pontos;
10) Brasil - 4,3 pontos.

A metodologia empregada pela consultoria é própria e complexa, mas pode ser detalhada, conforme a seguir.

O índice geral "Experiência de Atendimento ao Cidadão" possui três componentes:
a) ​Pesquisa de Satisfação dos Cidadãos, com peso de 40%;
b) Maturidade do Serviço, com peso de 10%;
c) Experiência de Prestação de Serviços ao Cidadão, com peso de 50%.

Na "Pesquisa de Satisfação dos Cidadãos" (40%) foram consultadas 5.000 pessoas nos dez países relacionados, sendo que foram aplicados 10 questionamentos, sobre:
1) Qualidade dos serviços públicos (Brasil ficou em último lugar, com 67% de insatisfação);

2) Serviços públicos digitais (Brasil ficou em 9º lugar, com 70% de pouca interação);

3) Importância do governo digital no futuro (Brasil em 7º lugar, com 81% de importância);

4) Comparação entre serviços prestados e demandas dos cidadãos (Brasil com a maior lacuna, de 168,5%);

5) capacidade do governo em enfrentar desafios (Brasil em último lugar nas áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública, e 7º lugar, na área de Emprego);

6) Envolvimento dos Cidadãos (Brasil em 6º lugar, com 75% dos pesquisados indicando a necessidade de maior participação dos cidadãos na forma como os serviços públicos são planejados e ofertados);

7) Envolvimentos das Empresas (Brasil em 3º lugar, com 66% dos entrevistados indicando a necessidade de maior participação das empresas na forma como os serviços públicos são planejados e ofertados);

8) Uso das Mídias Sociais (Brasil em 2º lugar, com 81% dos entrevistados demonstrando interesse na interação com o governo via mídias sociais);

9) Uso de Dispositivos Móveis (Brasil em 4º lugar, com 81$ dos pesquisados indicando interesse no uso de dispositivos móveis para interagir com os serviços públicos);

10) Uso de Computação em Nuvem (Brasil 4º lugar, com 80% dos entrevistados indicando interesse no uso de computação em nuvem para interagir com os serviços públicos).

No item "Maturidade do Serviço" (10%), o Brasil ficou em último lugar (4,8 pontos), devido ao fato de ainda faltar apoio e consistência aos planos para um governo digital eficiente com investimentos suficientes para construir e promover uma infraestrutura de TIC e que permita o acesso da maioria de sua população.

Em relação ao item "Experiência de Prestação de Serviços ao Cidadão" (50%), onde Brasil ficou em último lugar (com média de 4,3 pontos), foram medidos 5 pilares, com distintas classificações e pesos, conforme a seguir:

1) Interação Centrada no Cidadão (peso 25%): o Brasil ficou em último lugar, com 4,6 pontos;

2) Interação de Serviços entre Governos (peso 25%): o Brasil ficou em último lugar, com 3,6 pontos;

3) Prestação de Serviços Multicanal (peso 25%): o Brasil ficou em último lugar, com 3,6 pontos;

4) Comunicação e Educação Pró-ativas (peso 15%): o Brasil ficou em 9º lugar, com 3,9 pontos;

5) Mídias Sociais (peso 10%): o Brasil ficou em 9º lugar, com 1,0 ponto.

No Capítulo "4 - Progredindo na Jornada Digital" são apresentadas análises que pretendem acelerar a evolução dos diferentes países na sua capacidade de governança digital. As sugestões são meio óbvias, tendo em vista as pontuações identificadas em cada um dos itens e índices supracitados.

No Capítulo "5 - Maturidade Digital - Perfis dos Países" são apresentadas as estratégias e as abordagens digitais adotadas em cada um dos países pesquisados e provê indicativos para a melhoria dos resultados relativos à "Experiência de Prestação de Serviços ao Cidadão​" e à "Pesquisa de Satisfação dos Cidadãos".

No caso do Brasil, são apresentadas as características das estratégias e dos serviços de e-gov ofertados, dando destaque: a) para as questões de padronização na gestão, interoperabilidade e na acessibilidade dos sítios governamentais; b) o uso do Twitter como mídia social para  interação com os cidadãos; c) a transparência no uso dos recursos, com o lançamento do Portal da Transparência do Governo Federal; d) a criação de um Comitê Executivo e 8 Comitês Técnicos para gerir o programa de e-gov; e) um caso de sucesso intitulado "MeuBrasil", funcionalidade do Portal Brasil, onde o cidadão pode customizar os conteúdos, conforme as suas preferências; e f) o caso de sucesso do Ministério da Saúde, onde o usuário pode sintonizar um serviço de "webcast" que divulga as últimas informações sobre saúde e um "microsite" que oferece informações sobre crises em saúde pública.

As recomendações feitas para a melhoria dos serviços públicos digitais, no Brasil, são: 1) Melhorar a compreensão das prioridades dos cidadãos e das comunidades (51%); 2) Melhorar as habilidades dos servidores públicos (33%); e 3) Envolver os cidadãos em como os serviços públicos devem ser ofertados (32%).


Estudos de Casos:

1) pág. 25 : Tecnologias emergentes que auxiliam no combate ao crime (exemplos dos EUA e Espanha);

2) pág. 29 : Abrangente plano de seguridade social de Cingapura, que engloba contribuições para cobrir pensões, empréstimos para casa própria e tratamentos de saúde.



■ Perfis dos Países:


1º lugar - Cingapura:

A estratégia digital de Cingapura é a de "ir em direção a um governo mais colaborativo", que promove a co-criação e melhor interage com seus cidadãos, por intermédio do desenvolvimento de diversas soluções digitais voltadas à melhoria do acesso à informação e aos serviços públicos prestados, bem como ao desenvolvimento de um ambiente de TIC resiliente e seguro que permita o desenvolvimento de soluções acessíveis e rápidas a todas as agências governamentais.
​
As recomendações indicadas pela Accenture são resultado dos índices (baixos) obtidos na "Experiência de Atendimento ao Cidadão".

Caso de Sucesso 1: programa "Single Password", onde os cidadãos utilizam uma única senha para acessar os 270 serviços digitais oferecidos pelo governo e que exigem uma segura identificação do usuário (tributação, constituição de empresas, emissão de passaportes etc).

Caso de Sucesso 2: lançamento do portal da Agência Nacional do Meio Ambiente (www.data.gov.sg), onde os cidadãos, as empresas e os diversos órgãos governamentais podem acessar informações referentes à qualidade do ar, saúde pública, condições climáticas, nível dos cursos d'água etc, que permitem a adequada gestão de crises ambientais. Tal iniciativa foi premiada pela Organização Meteorológica Internacional, em função da qualidade dos dados e como centro de produção de informações regional.

Caso de Sucesso 3: desenvolvimento de um portal de "Planejamento de Aposentadorias", onde os cidadãos têm acesso individualizado às suas informações pessoais sobre a sua participação no Fundo de Previdência Central, às projeções de situações futuras, aconselhamento sobre melhorias nas aposentadorias, períodos de saques etc. O serviço oferece atendimento telefônico aos cidadãos iletrados digitalmente e funciona no esquema 24h/7h.


2º lugar - Noruega:

A estratégia de governança eletrônica do governo norueguês baseia-se na digitalização para a melhora dos serviços prestado e da eficiência oeperacional, de modo a alcançar a liderança global em termos de serviços digitais.

O governo da Noruega busca alavancar o desenvolvimento das TIC, de modo a simplificar e melhorar o setor público, conduzir a maiores inovações e criar maior valor para os negócios, a fim de assegurar o desenvolvimento da sustentabilidade e da inclusão da sociedade.

A Agência de Gestão Pública e de Governo Eletrônico promove iniciativas de desenvolvimento de soluções de identificação digital seguras, o lançamento de um novo portal de serviços para os cidadãos, uma solução de comércio eletrônico pan-européia e a criação de uma ambiente amigável de aquisições públicas.

As recomendações indicadas pela Accenture são resultado dos índices (baixos) obtidos na "Experiência de Atendimento ao Cidadão".

Caso de Sucesso 1: desenvolvimento do portal de "Registros Públicos Eletrônicos da Noruega", embasado na Lei de Liberdade e Acesso à Informação nacional, onde os cidadãos podem ter livre acesso e de qualidade a todos os atos dos governos federal, estaduais e municipais.

Caso de Sucesso 2: utilização da plataforma digital "Altinn", que permite que cidadãos e empresas realizem suas necessárias transações (de 75% a 100%) com as diversas agências governamentais, com economia de tempo e de papel para os usuários e expressiva redução de custos para o governo.


3º lugar - Emirados Árabes Unidos:

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) adotaram uma estratégia digital de avanços e transformações eletrônicas em todos os serviços de governo, com o lançamento de um programa de e-gov em 2001, cujo início ficou conhecido pela implantação de um cartão eletrônico que permitia o recolhimento de taxas de serviços públicos de forma rápida e ágil.

A estratégia de e-gov estabelecida para o período 2012-2014 busca contribuir para:

1) a "Visão para 2021", em que os EAU serão um dos melhores países do mundo;

2) a execução da "Estratégia Governamental 2011-2013", em que os cidadãos serão colocados em primeiro lugar e o governo será transparente e inovador;

3) a consecução do "Plano Federal de e-gov 2014", onde está previsto o uso intensivo de serviços eletrônicos, uma completa infraestrutura de TIC, o desenvolvimento de um ambiente institucional de e-gov e a adoção de computação em nuvem para o governo federal;

4) o desenvolvimento das TIC, com foco na internet e soluções para telefones móveis e quiosque eletrônicos;

5) o fortalecimento e o monitoramento de um modelo de e-gov baseado na centralidade do cidadão e na eficiência e efetividade dos serviços prestados.

As recomendações indicadas pela Accenture são resultado dos índices (baixos) obtidos na "Experiência de Atendimento ao Cidadão".

Caso de Sucesso 1: inauguração de um portal federal sobre veículos, que permite a centralização e controle de todas as operações comerciais, tributárias, de tráfego, de segurança, de seguro, "leasing", de peças automotivas e demais assuntos relacionados.

Caso de Sucesso 2: lançamento do portal "MyGov", que busca fortalecer os esforços do governo em ampliar os canais de comunicação com a sociedade, de modo a melhor identificar suas necessidades e promover a busca pela excelência nos serviços de governo.

Caso de Sucesso 3: criação do "Programa de Excelência de Governo", alinhado com a "Visão para 2021", de modo a promover a padronização e a melhoria da qualidade dos serviços públicos, uma melhoria na experiência dos cidadãos com os centros de atendimento governamentais e uma redução dos custos relacionados.


4º lugar - Coréia do Sul:

As políticas e estratégias de governo eletrônico adotadas pelo governo sul-coreano são citadas como um das "melhores práticas" em todo o mundo, sendo que o país é considerado, atualmente, como o líder mundial na adoção das TIC. O sucesso da Coréia do Sul pode ser entendido como fruto de diversas políticas governamentais, transformações, pelo "feedback" dos cidadãos, pelas experiências de aprendizado, bem como pela expansão massiva dos serviços prestados e pela transparência adotada nos processos administrativos envolvidos.

A visão governamental é a de criação de um governo avançado que promova a participação dos cidadãos, por meio da utilização de dispositivos de móveis e com foco em:

1) uso ativo das TIC;

2) prontas respostas às mudanças sociais;

3) preocupação na solução de problemas ambientais e energéticos.

A Coréia do Sul possui um claro programa de e-gov, com um detalhado plano de implementação, estrutura de governança e avaliação dos resultados.

As recomendações indicadas pela Accenture são resultado dos índices (baixos) obtidos na "Experiência de Atendimento ao Cidadão".

Caso de Sucesso 1: o portal "Dream-Wings de Aprendizado Online" foi iniciativa do governo sul-coreano premiada pelo Prêmio de Serviço Público das Nações Unidas, em 2011, em função dos mais de 300 cursos "online" ofertados, além dos serviços de suporte ao desenvolvimento da carreira, diagnóstico de competências ocupacionais e de empregabilidade. O portal lançou uma versão móvel em 2012 e permite a inserção de "job seekers" no mercado de trabalho.

Caso de Sucesso 2: o "Sistema de Aquisições Online" do governo da Coréia do Sul que integra e consolida os processos de compras governamentais de mais de 45.000 entidades públicas, adota o formato de "pregão eletrônico" e tem propiciado economia de tempo, de papel (estimativa de quase 8 milhões de páginas/ano) e de recursos (estimativa de US$ 8 bilhões/ano).

Caso de Sucesso 3: criação da empresa de arquitetura governamental (GEA) que desenvolveu uma plataforma de integração e gestão dos serviços digitais, onde cidadãos,empresas e agências de governo interagem e permitem a racionalização do uso dos recursos de TIC, por meio do uso de catálogos eletrônicos, autenticação eletrônica e assinaturas digitais. As economias de prazos e de recursos monetários são significativas, sendo que processos empresariais com 75 etapas foram reduzidos para 15 etapas e, entre 2009 e 2011, foram economizados US$ 240 milhões em investimentos em TIC.


5º lugar - Arábia Saudita:

A estratégia do governo saudita para o seu programa de governança eletrônica é a de permitir um efetivo uso dos serviços digitais por intermédio de ações seguras e integradas, de modo a promover um aumento da produtividade e da eficiência dos serviços públicos, melhorar a qualidade e a usabilidade dos serviços digitais, aumentar o retorno dos investimentos e proporcionar acesso a informações de forma rápida e altamente confiável.

Uma agência de gestão da estratégia foi criada para acompanhar a relatar os progressos do Plano de Ação de e-gov para o período 2012-2016, a fim de adquirir uma força de trabalho capacitada; melhorar a experiência dos cidadãos com o serviço público, desenvolver uma cultura de colaboração e inovação, bem como melhorar o desempenho dos órgãos estatais.

As recomendações indicadas pela Accenture são resultado dos índices (baixos) obtidos na "Experiência de Atendimento ao Cidadão".

Caso de Sucesso 1: plataforma"Mercado de Trabalho Virtual", desenvolvido pelo Ministério do Trabalho, que mantém um banco de dados de "job seekers" e, ao criar um ecossistema de oferta e demanda de trabalho, aumenta as oportunidades de emprego da população.

Caso de Sucesso 2: solução de "crowdsourcing" e desenvolvimento de um app móvel, promovidos pelo Ministério do Comércio e da Indústria, que permitem que os cidadãos proponham soluções e/ou relatem situações de proteção/violações comerciais, a serem analisadas pelo órgão.

Caso de Sucesso 3: plataforma de "crowdsourcing", desenvolvida pelo Ministério do Trabalho, que recepciona sugestões, críticas e sugestões sobre novos planos de governo na área, de forma confidencial e de forma a unificar visões e objetivos do governo e da população.

Caso de Sucesso 4: lançamento do "Portal de e-gov Nacional", que permite o acesso de cidadãos, empresários e visitantes a todos os 1.400 serviços prestados pelo governo e por suas agências, superando os portais tradicionais ao dar suporte a dados abertos, e-inclusão, e-participação, múltiplos canais de atendimento (incluindo soluções móveis e um "call-center" operando 24h/7d) e servindo como eficiente canal de comunicação do governo sobre notícias e eventos de interesse da população.

Caso de Sucesso 5: o Sistema de Pagamentos Eletrônico, premiado com o "Prêmio de Serviços Públicos das Nações Unidas", em 2009, permite agilidade a cidadãos e empresários no pagamentos de tributos a serem realizados, bem como minimiza fraudes, reduz custos do governo e permite auditorias constantes.


6º lugar - Estados Unidos:

A abordagem e a estratégia digital adotada pelos EUA é a de construção de uma plataforma digital para a prestação de melhores serviços públicos, baseada nos seguintes princípios: centralidade das informações, plataformas compartilhadas, centralidade no cidadão, segurança e privacidade.

Com essa estratégia, o governo norte-americano busca alcançar três objetivos, a saber:

1) permitir que os cidadãos e a crescente força de trabalho móvel tenham acesso a informações e serviços de governo de alta qualidade em qualquer lugar, a qualquer tempo e a partir de qualquer dispositivo;

2) assegurar que o governo possa se adaptar ao novo mundo digital e aproveite as oportunidades para a aquisição e gestão de dispositivos, aplicações e dados, em um ambiente seguro, elegante/inteligente e acessível;

3) destravar a força do governo em disseminar a inovação em todo o seu território e melhorar a qualidade dos serviços prestados.

O governo dos EUA também tem aproximado a sua estratégia digital com a gestão das informações, bem como dos planos de TIC e de governo aberto.

As recomendações indicadas pela Accenture são resultado dos índices (baixos) obtidos na "Experiência de Atendimento ao Cidadão".


Caso de Sucesso 2:  a oferta de informações e serviços governamentais por meio de múltiplos canais, com o lançamento de uma galeria "online" para websites móveis com 140 apps (para ambientes Android e iOS), disponíveis em inglês e em espanhol.


7º lugar - Reino Unido:

A estratégia do Reino Unido Digital tem se baseado no princípio "Digital por Padrão", ou seja, todas as demandas por serviços públicos serão prestadas por intermédio de canais digitais; sem exclusão daqueles que não possam acessá-los.

O programa "Digital by Default" possui um robusto "road map" de implantação e um conjunto de indicadores de desempenho e de acompanhamento das 16 ações empreendidas no âmbito do programa, assim como tem apresentado uma melhora nos índices de qualidade e satisfação do usuário após o uso de um portal único: "GOV.UK".

As oportunidades elencadas pelo governo britânico são a economia de tempo dos cidadãos, assim como a economia dos recursos governamentais (calculada em torno dos US$ 3 bilhões/ano).

As recomendações indicadas pela Accenture são resultado dos índices (baixos) obtidos na "Experiência de Atendimento ao Cidadão".

Caso de Sucesso:  o programa "Tell Us Once", de caráter intergovernamental, permite que os cidadãos registrem nascimentos e óbitos ao governo central e às autoridades locais em uma única interação digital.


8º lugar - Índia:

As estratégias de governança digital da Índia estão baseadas na busca de uma maior centralidade nos cidadãos (desenvolvendo uma cultura de orientação a serviços) e em uma maior transparência das ações de governo.

O Plano de Governança Digital da Índia, formulado em 2006, possui um foco principal em ações de e-banking, de registro de terras e de tributos comerciais

As recomendações indicadas pela Accenture são resultado dos índices (baixos) obtidos na "Experiência de Atendimento ao Cidadão".



9º lugar - Alemanha:

A estratégia do governo alemão, consolidada no programa "Digital Germany 2015", busca alavancar as TIC, de modo a promover um desenvolvimento econômico sustentável, por meio de ações de:

1) fortalecimento da competitividade econômica, por meio do uso intensivo das TIC em todos os segmentos;

2) expansão da infraestrutura digital e de redes para o enfrentamento de futuros desafios;

3) manutenção dos direitos pessoais dos usuários em todos os canais digitais;

4) incremento da pesquisa e do desenvolvimento do setor de TIC, bem como da utilização dos resultados de pesquisa em produtos e serviços de mercado;

5) fortalecimento da educação e da capacitação no manuseio das novas tecnologias digitais;

6) uso consistente das TIC, de modo a promover a sustentabilidade e a proteção climática, da saúde e da qualidade de vidas dos cidadãos.

O governo alemão acredita que a implantação dessa estratégia de TIC contribuirá para o desenvolvimento de um governo federal eficiente e que irá permitir um desenvolvimento econômico sustentável, com a criação de postos de trabalho e com melhores serviços e resultados para a sociedade em geral. Para tanto, foi criado um sistema de acompanhamento e avaliação do sistema de governo eletrônico (denominado WiBEe) que analisa as iniciativas de e-gov sob os parâmetros de: a) custo e benefício; b) importância estratégica dos projetos; e c) impactos e afeitos dos investimentos digitais realizados.

As recomendações indicadas pela Accenture são resultado dos índices (baixos) obtidos na "Experiência de Atendimento ao Cidadão".

Caso de Sucesso 1: plataforma "Mercado de Trabalho Virtual", desenvolvida pelo Ministério do Trabalho e Assuntos Sociais, que promove a adequada reinserção de "job seekers" no mercado de trabalho, fundamentada em um sistema interno de apoio aos serviços de emprego, aconselhamento vocacional e a consolidação de vagas de trabalho no mercado.

Caso de Sucesso 2: implantação do portal de "Serviços Eletrônicos do Parlamento" ("Bundestag.de"), com acesso por intermédio de "smartphones" e "tablets", inclusive, onde os cidadãos podem acompanhar todos os procedimentos legislativos em andamento e se engajar nos assuntos governamentais, seja por meio de consultas e análises, bem como do peticionamento eletrônico e da participação em grupos de discussão.

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