Blog da Rede de Inovação no Setor Público

21 de out. de 2016

Brasil 100% Digital: Inscrições abertas



O Tribunal de Contas da União, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e o Tribunal Superior do Trabalho convidam você para a 2ª edição do Seminário Internacional Brasil 100% Digital. O objetivo é apresentar e discutir estratégias, projetos e ações de controle relacionados a serviços públicos, abertura de dados e participação social, sob esse novo paradigma.

O evento dá continuidade ao 1º seminário Brasil 100% Digital, de 2015, que apresentou algumas das mais relevantes experiências internacionais no aprimoramento dos serviços públicos oferecidos à sociedade sob o paradigma de governo digital.

Durante o evento, as palestras serão transmitidas ao vivo, por meio dos canais oficiais do TCU e do Ministério do Planejamento no YouTube, e sua gravação será disponibilizada para consulta, posteriormente.

Palestras e Painéis Temáticos
10 e 11 de novembro de 2016
Horário: de 9h às 18h
Auditório Ministro Arnaldo Sussekind
Tribunal Superior do Trabalho
Brasília - DF
VAGAS LIMITADAS
 Para saber mais, acesse: http://www.brasildigital.gov.br/

19 de out. de 2016

Desafio de Aplicativos Cívicos - TCU




O Tribunal de Contas da União lançou recentemente a Nuvem Cívica, uma proposta estruturante que visa facilitar e potencializar a ação dos diversos atores no ecossistema nascente de aplicativos cívicos. Ela busca trazer os dados abertos para mais perto do desenvolvedor de tecnologias cívicas por meio de webservices que disponibilizam dados relacionados a diversos temas do Governo. Também oferece um ambiente gratuito de hospedagem dos dados gerados pelos aplicativos. A Nuvem Cívica tem uma visão comunitária de longo prazo, que busca ao mesmo tempo fortalecer o controle social e aprimorar sua ação enquanto órgão de controle externo.

Buscando estimular o uso da Nuvem Cívica o TCU está promovendo o Desafio de Aplicativos Cívicos, um concurso nacional voltado aos desenvolvedores de tecnologias móveis. Fugindo da fórmula que vem sendo largamente utilizada nesse contexto, de competição de curta duração denominada genericamente de hackathon, o desafio patrocinado pela Auditar e Sindilegis incentiva o desenvolvimento de aplicativos mais sofisticados, de maior impacto e sustentáveis, e por isso o desafio se estenderá por semanas, quando então será feito o julgamento e premiação das melhores soluções.

Para participar do Desafio o candidato deve implementar um aplicativo móvel original em plataforma Android ou iOS e publica-lo em loja online de forma gratuita. O aplicativo deve utilizar os serviços de dados da Nuvem Cívica e ter como tema educação, saúde ou assistência social. Para mais detalhes acesse o site http://portal.tcu.gov.br/desafio-aplicativos-civicos/

Compartilhe a ideia nas suas redes! Ajude a construir esta ponte entre os dados do Governo e o cidadão.

Datas importantes
Envio dos aplicativos
Até 15/11/2016
Publicação do resultado
Até 22/11/2016
Cerimônia de premiação
29/11/2016

Premiação

1º lugar
R$ 25.000,00
2º lugar
R$ 15.000,00
3º lugar
R$ 10.000,00

13 de out. de 2016

Nanotecnologia já é uma realidade





Visualize 1 metro, depois divida por 1 bilhão e você terá 1 nanômetro. Esse pedacinho tão pequeno é a unidade base para a nanotecnologia, que pesquisa e desenvolve tecnologias para as mais diversas áreas das ciências, desde a medicina até a informática. O computador que você está usando agora para ler este texto tem peças desenvolvidas a partir da nanotecnologia, não é à toa que máquinas cada vez mais leves, finas e potentes são lançadas no mercado a cada ano. Até remédios que talvez você já tenha tomado estão mais eficazes e com menos efeitos colaterais graças à utilização da nanotecnologia. São apenas dois exemplos nos quais essa tecnologia pode ser aplicada.

Certamente, algo tão novo e com possibilidades ilimitadas de desenvolvimento é muito atraente não só para os centros de pesquisa e universidades, mas também para o mercado. São produtos inéditos, eficientes e até revolucionários em estado de pesquisa e desenvolvimento neste exato momento, grandes potenciais econômicos a serem colocados no mercado. Ciente disso, o Governo Brasileiro se preocupa em acompanhar, incentivar e também regular esse novo nicho de mercado que vem crescendo nos últimos anos.  

Para tratar do tema regulação, o Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia -Brasil teve papel importante. Na 7ª convocatória do projeto, em 2014, o Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) apresentou uma proposta de ação que envolvia contratação de peritos brasileiros e europeus para fazerem levantamentos sobre iniciativas de regulação tanto no Brasil quanto na União Europeia. Além disso, aos peritos também foi solicitado que fizessem recomendações quanto à estruturação dos laboratórios no Brasil visando a acreditação dos mesmos e o desenvolvimento da regulamentação nesse setor de maneira compatível com o cenário internacional.

Nessa ação também foi proposta uma missão Brasil-Europa que rendeu seu principal resultado, “a participação nos Diálogos Setoriais foi fundamental, porque foi em uma missão do projeto que começaram as tratativas para a participação do Brasil no Programa NANoREG”, como afirma Luciana Landim Carneiro Estevanato, tecnologista do MCTIC que acompanhava o desenvolvimento da ação. O NANoREG é uma iniciativa da União Europeia que visa dar respaldo científico às propostas de regulação na área da nanotecnologia. Uma outra missão de europeus ao Brasil possibilitou que representantes do NANoREG conhecessem a estrutura de laboratórios brasileiros e de recursos humanos voltados para pesquisa na área e assim pudessem ratificar a capacidade brasileira para fazer parte dessa inciativa internacional.

Ainda em 2014, foram acordadas metas de pesquisa, assim como desenvolvimento de protocolos a serem alcançados até 2016. Em junho deste ano, 2016, o Brasil apresentou seus resultados, alcançando todas as metas estabelecidas. A partir de agora, começará uma nova etapa em que serão traçadas novas metas a partir dos pontos que o País achar pertinente, como informa a Coordenação-Geral de Micro e Nanotecnologias (CGNT) do MCTIC. 

Com o apoio dos Diálogos Setoriais em 2014, Brasil e União Europeia hoje caminham para a construção harmônica de marcos regulatórios, o que ajudará a fomentar ainda mais a interação entre ambos no desenvolvimento de novas invenções e soluções no campo da nanotecnologia.

11 de out. de 2016

Breve relato da Oficina de Inovação realizada pela CGU e INOVA


Durante os dias 29 e 30 de setembro de 2016, no Espaço Inovatio da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), foi realizada a Oficina “RUMOS INOVADORES DA PREVENÇÃO DA CORRUPÇÃO +10 anos”, em alusão ao aniversário de criação da Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção (STPC) do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). A Oficina foi organizada pela própria Secretaria e pelo Departamento de Modernização da Gestão Pública – INOVA da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, que acompanhou todo o processo de planejamento e de execução da Oficina, colaborando com a cessão de facilitadores e com as metodologias de “design thinking” utilizadas, especialmente adaptadas à gestão pública.
A Oficina foi planejada para promover o encontro entre servidores, dirigentes e colaboradores externos da CGU e propiciar o intercâmbio de ideias e projetos. Os participantes foram divididos em 6 grupos e apresentaram 6 soluções para os problemas apresentados ao final da Oficina, sendo que essas ideias já estão sendo melhor detalhadas e serão incorporadas ao Planejamento da Secretaria para 2017.
O sucesso da Oficina deveu-se especialmente ao engajamento dos participantes e colaboradores externos, que foram apenas convidados e não “convocados”, como em processos tradicionais, o que deu mais liberdade para todos. Além disso, o altíssimo grau de dedicação e profissionalismo dos facilitadores do INOVA, com pleno domínio das metodologias utilizadas foi o diferencial para a “subida de patamar” da inovação em nossa Secretaria. A partir desta Oficina, a utilização das metodologias de “design thinking” em nossos projetos e programas e a construção permanente de um ambiente propício à inovação ficaram enraizadas em nossa cultura organizacional.
O futuro a Deus pertence, mas também pertence àqueles que o constroem. Com esta Oficina de Inovação, a Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção quer construir seu próprio futuro para os próximos 10 anos.   Pretendemos continuar com esta parceria com o INOVA do Ministério do Planejamento para futuros projetos, colaborar mais com a Rede de Inovação no Setor Público, além de dar continuidade ao desenvolvimento das ideias e soluções inovadoras surgidas a partir desta Oficina.

Estamos oficialmente juntos


Com o perdão do chefe, infringirei seus direitos autorais: a InovaGov nasceu! Ou melhor, é um lindo bebê que agora tem sua certidão de nascimento!
Ontem, já éramos 38 instituições e 188 servidores com a clareza de que a inovação não acontece olhando para o próprio umbigo e sim, no apoio mútuo, no reconhecimento de que estamos todos em um mesmo barco e na inspiração naqueles que erraram e aprenderam antes da gente.
E, hoje, continuamos sendo 38 instituições e 188 servidores, mas agora oficialmente unidos. Quem está nessa jornada desde o início sabe que a formalização de nosso movimento é muito mais do que a assinatura em um pedaço de papel. É o reconhecimento de que a inovação no setor público é necessária e tem apoio nos três Poderes da União para que seja incorporada nas diversas decisões que tomamos todos os dias. Parabéns a todos nós!

E agora? Agora, vamos trabalhar para pensar em nossa rede ainda mais ampla e mais rica. Começa a contagem regressiva (90 dias) para nos estruturarmos e definirmos como e quando abriremos nossas portas a outras organizações e pessoas interessadas em fomentar a inovação no setor público. Afinal, a missão é ambiciosa e toda ajuda é bem vinda para que esse nosso bebê cresça e apareça! ;)
E você? Já é parte da InovaGov?




7 de out. de 2016

Casos de Sucesso - Plano de Contingência




IBAMA assina acordo de cooperação com Agência Espacial Europeia para que o satélite europeu Sentinel cubra as Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, mais o polígono do pré-sal. Ou seja, neste momento, com as imagens do satélite europeu, a dinâmica brasileira para identificar e agir contra poluição de óleo é mais rápida. Isso foi possível a partir de uma das missões, apoiadas pelo Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia - Brasil.


Há plataformas em alto mar trabalhando 24h para extração de petróleo, muitas delas ao longo da grande extensão da costa brasileira, no mesmo mar rico em biodiversidade que muitos utilizam para tirar seu sustento e que você deve dar aqueles mergulhos nas folgas ou férias de verão. Já parou para pensar o que um erro de operação nessas plataformas pode acarretar? Felizmente, desde o final de 2013, o Brasil vem se preparando para lidar com esses acidentes.

Primeiramente foi estabelecido o Plano Nacional de Contingência (PNC) e nele o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) foi designado para lidar com derramamentos de óleo nas águas brasileiras, em conjunto com a Marinha e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombusítveis (ANP). Com toda essa responsabilidade o instituto logo buscou informações consistentes sobre o “quê” e “como” fazer. É aí que entra o Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia - Brasil. Em 2014, na 7ª Convocatória, o IBAMA apresentou uma proposta de ação que tinha como principal objetivo adquirir conhecimento sobre normas e legislação referente a Planos de Contingência de Países Europeus e atendimento a emergências ambientais no mar, nomeadamente exigências dos portos relativas à movimentação de óleo e demais produtos perigosos. O Projeto financiou missões de equipes brasileiras a Portugal e Finlândia, trabalhos de pesquisa por parte de peritos europeus e brasileiros, além de eventos no Brasil que trouxeram europeus para trocar ideias com especialistas brasileiros.

O fluxo de ideias, sugestões e discussões foi tão rico que acabou rendendo mais uma proposta de ação, apresentada aos Diálogos Setoriais na 8ª Convocatória. Nesta, o objetivo era conhecer métodos práticos a serem utilizados para combater possíveis derramamentos. Foram novas contratações de peritos e novas missões à Europa, que tiveram um resultado bem concreto.

No Brasil, os órgãos que compõem o PNC só ficariam sabendo de acidentes com óleo se a empresa desse um aviso, “o poluidor tem que comunicar ao IBAMA que poluiu”, como disse Fernanda Cunha Pirillo Inojosa, Coordenadora Geral de Emergências Ambientais do IBAMA. Já na Europa, esse controle é feito pela Agência Espacial Europeia (ESA), por meio de um Satélite chamado Sentinel, que entre outras coisas é utilizado para identificar manchas suspeitas de óleo, fazendo da Europa um monitor ativo de incidentes. É esse modelo que o Brasil pretende alcançar.

Em uma das missões do projeto de técnicos do IBAMA à ESA, foi fechado um acordo de cooperação entre os dois institutos. Agora o Sentinel está direcionado para o Brasil para cobrir as Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, mais o polígono do pré-sal. Ou seja, neste momento, com as imagens do satélite europeu a dinâmica brasileira para identificar e agir contra esse tipo de poluição é mais rápida. O Sentinel envia para o IBAMA, que gera um mapa e o retorna ao órgão europeu. Esse retorno ajuda a calibrar os modelos do satélite.

Essa cooperação ainda está em processo de formalização junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para que as imagens possam ser enviadas em tempo real ao Brasil via antena do INPE. A ESA tem interesse em um ponto na América do Sul para recepção das imagens do Sentinel.

Concluídas as atividades promovidas por meio do Projeto Diálogos Setoriais, as trocas continuam entre Brasil e Europa. Agora vai ser a vez do governo brasileiro apresentar uma solução ao órgão europeu. O IBAMA está desenvolvendo o SISNOLEO, um sistema para identificar automaticamente as manchas de óleo captadas pelo Sentinel (aqui a ideia é que a identificação agora seja automática). É um novo passo de uma cooperação que começou ainda em 2014 com uma pequena ação dentro do Projeto Diálogos, que trouxe resultados concretos e que continua com autonomia fortalecendo a cooperação entre UE e Brasil em uma ação eficiente em prol de águas despoluídas. Esse é um grande exemplo de como o Projeto contribui para encontrar solução para os grandes desafios globais em união e cooperação entre essas duas importantes partes.



6 de out. de 2016

Queremos conhecer a experiência dos membros da InovaGov!


O fim do ano se aproxima e chegamos perto de completar 1 ano de InovaGov (sim, já tem quase tudo isso)!

Como o design thinking tem claramente nos mostrado, tudo que é inovador nesse mundo depende de arriscarmos soluções e aprendermos com erros e acertos!

Claro que com a nossa Rede não poderia ser diferente. Queremos, assim, ouvir dos membros da InovaGov como tem sido sua experiência até aqui. Afinal, é importante que nossa relação continue rendendo frutos, certo?

Pedimos, então, que preencham o questionário disponibilizado em https://goo.gl/forms/097zklZvMVjJBin22. Prometemos que não levará mais de 5 minutos!

A resposta nos ajudará a contar um pouco de nossa história no livro que será lançado em abril pela própria Rede - e ainda temos muito o que escrever! Pedimos que sua reposta seja registrada até o fim do dia de hoje, dia 06/10 (e não se preocupe, pois o questionário é anônimo e trataremos as respostas de forma agregada).

4 de out. de 2016

Inovação é para você também!



A palavra inovação estava lá, bem destacada no convite para a II Semana de Inovação em Gestão Pública e para o Seminário Internacional de Governança, Inovação e Desenvolvimento. A tal
Inovação no Serviço Público sempre me pareceu um pouco distante, por hábito associava inovação só a facilidades tecnológicas. Então, inicialmente, me inscrevi em palestras e arenas com foco nos temas de governança e desenvolvimento, seria uma boa oportunidade de ouvir vários convidados do setor público e privado e conseguia fazer uma associação mais concreta com problemas que já havia enfrentado no dia a dia do trabalho.

A Semana de Inovação começou e... a ficha caiu!  A inovação não é só tecnologia!
Sabe aquele momento em que você se dá conta de que não consegue mais voltar atrás? Como quando um amigo conta sobre aquela série da TV superinteressante e você tem que saber detalhes e vai assistir? A Semana de Inovação foi assim para mim. Percebi que a inovação não está distante do cotidiano do Serviço Público e que experiências de sucesso já estão acontecendo. Um filme foi passando pela minha cabeça com todos os problemas que poderiam ter sido resolvidos se a abordagem tivesse sido pensada de forma mais inovadora. Acabei me inscrevendo em mais arenas sobre Design Thinking e Cultura de Inovação, só pensava em como era importante conhecer mais, divulgar e envolver mais pessoas nesse processo.

Além de conhecer mais sobre o que é possível fazer no campo da inovação, participar da Semana de Inovação me levou a perceber que em muitas áreas chegamos a um ponto que sem inovação ficamos sem alternativas, sem um plano B. A maior parte das áreas do serviço público em que trabalhei pensa, em última análise, em estruturar soluções voltadas ao cidadão, mas frequentemente boas ideias acabam não sendo testadas, dentre muitos outros motivos, por dificuldades em estabelecer parcerias. Nesse sentido na Semana de Inovação, conhecer mais sobre Rede InovaGov e o G.Nova foi muito importante.  Ao buscar uma forma de atuar e mobilizar atores do setor público e privado, da sociedade civil e da academia, ficou claro para mim que existem ferramentas (não só tecnológicas) e uma rede em construção, que o setor público pode utilizar para mudar, ops, Inovar!

Confira as apresentações dos facilitadores aqui.



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