Blog da Rede de Inovação no Setor Público

26 de jul. de 2016

Como o 5G vai mudar a sua vida?



“Sim, o 4G ainda é lenda para muita gente. Sim, as empresas de tecnologia já estão bastante empenhadas no desenvolvimento do 5G. Sim, você se cansará de ler a respeito de avanços nas redes móveis de quinta geração nas próximas semanas, meses e anos. Ainda bem.” 

O 5G será a próxima geração de conexão móvel sem fio — será a quinta geração, por isso o nome 5G. A rede poderá ser usada para troca de dados, assim como usamos hoje, em maior parte, o 3G e o 4G.

A expectativa é que o 5G traga a estrutura necessária para que a Internet das Coisas seja uma realidade no mundo. A chegada de dispositivos conectados criará demanda por rede de alta capacidade. Estima-se que o 5G permita a conexão de 7 trilhões de dispositivos — assim, cada pessoa no mundo poderá ter mil objetos conectados. Ambientes urbanos devem mudar bastante ao longo da próxima década. Soluções conectadas ajudarão na análise de tráfego, fornecimento de água, além de outras inúmeras possibilidades.

Em linhas gerais, a rede 5G trará inovações muito além das telecomunicações. “Ao conectar pessoas, máquinas e coisas em escala maciça se facilita a entrega de cuidados de saúde personalizados, se otimiza transporte e logística, se melhora acesso a cultura e educação e talvez se revolucione serviços públicos”, escreveu a União Europeia em um documento sobre o assunto.

Porém o 5G não deve chegar tão cedo até os usuários. Tradicionalmente, as gerações de dados em telecom mudam a cada dez anos. Especialistas acreditam que o 5G deve começar a tomar corpo na sociedade lá por 2020.

No momento, entidades, empresas e órgão internacionais estão debatendo e definido padrões para o 5G. Definidos os padrões, governos ao redor do mundo devem trabalhar para que seja possível implementar a rede.

No âmbito da ação "5G e o Futuro das Telecomunicações Móveis no Brasil e Europa", patrocinada pelo Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil, se realizou uma missão técnica à Europa para conhecer centros de pesquisas sobre a tecnologia 5G e verificar as ações concretizadas nessa área.  Fizeram parte da delegação brasileira representantes do MCTIC, o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), a Universidade de São Paulo (USP), e do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

A primeira visita foi ao 5G Innovation Centre, da Universidade de Surrey, em Guildford, na Inglaterra. Trata-se de um dos grupos de pesquisa mais ativos e importantes do mundo nessa área, tendo ficado na segunda posição na publicação First Wireless Tech, que elegeu, em julho deste ano, as cinco instituições acadêmicas que lideram as pesquisas em 5G no mundo. Os representantes brasileiros puderam conhecer detalhadamente a forma como a pesquisa está estruturada nesse centro.

Também foi visitado o Center for Wireless Communications (CWC), da Universidade de Oulu, na Finlândia. A instituição é referência mundial em comunicação sem fio e bastante ativa na área de redes 5G. Além disso, tem contínua colaboração com grupos de pesquisa do Brasil. Os membros da missão consideraram a experiência muito proveitosa, pois permitiu obter uma visão geral do ecossistema existente nos centros de pesquisas e nas empresas atuantes no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, além conhecer as atividades de pesquisa em 5G do CWC. “A visita foi efetiva, uma vez que todos os representantes do CWC se mostraram muito receptivos ao estabelecimento de projetos conjuntos e destacaram a boa relação com os pesquisadores brasileiros, bem como com as universidades e centros de pesquisas do Brasil”, afirmou  Eder Eustáquio Alves, servidor do MCTIC. Na ocasião, foi formalizado um Memorando de Entendimento entre o CWC e o CPqD, que representa o marco inicial para um programa de parcerias estruturado.

A delegação brasileira esteve também no 5G Lab Germany Academic, da Universidade de Dresden, na Alemanha, um importante centro de pesquisas com atuação destacada no desenvolvimento de redes 5G. A instituição colabora de forma ativa com grupos de pesquisa do Brasil, especialmente o Inatel, que teve um professor visitante atuando no 5G Lab recentemente. Destaca-se também o grande número de estudantes brasileiros realizando intercâmbio na Universidade de Dresden – atualmente são 136 – por meio de programas de bolsas no exterior, como o Ciência sem Fronteiras.

Nessa instituição, os integrantes da missão assistiram ao seminário “5G Lab Academic Day”, com palestras de professores e líderes de laboratórios europeus sobre o tema de 5G. Por fim, participaram de reunião com os coordenadores do evento, os professores Gerhard Fettweis e Frank Fitzek, em que apresentaram as linhas de pesquisa e principais projetos em andamento sobre 5G no Brasil. Na ocasião, foram discutidas as possibilidades de parcerias futuras entre os centros de pesquisas brasileiros (Inatel, CPqD e USP) e o 5G Lab. Eder Eustáquio Alves classificou as atividades como muito produtivas. “Tivemos a oportunidade de conhecer um dos mais importantes laboratórios de desenvolvimento de tecnologias de redes móveis da Europa e aprender bastante sobre o assunto. Além disso, criamos um canal para possíveis parcerias”, salientou.​

Como foi a discussão de Inovação na CGU?


Pessoal,

Nosso primeiro evento na CGU "Inovação no Setor Público e nos Órgãos de Controle" inaugurou o tema na casa, já inspira iniciativas  (GT de desburocratização)  e aponta para novas experiências na Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção (STPC). 

Contamos com excelentes debatedores e pontos de vista complementares:  da UnB, professor Tomas Guimarães; do IPEA, pesquisador e colega da rede Bruno Cunha e do MPOG, nosso evangelista da rede,  Luis Felipe Monteiro conceituaram aspectos  relevantes e ajudaram a reverberar na casa a visão da Rede InovaGov.

O mais legal foi ver Secretários e Dirigentes prestigiando todo o evento e reforçando a importância do movimento. 1o passo bem dado: "Sensibilização" ;)

Registro em vídeo disponível em:

https://www.youtube.com/playlist?list=PLfcgNxuoKmUGe_ipCbF3DMyhlYS0j8aDu

22 de jul. de 2016

Ei, e o material apresentado no "Surfando na Onda da Inovação"?








Na semana passada falamos do evento "Surfando na Onda da Inovação" - e a pergunta mais ouvida nos últimos dias dá título a este post.

O assunto rendeu tanto que até quem andava meio sumido resolveu dar seu depoimento:




Então, como o Rei falou no vídeo, clique AQUI  para conhecer as experiências debatidas - tenho certeza que você também vai curtir.

21 de jul. de 2016

Dica de leitura do Innoscience




Este livro é uma dica da Carolina Wosiack, que escreve no blog do Innoscience. 
Lançado em 2012, ele se encontra disponível em formato físico e digital. 

Sinopse: 
Depois de entrevistar fundadores e CEOs de algumas das empresas mais inovadoras do mundo — entre elas Apple, Amazon, Google e Skype —, os autores identificaram o comportamento dos maiores inovadores do mundo e descobriram as cinco habilidades que diferenciam os inovadores dos profissionais comuns : associar - questionar – observar - trabalhar em rede - experimentar. Em DNA do Inovador, os autores Jeff Dyer, Hal Gregersen e Clayton M. Christensen (eleito pelo Thinkers 50 o mais influente pensador vivo do management mundial) demonstram como qualquer pessoa pode desenvolver essas cinco habilidades, necessárias para se tornar um inovador de ruptura. O livro traz ainda um teste para você calcular o seu DNA inovador. A obra também introduz um novo conceito, o do Prêmio de Inovação. Por meio desse conceito os autores sugerem um novo ranking das empresas mais inovadoras do mundo e demonstram que só é possível aumentar esse prêmio com a criação de um código de inovação que oriente os funcionários, os processos e a filosofia da empresa. Prático e instigante, DNA do Inovador é fundamental para pessoas e equipes que querem fortalecer sua capacidade inovadora. 

Para conhecer mais livros recomendados, acesse o post: http://www.innoscience.com.br/os-must-reads-da-inovacao/

19 de jul. de 2016

Internet das Coisas



Você já ouviu falar em Internet das Coisas? Se não ouviu pode ter certeza: você ainda ouvirá muito sobre esse assunto.

A Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things - IoT) é uma revolução tecnológica em que numerosos objetos do seu dia a dia estarão conectados à internet e se comunicando mutuamente. Mas o que exatamente isso quer dizer?

Os produtos industriais e os objetos de uso diário poderão vir a ter identidades eletrônicas ou poderão ser equipados com sensores que detectam mudanças físicas à sua volta. Estas mudanças transformarão objetos estáticos em coisas novas e dinâmicas, misturando inteligência ao meio e estimulando a criação de produtos inovadores e novos serviços. A ideia é que, cada vez mais, o mundo físico e o digital se tornem um só, através dispositivos que se comuniquem com os outros, os data centers e suas nuvens.

E o que isso tem a ver com o Governo Brasileiro? Tudo. A internet das coisas pode ser utilizada de forma a agregar e facilitar a vida do cidadão. Veja alguns exemplos:

pacientes de hospitais e clínicas podem utilizar dispositivos conectados que medem batimentos cardíacos ou pressão sanguínea, por exemplo, e os dados coletados serem enviados em tempo real para o sistema que controla os exames;

-  sensores espalhados em plantações podem dar informações bastante precisas sobre temperatura, umidade do solo, probabilidade de chuvas, velocidade do vento e outras informações essenciais para o bom rendimento do plantio. De igual forma, sensores conectados aos animais conseguem ajudar no controle do gado: um chip colocado na orelha do boi pode fazer o rastreamento do animal, informar seu histórico de vacinas e assim por diante;

usuários de transporte público podem saber pelo smartphone ou em telas instaladas nos pontos qual a localização de determinado ônibus. Os sensores também podem ajudar a empresa a descobrir que um veículo apresenta defeitos mecânicos, assim como saber como está o cumprimento de horários, o que indica a necessidade ou não de reforçar a frota;

- sensores em lixeiras podem ajudar a prefeitura a otimizar a coleta de lixo; já carros podem se conectar a uma central de monitoramento de trânsito para obter a melhor rota para aquele momento, assim como para ajudar o departamento de controle de tráfego a saber quais vias da cidade estão mais movimentadas naquele instante.


No Brasil, a implantação da IoT é responsabilidade da Câmara de Gestão do Desenvolvimento de Sistemas de Comunicação Máquina a Máquina (Machine-to-Machine – M2M), órgão multissetorial formado por membros do governo, academia e associações. Por isso o desenvolvimento de sistemas de aplicação da Internet das Coisas foi tema de missão de técnicos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) à Europa. A iniciativa está inserida no escopo da ação “Políticas Cibernéticas – Desenvolvimento de Ecossistema M2M/IOT – Mapeamento e Estudo Comparativo Brasil-UE”, realizada no âmbito da 8ª convocatória do Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-­Brasil, iniciativa conjunta do Ministério do Planejamento e da Delegação da União Europeia no Brasil.


De acordo com Maik Deive, analista de Infraestrutura do MCTIC, a missão brasileira teve contato com diversas pessoas que estão no centro da discussão relacionada à Internet das Coisas na Europa. O contato dessas pessoas servirá de apoio aos novos questionamentos que surgirão ao traçar uma política pública do Brasil para o desenvolvimento e a implementação das soluções de IoT no país. A missão permitiu verificar o estado da arte na Espanha e Portugal em relação à Internet das Coisas para consolidar conceitos, quebrar paradigmas, aprender com erros já experimentados e contribuir para o conhecimento da realidade.​

18 de jul. de 2016

Pokémon Go: como a nova febre pode contagiar o governo


Foto: Chris Helgren - Reuters
Não sei quanto a vcs, mas minha timeline no Facebook subitamente encheu-se de notícias e memes sobre Pokémon Go. No início eu ignorei, afinal, passei dos 10 anos de idade já tem algum tempo, então, para que eu iria querer saber sobre um joguinho de Pokémon? Mas foi ficando cada vez mais e mais difícil ignorar ao ver imagens como estas:



Minha curiosidade se aguçou: por que diabos esse jogo está tendo tanta repercussão?

Pokémon Go é um jogo de realidade aumentada da Nintendo disponível gratuitamente para Android e iOS. Diferentemente da realidade virtual, que cria um mundo inexistente aos olhos do jogador e necessita de óculos especiais, a realidade aumentada insere elementos que não existem no mundo real. Ou seja, a câmera do seu celular vai mostrar o ambiente ao seu redor, além de pokémons e outros elementos. O objetivo é caçar os bichinhos. Vc tb pode treiná-los para conseguir dominar ginásios.

Assista ao trailer do jogo:


De acordo com a Revista Exame, apenas 7 dias após seu lançamento nos EUA, o jogo alcançou 65 milhões de usuários e a iniciativa privada já arrumou um jeito de lucrar com ele. Muitas lojas estão propagando ser "Poke Stops", um lugar onde os jogadores podem pegar novas bolas Pokémon e aumentar o seu nível de poder dentro do aplicativo, para atrair clientes. O efeito é imediato! Especialistas dizem que é apenas uma questão de tempo antes de grandes marcas se juntarem a esse movimento. 

E, governo inovador que somos, não podemos ficar de fora dessa! Pokémon Go ainda não chegou ao Brasil, mas é bom, porque assim temos tempo para fazer um bechmarking com países onde ele já virou febre. Vamos lá:

1) Nos EUA, órgãos públicos estão utilizando o jogo para atrair visitantes para monumentos e outros pontos de interesse, criando uma experiência divertida e educativa sobre sua história e seu trabalho. O capitólio de Minnesota, por exemplo, tornou-se um ginásio de pokémon. E outros 20 monumentos e memoriais contêm "guloseimas" para os jogadores coletarem. À primeira vista, pode parecer algo bobo, mas isso fortalece os laços comunitários e cria orgulho e interesse pelo lugar onde vivemos. 

2)  A melhor forma de caçar pokémons é caminhando. Podemos utilizar o jogo para promover a saúde e, por exemplo, combater a obesidade infantil. Além disso, reduzir o uso de carros é sempre uma agenda importante, seja pela questão ambiental, seja para melhorar o trânsito e os problemas com estacionamento nas cidades. 

3) O voto não é obrigatório nos EUA. Assim, como forma de incentivar o engajamento público, sugeriu-se colocar pokémons raros nos locais de votação. Essa tática poderia ser utilizada para atrair cidadãos a qualquer lugar.

E vc, consegue pensar em outros usos para o jogo no governo? Deixe aqui seu comentário!

Saiba mais sobre seu uso em governo no site: https://www.govloop.com/community/blog/how-to-use-pokemon-go-for-government/






15 de jul. de 2016

O Havaí é aqui - surfe e inovação na Capital


Ontem o Complexo Nexus da ENAP transformou-se em Praia do Cerrado: representantes da Rede InovaGov surfaram na onda da inovação e compartilharam suas experiências em um formato diferente dos encontros anteriores: cada uma das oito iniciativas foram inicialmente alvo de apresentações-relâmpago, nas quais seus responsáveis tinham no máximo quatro minutos para chamar a atenção do público para os temas.

Depois, foram formadas mesas em que as iniciativas eram detalhadas e as pessoas podiam se movimentar pelo ambiente e debater com seus colegas de rede.


Apesar de bem diferentes - ou até por isso mesmo - as experiências inovadoras atiçaram a curiosidade dos participantes e o clima descontraído favoreceu a troca de conhecimentos nos grupos que se formaram e se desfizeram nas quatro rodadas de apresentações.

Confira os casos que compuseram a programação do evento "Surfando na Onda da Inovação":

- O Programa de Inovação #CaixaLab
- O difícil caminho da inovação na empresa pública dos Correios
- A Fábrica de Ideias da Anvisa
- Laboratório G.Nova
- Gestão da Inovação e Desenvolvimento Institucional do MPS
- O Observatório de Despesa Pública da CGU
- O Planejamento Estratégico do Ministério das Comunicações
- O Observatório da Estratégia da Justiça Federal



14 de jul. de 2016

MindLab no Brasil: nosso laboratório está quase quase!



Do dia 27 de junho a 1º de julho, Anette Vaering (MindLab) esteve em Brasília para acompanhar a reta final da construção do Laboratório de Inovação G.Nova, que está sendo implantado na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), com auxílio do MindLab (Laboratório de Inovação da Dinamarca). Sua inauguração está prevista para 17 de agosto.

Aproveitamos sua visita também para realizar oficinas e diversas reuniões sobre sua experiência trabalhando no MindLab. Sua vinda foi bastante produtiva!

Confira o vídeo sobre a visita e sobre a parceria entre Brasil e Dinamarca para construção do laboratório: https://vimeo.com/173899370
← Anterior Proxima  → Página inicial