Blog da Rede de Inovação no Setor Público

27 de jan. de 2017

Governos que Servem



Seguindo em frente para a melhoria dos serviços públicos oferecidos para os cidadãos, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) publicou: Governos que servem -  Inovações que estão melhorando a entrega de serviços aos cidadãos. Nesta publicação são destacados 7 temas distribuídos entre 9 autores, que nos levam a mergulhar na discussão da nova relação, e por que não dizer na “relação moderna” entre Governo e Cidadão.
São eles:
  1.     Reconstruindo a Relação: O novo papel do cidadão na Gestão Pública;
  2.     Saiba Mais: um quadro conceitual e analítico para melhorar a prestação dos serviços;
  3.     Entender o que funcionou: tendências e lições na prestação dos serviços;
  4.     Integrar para Servir Melhor: o desafio de alcançar uma visão única do cidadão;
  5.    As Estratégias de Simplificação Administrativa como Ferramentas para melhorar a prestação dos Serviços Públicos;
  6.    A Gestão da Prestação dos Serviços Integrados: Cidadãos de primeira; e
  7.    A Jornada para Melhorar a Experiência do Cidadão: uma agenda em contínua evolução.
Como em um casamento, onde antes de renovar os votos passaremos pela DR – discutir a relação - entre Estado e Cidadão, sobre a preocupação do que foi feito, do que precisa ser melhorado e o papel de cada um para que a harmonia seja estabelecida.

 Será que o Estado está disposto/preparado para renovar os votos?


26 de jan. de 2017

Inovando para Melhor Servir - Por Pedro Farias




Para que servem os governos? Principalmente para servir os cidadãos, empresas e organizações sociais, como indicado por estudos do BID com base em dados recolhidos pelo Latinobarómetro, mostrando que fatores relacionados à prestação de serviços são mais valorizados pelos cidadãos para determinar a confiança nas instituições. Infelizmente, as pesquisas da organização entre 2010 e 2015, mostram números crescente de cidadãos não confiam em seus governos.
Desde a segunda metade do século passado, as novas funções do Estado relacionadas com a prestação de assistência social e regulação econômica e social, têm aumentado a necessidade de interação entre governos, cidadãos e empresas. Que levou à expansão dos chamados serviços transacionais ou procedimentos que exigem a troca de informações e conformidade com acesso padronizado para direitos e cumprimento de obrigações. Atualmente, para além da sua despesa significativa do Estado, os serviços públicos afetam diretamente a qualidade de vida das famílias, a produtividade do trabalho e competitividade das empresas.
Os dados do Fórum Econômico Mundial disse que a burocracia do governo como o fator mais problemático para fazer negócios no mundo, enquanto um em cada cinco cidadãos da América Latina e do Caribe supervisionado por AmericaBarometer em 2014 relataram ter pago um suborno em seu relacionamento com o governo no ano anterior.
Na União Europeia, mesmo após a implementação de programas abrangentes de simplificação administrativa, estima-se que os custos médios dos impostos pelos encargos administrativos sobre os usuários de serviços públicos transacional chegam a cerca de 3% do produto interno bruto (PIB) dos países. México, o único país na América Latina e Caribe que tem avançado neste tipo de medição, estima-se estes custos em 4,6% do PIB.
A consciência destes altos custos de transação levou muitos governos para renovar suas formas de interagir com os cidadãos a partir práticas inovadoras que estão desafiando a fragmentação tradicional, a complexidade e as deficiências de gestão que têm caracterizado historicamente a prestação de serviços públicos.
Nos últimos anos, o BID tem estudado os fatores que contribuem para uma melhor interação entre governos e cidadãos com base em projetos financiados, estudos de casos e pesquisas desenvolvidas, com o apoio de especialistas e instituições internacionais, como Stephen Goldsmith, o Centro de Ash da Harvard Kennedy School , e Maryantonett Flumian, do Instituto do Governo do Canadá. Os resultados destes estudos são agora apresentados na publicação  governos que servem: inovações que estão a melhorar a prestação de serviços aos cidadãos , onde destaca as lições aprendidas e recomendações para os decisores políticos e gestores de serviços públicos .
A publicação descreve como, a partir de um quadro analítico comum, o BID realizou estudos de casos selecionados, abrangendo vários aspectos, tais como plataformas tecnológicas, marcos regulatórios, coordenação de governo, a participação do cidadão e práticas de governança. Com base nessas análises, são identificados três importantes vetores de inovação em serviços:
·         integrar, para combater os vários níveis de fragmentação institucional e de informação,
·         simplificar , para facilitar as transações e reduzir os custos cobrados aos usuários e
·         gerenciar para garantir a sustentabilidade das reformas, na sequência de uma gestão adequada das entradas e qualidade de atendimento.


Cada uma destas dimensões é desenvolvido por reconhecidos especialistas que recomendam iniciativas que visam gerar uma visão única do cidadão, para projetar estratégias de simplificação administrativa, e construção de modelos de gestão de serviços integrados centrados no cidadão. No capítulo final, aparecem as perspectivas para a inovação aplicada aos serviços públicos, destacando a importância das novas tecnologias, e como a colaboração e aprendizagem organizacional pode contribuir para a geração de ambientes institucionais onde soluções inovadoras ganham escala e sustentabilidade.
Cada vez mais, os Estados modernos percebem sua relação com os cidadãos é uma ampla, complexa e crescente área de atuação que abrange vários domínios científicos e incide fortemente sobre os resultados dos programas de governo e a confiança do público.
Durante décadas, disfunções burocráticas e deficiências institucionais do setor público criaram uma imagem de distanciamento das necessidades e expectativas das pessoas. Conforme destacado nesta nova publicação do BID, muitos governos estão agora aprendendo que servir bem é o caminho mais curto para recuperar a confiança perdida.

Original aqui!


24 de jan. de 2017

Cidadania Digital já é uma realidade




Muita gente já esqueceu como era a vida antes das compras online e da fila do orelhão! Estar conectado já faz parte da nossa rotina, o hábito de se comunicar com amigos e familiares por aplicativos, checar noticias e as redes sociais cresceu muito com o uso dos smatrphones e o acesso a internet. As facilidades cotidianas aumentam a cada dia com o lançamento de aplicativos para os mais variados fins e, inclusive, vem melhorando o acesso aos serviços públicos e mexendo na nossa legislação - é a tal da Cidadania Digital.

Com a ampliação do acesso à rede, o ambiente virtual passou a ser espaço rico de práticas inovadoras e aproximou o Governo do cidadão, estamos mais perto do dia em que o cidadão não precisará encarar uma fila no balcão dos órgãos públicos e se enfrentar algum problema vai conseguir reclamar de forma oportuna.

Recentemente o governo federal instituiu a Plataforma de Cidadania Digital, com o objetivo de ampliar e simplificar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos digitais, inclusive por dispositivos móveis. Além disso, o Portal de Serviços de Governo Federal disponibiliza informações sobre serviços e políticas públicas, permite realizar e acompanhar solicitações eletrônicas.

A ideia central é aumentar a oferta de serviços públicos e oferecer ao cidadão a mesma praticidade e agilidade dos aplicativos de troca de mensagens e plataformas de serviços bancários, por exemplo. Além disso, a  tendência ao longo do tempo é de economia de recursos públicos, com a redução do atendimento presencial,  da impressão e autenticação de documentos e na manutenção de estruturas físicas para prestação de serviços que passarão a ser oferecidos em ambientes virtuais. 

Para conhecer mais veja aqui informações sobre a Plataforma de Cidadania Digital, a Política de Governança Digital e a Política de Dados Abertos. 


18 de jan. de 2017

O Brasil no mapa do design



Você sabia que é possível localizar iniciativas governamentais que utilizam o design como forma de engajar e implementar serviços e políticas alinhados às vidas dos cidadãos?

Esse é o propósito do mapa criado pela 27e Région e pelo Nesta como parte do programa "Design for Europe": identificar e atualizar continuamente a lista dos principais atores que trabalham nessa área.

E atenção! O mapa não se aplica somente à Europa! Já pedimos a inclusão da InovaGov lá. Que tal fazer o mesmo com a sua iniciativa?

Clique aqui para conhecer o mapa e aqui para solicitar a inclusão.

13 de jan. de 2017

Lisboa: A próxima capital das novas tecnologias


"A sustentabilidade da área tecnológica é uma prioridade para Portugal. O governo está a considerar ferramentas económicas capazes de atrair startups inglesas, americanas, holandesas ou alemãs.

Neste âmbito, Lisboa apresenta um papel de liderança. Manuel Caldeira Cabral, o ministro da Economia, afirma: 'Chamamos [startups] por várias razões: pelo nosso sistema de concessão, a nossa política fiscal competitiva para as empresas jovens, mas também graças ao estilo e qualidade de vida de que os empresários podem desfrutar'".

Saiba mais!

12 de jan. de 2017

Últimos dias para se inscrever no Prêmio Nacional de Inovação!



Faz parte da indústria e quer ganhar R$ 900 mil com seu projeto de inovação? Então, corra! Você só tem até 15 de janeiro para se inscrever no Prêmio Nacional de Inovação!

11 de jan. de 2017

A liderança e a genialidade coletiva


E se alguém te dissesse que, para criar uma organização capaz de inovar constantemente, você precisa rever todas as suas concepções sobre o que considera uma liderança ideal?
E se essa mesma pessoa dissesse que uma liderança para inovação não tem nada a ver com criar uma visão e inspirar os outros a executá-la?

Como assim?

Confira o vídeo de Linda Hill e... vamos inovar também em nossa forma de liderar? ;)

9 de jan. de 2017

Banco Mundial promove curso virtual


Quer saber mais sobre como analisar criticamente formas como o envolvimento do cidadão no desenho de políticas públicas pode levar a melhores resultados?

O Banco Mundial está oferecendo um curso virtual que promete te convencer que "o governo trabalha melhor quando os cidadãos estão diretamente envolvidos no desenho da política e na entrega do serviço"! Quer algo mais promissor para uma mentalidade inovadora?

Confira aqui e se inscreva! O curso começa já no dia 7 de fevereiro!
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