Blog da Rede de Inovação no Setor Público

5 de jun. de 2015

Governo de São Paulo vai criar laboratório de inovação para o setor público



Segue texto da publicação feita no Diário Oficial do Estado de São Paulo, seção 1, de 13 de maio de 2015.

“Governo vai criar laboratório de inovação para o setor público

Buscar soluções coletivas para problemas complexos do setor público é a proposta do Laboratório de Inovação em Governo (iGovLab), primeiro do gênero a ser criado no País. Com inauguração prevista para a segunda quinzena de junho, a iniciativa resulta da parceria entre Secretaria Estadual de Governo, Universidade de São Paulo (USP), Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam).

O iGovLab adotará metodologias e técnicas gerenciais modernas, centradas na colaboração e na criatividade, como Design Thinking (métodos de abordagem de problemas a partir de processos utilizados por designers) e o Storytelling (técnica de contar histórias que consiste em transmitir eventos na forma de palavras, imagens e sons), entre outras.

Inéditas em órgãos públicos, essas abordagens propõem ouvir a sociedade, gestores e agentes públicos interessados em um processo, com o objetivo de revê-lo, incorporando melhorias, seguindo os seis passos propostos pelo Design Thinking: entender, observar, definir, idealizar, prototipar e testar as soluções encontradas.

Coletivo
O laboratório vai adotar como um de seus princípios o aproveitamento das novas tecnologias disponíveis e a inteligência coletiva de servidores e cidadãos, explica Roberto Agune, da Unidade de Inovação da Secretaria Estadual de Governo; além de incentivar a criatividade, o protagonismo e o empreendedorismo dos participantes na busca por soluções.

“Buscar estender para outros serviços públicos o padrão de excelência atingido pelo Poupatempo (99% de aprovação) está entre os objetivos do projeto”, explica Agune. Hoje, o cidadão pode agendar pela internet ou por telefone atendimento nos 64 postos espalhados pelo Estado. No próprio balcão, cada usuário atribui uma nota ao serviço prestado. Instantaneamente tabulada, essa informação permite aos responsáveis pelo programa tomar decisões gerenciais rápidas e contornar desafios imprevistos (ver serviço).

Interesse público
Álvaro Gregório, também da Unidade de Inovação e um dos mentores do iGovLab, informa alguns dos temas previstos para análise no laboratório. O Acessa São Paulo – rede estadual com 847 infocentros lançada há 15 anos – será o primeiro. A ideia é rever o modelo de negócio, processos, instalações e serviços ligados ao programa de inclusão digital.

O trabalho dos bombeiros aparece como segunda pauta. Periodicamente, a corporação estuda o conjunto de ocorrências atendidas e analisa as de maior incidência e de periculosidade. No iGovLab, há a proposta de capacitar os agentes desse processo para propor e estabelecer ações preventivas (mais baratas que as ostensivas) e capazes de prevenir situações de risco à população, como incêndios e outros acidentes.

“Pretende-se criar um espaço permanente para o Estado atacar problemas de difícil resolução e de caráter multidisciplinar. Questões que abrangem diversos atores públicos e privados em várias áreas, como saúde, segurança e mobilidade urbana”, observa Agune.

Para inovar e formatar soluções, uma das estratégias é apostar na progressiva abertura e integração das bases de dados governamentais, hoje dispersas e fragmentadas em diversas secretarias de Estado e órgãos federais e municipais.

“Uma das ideias é criar uma camada integradora envolvendo esses cadastros e aproveitar essa ‘janela tecnológica’ no iGovLab para propor novos serviços e políticas públicas”, explica Agune. Como exemplo do que pode ser feito, pode-se citar o novo Registro de Identidade Civil (RIC).

Este projeto do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt substituirá o documento de identificação tradicional. O novo RG terá por característica armazenar em memória interna informações pessoais do proprietário, para preservar a privacidade, dar segurança e permitir leitura rápida, via QRcode (leitura pela câmera do celular), inclusive em sistemas móveis, em transações públicas e privadas.

Contatos
Para sugerir temas ou se comunicar com o iGovLab, o cidadão ou servidor público pode recorrer aos portais da Rede Paulista de Inovação em Governo (iGovSP) e o da Fundap. Também há a opção de contatar a Ouvidoria-Geral do Estado, cujo site direciona o interessado às ouvidorias de secretarias, fundações, autarquias e demais empresas públicas paulistas, responsáveis pela demanda (ver serviço).

Todas as manifestações recebidas nas ouvidorias recebem um número de protocolo e ficam registradas nos sistemas internos de informática, independentemente de ser pedido de informação, elogio, reclamação, denúncia, sugestão ou outras demandas. Além disso, o solicitante pode acompanhar pela internet o andamento do seu contato.

Fonte:


4 de jun. de 2015

Conceito e Objetivos da Inovação no Setor Público



No relatório publicado em dezembro de 2013 pelo Centro Europeu para a Transformação do Governo e intitulado "Powering European Public Sector Innovation: Towards A New Architecture" pode-se verificar que:

“Inovação no setor público pode ser definida como o processo de geração e de implementação de novas ideias que venham a criar valor para a sociedade”, ou como “algo novo que funcione”.

Também há um consenso entre os servidores públicos da maioria dos estados-membros da União Européia sobre o seu significado: a inovação no setor público tem a ver com processos novos ou aperfeiçoados (foco interno) e com a melhoria dos serviços prestados à sociedade (foco externo).

Três objetivos genéricos de inovação no setor público têm sido identificados:

1) políticas e iniciativas com um foco interno sobre o aumento da eficiência do setor público;

2) políticas e iniciativas com um foco externo na melhoria dos serviços e dos resultados para os cidadãos e as empresas; e

3) as políticas e iniciativas com foco na promoção da inovação em outros setores.

No geral, há inovação NO setor público (com foco interno ou externo) e inovação POR INTERMÉDIO do setor público (promoção da inovação em outros setores).

Estes objetivos estão aderentes com a meta de inovação no setor público, conforme definido pelo Observatório de Inovação do Setor Público da OCDE: “para usar novas abordagens (desde a concepção de políticas de prestação de serviços) direcionadas para a obtenção de alto desempenho e para um setor público mais responsivo.”

Fonte: tradução livre da página 11 da publicação do Centro Europeu para a Transformação do Governo intitulado "Powering European Public Sector Innovation: Towards A New Architecture - Report of the Expert Group on Public Sector Innovation", disponível em http://ec.europa.eu/research/innovation-union/pdf/psi_eg.pdf.

3 de jun. de 2015

Glossário de inovação


Os últimos dias, desde minha volta, têm sido de imersão total no mundo da inovação. Nesse percurso, me deparei com um monte de expressões e com uma sopa de letrinhas que não conhecia. Fui montando, para meu próprio consumo, um glossário, sem muita preocupação formal (verão que há definições em diferentes idiomas, além de um bocado de referências da Wikipedia, cuja autoria é sempre bom verificar). Alguns exemplos:


Design thinking
É o conjunto de métodos e processos para abordar problemas, relacionados à aquisição de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções. Sua principal premissa é que, ao entender os métodos e processos que designers usam ao criar soluções, indivíduos e organizações seriam mais capazes de se conectar e revigorar seus processos de criação a fim de elevar o nível de inovação.
O design thinking busca diversos ângulos e perspectivas para solução de problemas, priorizando o trabalho colaborativo em equipes multidisciplinares em busca de soluções inovadoras. Dessa forma, busca-se “mapear a cultura, os contextos, as experiências pessoais e os processos na vida dos indivíduos para ganhar uma visão mais completa e assim, melhor identificar as barreiras e gerar alternativas para transpô-las”. Para que tal ocorra, O Design Thinking propõe que um novo olhar seja adotado ao se endereçar problemas complexos, um ponto de vista mais empático que permita colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto e gerar resultados que são mais desejáveis para elas, mas que ao mesmo tempo financeiramente interessantes e tecnicamente possíveis de serem transformados em realidade.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_thinking)
Incubadora
Uma incubadora de empresas, ou apenas incubadora, é um projeto ou uma empresa que tem como objetivo a criação ou o desenvolvimento de pequenas empresas ou microempresas, apoiando-as nas primeiras etapas de suas vidas.
As incubadoras universitárias de empresas têm como objetivo abrigar empresas inovadoras frutos de projetos de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico. Nelas a universidade busca fornecer um ambiente propicio ao desenvolvimento da empresa, dando assessoria empresarial, contabilística, financeira e jurídica, além de dividir entre as várias empresas lá instaladas os custos de recepção telefonista, acesso a internet etc. formando um ambiente em que essas empresas selecionadas têm maior potencial de crescimento.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Incubadora_de_empresas)
Innovation roles
Innovation roles are formal or semi-formal positions/functions within an organisation that are recognised as helping the innovation process. They may be an explicit part of job descriptions or may be more informal roles that people voluntarily take on.
Innovation roles may be connected to specific Innovation Teams or functions relating to Ideas Management Systems.
Innovation Teams
(i-teams)
Dedicated teams, units and funds to structure and embed innovation methods and practices in government. i-teams are an asset, helping others to achieve very complex goals. They are a catalyst. They actively engage with and task delivery to government agencies, moving rapidly from ideas to transformed services or policies.
(http://www.nesta.org.uk/blog/how-create-successful-innovation-team-dont-make-it-responsible-innovation)
 


Se tiverem interesse em consultar ou colaborar para rechear o glossário, coloquei o arquivo na rede, em L:\GM\ASEGE\Arvore Proposta\InovaGov\Glossario de inovacao.doc.

A moça do cafezinho


(Colegas, há mais de um ano contribuo semanalmente para o blog para o pessoal da Comunidade Áreas de Integração, da e-PING - eles me convidaram para falar do tema Gestão de Processos e resolvi fazê-lo de forma "pouco ortodoxa", contando experiências diárias que têm correlação com o assunto-alvo. Há um mês publiquei o texto abaixo que, de certa forma, tem a ver com Inovação - vejam o que acham. Bruno)

Há uma antiga anedota corporativa que diz "faça a mudança estrutural que você quiser, mas nunca mexa na moça do cafezinho. Se a copeira fizer falta, vão notar que um grande impacto ocorreu no trabalho e vão questionar sua reestruturação".
No caso de nosso escritório de processos, a moça do cafezinho era mais que uma piada institucional: reconhecida por todos como essencial, participava do dia-a-dia dos trabalhos e volta e meia saía com uma sacada fantástica.
O primeiro gerente daquela unidade tinha um grande carinho por ela e, ao mesmo tempo em que foi fundamental ajudando-a em sua vida pessoal, tinha liberdade para implicar com ela. Um dia, estávamos no meio de uma produtiva atividade - ou seja, batendo papo em plena copa -, quando ela passou pedindo licença, esquentou o bule de café na temperatura mais alta e saiu chispando em direção à sala de reuniões. Depois ficamos sabendo o porquê: o gerente havia dado-lhe uma "bronca" no meio de uma reunião de altos executivos, reclamando que o café estava frio. Ela não pensou duas vezes: cinco minutos depois, serviu-lhe o mais quente café imaginável e, quando ele queimou a língua, perguntou com toda a candura em frente aos executivos:
- E agora, está melhor?
Ele não passou recibo:
- Perfeito!

Quando eu já assumira a unidade, um dia depois do almoço um colega derramou sem querer uma xícara de café em minha camisa branca; nossa equipe de trinta consultores de processos se entreolhou sem saber o que fazer, mas a moça do cafezinho foi rápida na solução:
- Gelo é a melhor pedida para evitar que manche. Tire a blusa e passe estas pedras de gelo imediatamente.
Perguntei a ela:
- Muito bom - mas como faço para secar a camisa? Vai demorar uma eternidade.
Ela não se abalou:
- Os banheiros foram recém-equipados com secadores de ar quente. É só pendurá-la em frente a um deles e em menos de vinte minutos tudo estará resolvido.
Espantado com sua facilidade de enxergar a solução, resolvi provocá-la mais um pouco:
- E como fico vestido até lá?
A aula ainda não havia terminado:
- Fácil! Abra o armário e pegue uma das blusas do Programa 5S que o escritório patrocinou. Assim, além de estar vestido, você ainda aproveita para fazer publicidade das ações da unidade.
Os consultores estavam perplexos. Em nossa frente, com toda a sua simplicidade, a moça do cafezinho nos mostrara, na prática, o que é pensar na solução - e não no problema -, inovar, reduzir ciclos de implantação, ser pró-ativa, etc, etc, etc.
Foi uma das maiores lições que tive em toda a minha vida.

Cursos gratuitos do edX sobre inovação




O EdX oferece cursos online interativos e MOOCs (Massive Open Online Courses) das melhores universidades e organizações do mundo, entre elas MITx, HarvardX, BerkeleyX, Utx. São ofertados cursos nas áreas de biologia, administração, química, ciência da computação, economia, finanças, eletrônica, engenharia, nutrição, história, humanidades, direito, literatura, saúde, matemática, medicina, música, filosofia, física, ciência, estatísticas e outros. EdX é uma organização online sem fins lucrativos criada e financiada por Harvard e MIT.

Alguns dos cursos disponíveis são:

Nome: User Innovation: A Path to Entrepreneurship
Duração: 6 semanas, com dedicação de 2 horas por semana


 
Nome: Innovation and Commercialization
Duração: 13 semanas, com dedicação de 12 horas por semana
URL: https://www.edx.org/course/innovation-commercialization-mitx-3-086x#!





Nome: Innovation Generation: How to Be Creative
Início: 27 de julho de 2015
Duração: 5 semanas, com dedicação de 2-4 horas por semana
URL: https://www.edx.org/course/innovation-generation-how-be-creative-uthealthsphx-inov101x#!



  

Empoderando a Inovação no Setor Público Europeu: Rumo a uma Nova Arquitetuta




Em dezembro de 2013, o Centro Europeu para a Transformação do Governo (European Centre for Government Transformation) publicou um relatório elaborado por um grupo de especialistas sobre inovação no setor público intitulado "Powering European Public Sector Innovation: Towards A New Architecture - Report of the Expert Group on Public Sector Innovation".
O relatório apresenta o novo paradigma da inovação pública e os princípios do "design thinking", assim como nove recomendações destinadas a estimular uma maior inovação no setor público europeu.

Faça o "download" do documento em http://ec.europa.eu/research/innovation-union/pdf/psi_eg.pdf

2 de jun. de 2015

MindLab da Dinamarca



O "MindLab" é uma unidade de projetos de inovação do governo da Dinamarca que envolve os cidadãos e as empresas na criação de novas soluções para a sociedade.
É composto por membros do Ministério de Negócios e do Crescimento, do Ministério da Educação, do Ministério do Emprego e do município de Odense (curiosamente, a cidade natal de Hans Christisn Andersen), sendo que também trabalha em colaboração com o Ministério da Economia e do Interior.
O grupo prioriza a abordagem de políticas públicas que afetam a vida diária de praticamente todos os dinamarqueses, dando destaque às áreas do empreendedorismo, do auto-serviço digital, da educação e do emprego.
O Laboratório auxilia os tomadores de decisão e os empregados dos órgãos patrocinadores a verem os seus esforços sob a perspectiva dos cidadãos, de modo a permitir a co-criação de melhores idéias.

Conheça o "MindLab" da Dinamarca em: http://mind-lab.dk/en/

Obs.: o MindLab conta com um Conselho Consultivo composto por dez especialistas, sendo cinco representantes da Dinamarca, um do Reino Unido, um do Canadá, um dos Estados Unidos, um da Alemanha e um da Austrália.


1 de jun. de 2015

Especialista canadense fala de modelo de governo modernizador



Iniciado na tarde do dia 26 de maio de 2015, o "VIII Congresso Consad de Gestão Pública" recebeu a presidente do Instituto de Governança do Canadá, Maryantonett Flumian, para a conferência magna “Caminhos para a melhora da eficiência e da qualidade dos serviços públicos”.

Promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração, o evento foi encerrado no dia 28/05/2015 e foi realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Considerada uma das maiores especialistas em gestão pública do mundo, Maryantonett apresentou o modelo de governo modernizador, que visa atender, de forma totalmente centralizada, as demandas do cidadão. Para ela, a administração pública deve estar focada em resultados.

A gestora atentou que os governos precisam estar mais atentos às exigências da sociedade, principalmente em um momento em que a agilidade das mídias digitais tornam as demandas mais urgentes. “A confiança no governo é influenciada pela experiência diária do cidadão de obter e receber serviços públicos de forma fácil, rápida e eficiente. As tecnologias devem ser pontuadas a nosso favor”, frisou.

Foco no cidadão

Um dos estudos apresentados pela presidente do Instituto de Governança do Canadá foi um mapeamento realizado naquele país sobre os trabalhos governamentais com pessoas que têm necessidades especiais. Na pesquisa, percebeu-se o excesso de gastos, duplicidades de ações e outros fatores que oneravam o governo.

Maryantonett explicou que “em questões como essas, é preciso desenvolver modelos necessários para o tipo de aplicação de todos os processos, pensando em tudo o que se quer utilizar”. E completou: “A equipe de governança precisa entender que o trabalho se desenvolve com foco no cliente”.

De acordo com a especialista, a centralização deve estar no cidadão, de forma com que todos os serviços cheguem até eles de forma rápida e eficaz. No caso desse estudo, houve uma otimização do uso do papel em documentos, que passaram a ser digitalizados.

Ela finalizou a sua apresentação estimulando o público a buscar sempre ideias novas, pensando sempre na diminuição dos custos e em atingir melhores resultados. “Sonhe grande e faça a diferença. Não desistam, porque o futuro do Brasil está nas pessoas que estão nesse auditório hoje”, concluiu.

Sobre o Instituto de Governança

Fundado em 1990, o Instituto de Governança do Canadá é uma instituição de interesse público independente, sem fins lucrativos. Nos últimos 20 anos, tem avançado em compreensão e prática de boa governança naquele país, com os governos federais, provinciais, municipais e indígenas, organizações não-lucrativas em 35 países, incluindo projetos no Iraque, China e Botswana.

O trabalho da entidade é marcado pela inovação, colaboração, excelência e uma abordagem sensível. Visa preencher a necessidade de conhecimento, pesquisa e aconselhamento sobre a boa governança.

Texto: Larita Area
Foto: Grupo K

Obs.: Visite o sítio do "Instituto de Governança do Canadá" (Institute on Governance / Institute sur la Gouvernance) no endereço eletrônico http://iog.ca/

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