Blog da Rede de Inovação no Setor Público

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2 de fev. de 2017

Como assim "playground"????




Uma mudança de prédio, uma conversinha sobre a nova distribuição física dos servidores e pronto: lá estava um espacinho reservado a uma área de criação. O lugar para armários era escasso, os funcionários, muitos e o medo de ver aqueles metros quadrados evaporarem, enorme. Não à toa, pessoas empolgadas (euzinha também!) saíram correndo para uma certa loja e compraram os objetos mais coloridos que encontraram. Visitaram alguns muitos sites e acharam opções para aquelas paredes cinzas e pilastras mal conservadas. Buscaram amigos artistas, ligaram para lojas, erraram na aplicação do adesivo, colaram alguns quadros tortos e tcharam! Aqui temos uma nova área de trabalho: nosso google particular (quase pronto)!

E nesse processo, sem entender muito bem porquê, eu me irritei (sim, chefe, desculpe aí) com os apelidos que aquela área ia ganhando: brinquedoteca, espaço kids, playground. Como assim, aquela área na qual eu e alguns colegas colocaram tanto esforço, dinheiro e amor estava sendo reduzida a um espaço para crianças???

Foi necessário um papo paralelo para que a psicóloga que há em mim se lembrasse daquelas sessões de terapia infantil. Para uma criança, brincar é coisa séria! Já reparou no rosto concentrado de uma criança quando analisa os efeitos da queda de um giz de cera empurrado de uma mesa (olha! Caiu!)? E na frustração envolvida num experimento que falhou quando aquela torre de lego ficou alta demais? Sem contar na vida que aqueles brinquedos ganham quando recebem experiências do dia-a-dia (carros conversam, sabia?).

E aí, de repente, eu percebi: se não for para voltar a ser criança, é melhor nem ter um espaço desses. Porque adulto tem medo de errar, tem vergonha do lúdico, acha estranho verbalizar tudo o que vem à cabeça. Minha nova forma de pensar? Pegue seu lego, sente no chão e resgate essa criança que mora aí dentro de você porque ela está louca por um pouco de experimentação (ou seria design thinking?) na resolução desse seu problema. E seja bem vindo ao playground!


21 de out. de 2016

Como mudar essa tal de cultura organizacional?


Os dias passam e continuamos utilizando a cultura organizacional como pretexto para não inovar. Não me entendam mal: uma cultura pró-inovação é sim determinante para o que queremos alcançar (aparentemente, existe até um cargo para zelar por ela em grandes empresas como Google, WikiMidea e Zappos), mas parece que, no serviço público, ela é mais uma desculpa para manter o status quo do que uma barreira a ser vencida. E imagino que isso ocorra por um simples motivo: a cultura organizacional soa como algo intangível, "é elusiva, como a energia que circula em um ambiente" e como poderia ser, então, alterada?

Daí me deparei com esse maravilhoso artigo chamado "Mudando a cultura: altere pequenos hábitos para obter grandes ganhos", uma espécie de passo a passo baseado no psicologia comportamental ( e com muito mais exemplos do que me propus a colocar aqui!).

Em resumo: 6 passos!

1) identifique como os hábitos funcionam, a fim de entender: 1. como surge o comportamento na sua organização; 2. o que o mantém; e 3. como você pode mudar os elementos no ambiente para alterá-lo.
Para isso, é importante entender que hábitos são formados por um gatilho, uma rotina consequente e um (ou mais) reforço que a mantém. Esse ciclo se repete constantemente para você, sua equipe e sua organização.

2) Identifique alguns hábitos-chave e bem difundidos que precisem ser mudados, obtendo, assim,
soluções focadas, cujo impacto permita às pessoas se sentirem paulatinamente confortáveis com a mudança na cultura.

3) Desmembre esse hábito em gatilho (o que leva à reação?), rotina (quais comportamentos fazem parte da reação?) e reforço (que benefícios as pessoas obtêm desses comportamentos?).

4) Identifique a causa raiz da rotina atual: considere, aqui, fatores ambientais e pessoais (não é possível obter resultados atacando um sem atacar o outro).

5) Desenvolva as condições para que as pessoas utilizem uma rotina alternativa.

6) Ouça os feedbacks! Como tudo na vida, aqui também é possível errar. E você só vai saber disso se ouvir as pessoas.

10 de ago. de 2016

OS SERVIÇOS PÚBLICOS E A BANCA DE REVISTAS



A foto acima (tirada por mim) é de uma banca de revistas no Plano Piloto (Brasília/DF). Eu estava andando sem destino em um Domingo qualquer quando passei em frente a ela. Neste momento, meu pensamento imediato foi um só: “banca de revistas é um negócio que caminha para a extinção, correto? Uma banca de revistas que, para agravar o quadro, oferece serviços de Lan House, xerox, locação de DVD e plastificação de documentos merece o título mundial de shopping (ou museu?) do Século XX”. Hoje, ninguém mais tem dúvidas de que tudo caminha rapidamente para bem distante da Lan House (a Internet é cada vez mais móvel e individual do que fixa e coletiva), da xerox (a vida sem papel é sem volta), da locação de DVD (preciso lembrar do Netflix e seus concorrentes?) e da plastificação de documentos (todos os dias, estamos cada vez mais perto da digitalização completa da nossa identificação).

Passei a caminhada inteira e o dia de Domingo todinho com aquela imagem na cabeça. Na segunda-feira pela manhã, no caminho para o trabalho e quando achava que estava completamente livre daquele tenebroso conflito “Século XX versus Século XXI”, a ficha finalmente caiu: será que o cidadão, ao passar em frente a uma organização pública, não teria o mesmo tipo de “susto” que eu tive naquele Domingo? Sim, teria! Ops...teria, não! Tem!

A verdade é que, quando colocada principalmente diante deste novo cidadão conectado e cliente de empresas tão espetaculares quanto Amazon, AirBnB, Uber, Apple e Google, a administração pública é nada mais, nada menos que uma banca de revistas “vendendo” xerox e plastificação.


Reconhecer esta realidade – confesso! – me causa certa angústia, mas também me traz uma grande alegria em identificar um belo desafio para todos os servidores e parceiros públicos de bem! Temos muito trabalho a fazer (#fato!). Acredito demais que parte essencial desta “briga entre séculos” passa pelo tipo de cultura, de competências e de iniciativas que o INOVA promove: digitalização de serviços públicos, desburocratização de processos, design thinking no serviço público, arranjos institucionais inovadores, serviços públicos centrados no cidadão etc. São todas estas temáticas de que se ocupa o INOVA e em relação às quais existe um mundo de gente boa, ativa e bem-intencionada querendo construir pontes e cooperação para fazer da administração pública um pouco menos banca de revistas e um pouco mais... um pouco mais... o quê? Comenta aí!

1 de jul. de 2016

A saga de Espartaco


Caros amigos, hoje nosso colega Espartaco, criador do blog InovaGov, cumpriu seu último dia de trabalho e (acreditem vocês) se aposentou.

Parabéns!!!:):):)



Falar de suas qualidades (amizade, competência, compromisso, responsabilidade e muitos etcéteras...) seria desfiar um interminável catálogo de coisas positivas - daí, nossa turma de "inoveiros" preferiu bolar um vídeo curtinho em homenagem ao grande Espartaco.

Boa sorte na nova jornada! - o vídeo, você confere abaixo.


12 de mai. de 2016

10 anos depois... e ainda cheirando a novo



Estive recentemente em Las Vegas e aproveitei para rever o emocionante "Love", montado em cima das canções dos Beatles. Cirque du Soleil + Beatles é certeza de boa gestão e inovação - pelo menos, eu acho (os 4 de Liverpool trabalhavam em uma "democracia invertida" e a turma do Cirque usa as competências que todos possuímos para gerar uma experiência única).

Como um processo dinâmico e vivo, "Love" mostrou-se renovado 10 anos após sua estreia, tanto pelo fato de que cada experiência é diferente da anterior (ainda que pensemos estar passando pelo "mesmo processo"), quanto em virtude de alterações  na estrutura do espetáculo, com esquetes modificados, inclusão de novos efeitos cênicos, gráficos e tecnológicos e músicas que não faziam parte do conteúdo original. Mexer em time que está ganhando para ser ainda melhor é possível e altamente recomendável.

Há um documentário chamado "All toghether now" - infelizmente, não disponível no YouTube -, que conta a história da montagem da primeira versão de "Love". Uma divertida aula de gestão moderna - certamente você se enxergará em situações como as engrenagens que resolvem não funcionar justamente no momento em que a prévia do show é apresentada a ninguém menos que Paul McCartney...

Enquanto isso, confira abaixo um trechinho do deslumbrante "Love" :)




10 de mai. de 2016

Esta é só para descontrair!



Este clipe musical não possui efeitos visuais. Ele foi filmado em tomadas de 27 segundos num avião especial que fazia parábolas no ar, dando a sensação de gravidade zero. 

Mas por que estou falando disso aqui? Bem, além do fato de o clipe ser fantástico, se você vir o "behind the scenes", vai perceber que foram necessárias várias tentativas para conseguir realizar o vídeo da forma como eles idealizaram, assim como acontece em qualquer processo criativo. Mas o esforço valeu a pena! 


Assista ao vídeo!



Quer saber mais sobre como isso foi feito? Assista ao "making of": 


Notícia original do blog Idea to Value.

14 de abr. de 2016

Caixa Cultural traz obras de Frida Kahlo a Brasília




Frida Kahlo foi uma pintora mexicana à frente de seu tempo, que transgrediu as convenções da arte ao usar a pintura para expor sua própria história. Ícone do movimento feminista, fez parte de uma rede de mulheres artistas que se apoiava mutuamente. 

É nesse espírito de inovação e rede que convidamos todos a prestigiar a exposição Frida Kahlo - Conexões entre mulheres surrealistas no México, realizada na Caixa Cultural, de 13 de abril a 5 de junho, com entrada franca, mediante retirada de senha.

Lembramos que a arte, mais do que um produto da criatividade, é um insumo para ela. 

12 de jan. de 2016

Alfabeto Aurebesh





Em 04 de dezembro de 2015, o "Google Tradutor" adicionou o Aurebesh à relação de idiomas traduzíveis pela ferramenta.

Fonte: https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Languages_in_Star_Wars&redirect=no#Writing

18 de dez. de 2015

Museu Britânico disponibiliza obras de arte na internet



Milhares de objetos de coleções com valor incalculável do Museu Britânico estão disponíveis na internet graças a uma associação com o Google, que também permite aos usuários fazer um passeio virtual por suas galerias.


Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/british-museum-disponibiliza-obras-de-arte-na-internet

Passeio Virtual no Museu Britânico: https://britishmuseum.withgoogle.com/


21 de out. de 2015

A editora da Universidade de Harvard publicou tese de doutorado elaborada em forma de quadrinhos



A Harvard University Press publicou a tese de doutorado em educação de Nick Sousanis, obtida na Universidade de Columbia de Nova Iorque. O livro custa US$ 22.95 e estará disponível para entrega a partir de 13/11/2015. 

A tese, intitulada "Unflattening", aborda "a relação entre palavras e imagens na literatura".

Qual a novidade/inovação, além da contribuição acadêmica?... É que a tese de doutorado foi totalmente escrita em forma de uma "graphic novel"; sendo que das suas 208 páginas, 164 são de ilustrações.

O autor é graduado em Matemática e se dedica a experimentos em "visual thinking" e em "knowlege construction".

Conforme o sítio da editora:

"The primacy of words over images has deep roots in Western culture. But what if the two are inextricably linked, equal partners in meaning-making? Written and drawn entirely as comics, Unflattening is an experiment in visual thinking. Nick Sousanis defies conventional forms of scholarly discourse to offer readers both a stunning work of graphic art and a serious inquiry into the ways humans construct knowledge.

Unflattening is an insurrection against the fixed viewpoint. Weaving together diverse ways of seeing drawn from science, philosophy, art, literature, and mythology, it uses the collage-like capacity of comics to show that perception is always an active process of incorporating and reevaluating different vantage points. While its vibrant, constantly morphing images occasionally serve as illustrations of text, they more often connect in nonlinear fashion to other visual references throughout the book. They become allusions, allegories, and motifs, pitting realism against abstraction and making us aware that more meets the eye than is presented on the page.

In its graphic innovations and restless shape-shifting, Unflattening is meant to counteract the type of narrow, rigid thinking that Sousanis calls “flatness.” Just as the two-dimensional inhabitants of Edwin A. Abbott’s novella Flatland could not fathom the concept of “upwards,” Sousanis says, we are often unable to see past the boundaries of our current frame of mind. Fusing words and images to produce new forms of knowledge, Unflattening teaches us how to access modes of understanding beyond what we normally apprehend."


7 de out. de 2015

Emirados Árabes Unidos designou "CEOs de Inovação" para todas as Agências Governamentais



Na foto acima pode-se ver o Hotel Burj Al Arab (ou "Torre das Arábias", que está localizado em Dubai, a cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos; a capital é Abu Dhabi). O Burj Al Arab é o único hotel a receber 7 estrelas no sistema internacional de classificação de meios de hospedagem e é considerado o melhor e mais luxuoso hotel do mundo.

Outra curiosidade sobre os Emirados Árabes Unidos (EAU) é que o ano de 2015 foi escolhido como o "Ano da Inovação" no país e que todas as agências do governo terão um "Diretor Geral de Inovação".

A estratégia a ser adotada começa com a capacitação de 60 "CEOs of Innovation" na Universidade de Cambridge/Reino Unido, de modo que todos os servidores públicos possam absorver o espírito da inovação e para que os EAU se transformem no pais mais inovador em 2021, nas áreas de energia renovável, transportes, educação, saúde, tecnologia, água e espaço.

Conforme divulgado (ver "link" a seguir) o plano será realizado em duas fases, com uma primeira etapa consistindo em 30 iniciativas nacionais a serem concluídas dentro de três anos.

As iniciativas irão abranger uma nova legislação sobre inovação, o desenvolvimento de incubadoras de inovação, o investimento em habilidades especializadas, incentivos do setor privado, parcerias internacionais de pesquisa e a criação de uma unidade de inovação dentro do governo.

Os Emirados Árabes Unidos também estão lançando sete novas iniciativas educacionais em escolas e universidades, com o objetivo de promover a inovação nas futuras gerações.

As sete iniciativas incluem o lançamento de laboratórios de robôs, o desenvolvimento de um currículo que promova a inovação (fazendo a inovação ser parte das avaliações das escolas), instituindo uma exposição anual nacional de inovação, criando incubadoras de inovação nas escolas, de modo a descobrir os inovadores do futuro a partir dos 5-7 anos de idade, e implantando diversos "summer camps" para jovens inovadores.


Leia a íntegra da matéria, clicando no "link" a seguir.

Fonte: http://gulfbusiness.com/2015/02/uae-creates-ceo-innovation-post-government-agencies/#.VhQmnsszikp

28 de ago. de 2015

Vincent




A artista gráfica Barbara Stok, é holandesa e autora de “Vincent”, história em quadrinhos (ou será "graphic novel"?) sobre a vida de Van Gogh (1853-1890). Na elaboração da obra, a artista utilizou a mesma paleta de cores das telas do artista e a HQ já foi publicada no Brasil pela editora L&PM.

6 de ago. de 2015

Pela Paz Mundial



No dia 6 de agosto de 1945 (há 70 anos e durante a Segunda Guerra Mundial), os EUA lançaram o 1º ataque nuclear da história sobre a cidade de Hiroshima, no Japão.

Na foto acima pode-se ver o Domo Genbaku (localizado no Parque Memorial da Paz, em Hiroshima) que foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco em 1996 e transformou-se em símbolo pelo desarmamento nuclear e pela paz mundial.

29 de jul. de 2015

Pesquisa, Criatividade e Inovação (3M)




Definição atribuída ao Dr. Geoff Nicholson. Considerado o “pai do programa de notas Post-It”, ele foi um dos líderes que mais incentivaram a inovação na 3M.

23 de jun. de 2015

There Are Two Kinds of People




O designer e diretor de arte português João Rocha criou um Tumblr para destacar, de forma visual e criativa, a idéia de que existem apenas dois tipos de pessoas no mundo (?!). Entendo que o sítio, intitulado "2 Kinds of People”, tem correlação e representa um dos vários sentidos da inovação e, assim, poderia inaugurar um marcador de "Artes" no nosso blog.























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