Blog da Rede de Inovação no Setor Público

28 de set. de 2016

TCU realiza Taller de Innovación


Começou hoje o Taller de Innovación (Workshop de Inovação), organizado pelo Tribunal de Contas da União. O evento visa fomentar o debate entre as Controladorias sobre como estimular a inovação dentro de uma Entidade de Fiscalização Superior e conta com a participação de representantes de dez EFS da América Latina.

Nesse primeiro dia, o Inova, do Ministério do Planejamento, também marcou presença e falou um pouco de sua história na busca do fomento à inovação no Poder executivo federal. A InovaGov recebeu destaque especial, sendo citados também o G.Nova (Laboratório de Inovação em Governo) e o projeto Plataforma de Cidadania Digital, conduzido pelo Departamento.

Enap premia (de forma fantástica) os vencedores do 20º Concurso de Inovação na Gestão Pública


A última semana foi intensa!
A Semana de Inovação em Gestão Pública uniu várias pessoas interessantes ao redor do tema e, para nós do Ministério do Planejamento - e tenho certeza que também para o pessoal da Enap -, foram dias de muita correria, com um ar de "queria poder ter estado em todas as arenas ao mesmo tempo". Mas isso é assunto de outro post...
No meio desse corre aqui, corre lá, coordenando arenas, auxiliando palestrantes e participantes e tropeçando em post-its, veio algo arrebatador! Os celulares de todos nós foram tomados por mensagens do tipo "vocês estão vendo o que fizeram os organizadores do prêmio de inovação?".
Daí, eu pergunto: vocês viram o que fizeram os organizadores do prêmio de inovação? Uau! Digo, uau! Um show de criatividade tomou o telão, num horário não muito gentil com aqueles que já estavam em seu segundo dia de imersão em palestras. E tudo parou. E mais ninguém lembrou do cansaço.
Cá entre nós, nunca uma versão do Prêmio de Inovação em Gestão Pública fez jus às iniciativas que premia. Nunca até 2016. Dessa vez, o parabéns não fica "só" para as lindas iniciativas que nossos colegas servidores foram capazes de implementar, apesar de todas as barreiras. Dessa vez, merece também um prêmio a equipe que pensou, montou e executou esse vídeo (e sei que teve um tempero especial do Inova/MP aí nessa receita enapiana, hein!?)!
Mas não vou mais falar nada e vou convidá-los a tirarem suas próprias conclusões. Ah! E não falei das iniciativas premiadas para não perder a graça - o filme fala muito melhor delas do que eu seria capaz! ;)


Onde estaremos em 2026?


Participei em 16/09 da Reunião Geral das Ouvidorias, promovida pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. 

No evento, dividi a mesa de debates com o Maurício Vargas (@Mauricio_vargas) do Reclame Aqui e tive a oportunidade de falar um pouco sobre: 
  • #inovação no setor público - a Rede InovaGov (@InovaGovBr) e o laboratório de inovação em governo G.NOVA (@gnovalab)
  • #revolução tecnológica e o projeto da Plataforma de Cidadania Digital.

Recebi algumas perguntas interessantes de colegas como a Ana Lucena e a Gisele, sobre o papel do governo e das ouvidorias de atendimento ao cidadão neste novo mundo. No final, achei que as respostas expõem um pouco da minha visão particular e da inquietação da equipe do Inova/MP e dos demais participantes do movimento de inovação ao redor do Brasil.

Compartilho então as minhas reflexões! Caso queiram debater sobre estes temas mandem tweets para @luisfsmonteiro!


De fato a velocidade do acesso digital e mobilidade do cidadão provoca atritos com o nosso 'modelo tradicional' de atendimento. 

Obviamente que não tenho como prever onde estaremos em 10 anos, mas atrevo-me a tentar. Costumo dizer que sabemos como a transformação se inicia, mas jamais saberemos qual será o resultado ao final.

Primeiramente alguns dados, segundo pesquisa TIC Domicílios 2015 do CETIC.Br (http://cetic.br/)


  • 58% da população brasileira acessou a internet nos últimos 3 meses, sendo que a proporção chega a 86% entre os cidadãos de 16 a 24 anos de idade, independentemente de classe social.
  • Dos usuários de internet, 85% mandou mensagens por aplicativos como Whatsapp e 77% usou as redes sociais. Este percentual chega a 92% entre os cidadãos de 16 a 24 anos de idade.
  • Dos usuários de internet, 89% tiveram o acesso por telefone celular, 97% se considerarmos os cidadãos entre 16 e 24 anos de idade. 
  • Dos usuários de internet, a maioria (64%) não utilizou a internet para interação com o governo e menos de 8% entrou em contato com o governo por meio de email, chat, redes sociais ou qualquer site de governo.
  • Dos usuários de internet, ​no consumo de serviços públicos, menos de 5% conseguiu obter direitos ou benefícios inteiramente pela internet, sem necessidade de deslocamento físico. Esta taxa é maior (10%) quando o objetivo é execução de deveres pelo cidadão, como no caso de pagamento de taxas e impostos.


Este cenário demonstra que:
  • ​​A população brasileira, principalmente a mais jovem, está vencendo em ritmo acelerado as barreiras de acesso e de inclusão digital.
  • Estes jovens são, ou serão no curto prazo, consumidores de serviços públicos e usuários dos nossos canais de atendimento.
  • O uso de serviços digitais de comunicação é disruptivo e convoca cada vez mais pessoas para o consumo destes serviços. 
  • Por outro lado, o governo não se apresenta adequadamente nestes canais e não acompanha o desenvolvimento da simplificação na linguagem e nos meios de comunicação com a sociedade.
Ainda:
  • ​As experiências com serviços privados, interferem positivamente nas expectativas do cidadão, que não se contenta com a experiência oferecida pelo governo.
  • A complexidade burocrática e a segregação dos órgãos, poderes e entes governamentais não é clara pelo cidadão, afastando-o ainda mais da relação com o governo.
Tentando responder as perguntas feitas:

Qual o impacto disso sobre as Ouvidorias?
  • As ouvidorias deveriam mudar seus meios de contato, a linguagem desta relação e implementar ao máximo canais mais modernos/digitais para interação em tempo real com o cidadão. 
  • As ouvidorias devem ser integradas em uma entrada única, porém disponíveis em múltiplos canais (web, telefone, facebook, whatsapp, reclameaqui. ...). Por outro lado, este ponto central deve estar posicionado em 'local' que faça sentido ao cidadão, onde ele 'o cidadão' estiver, sem necessidade de 'deslocamento' mesmo que no mundo virtual. 
Somos capazes de acompanhar essa velocidade?
  • ​Não, não somos! E reconhecer isto é parte da solução! Sempre seremos mais lentos que a inovação tecnológica e o desenvolvimento de serviços pelo mercado privado. Não podemos porém estar a 20 anos de distância. Devemos ter como meta manter-nos entre 3-5 anos de distância destas revoluções, o que já será satisfatório para o cidadão.
  • Como fazer, isso? Descobrindo novas formas de atuar, levantando da cadeira e indo ver a situação do cidadão, cooperando entre os órgãos de todos os entres e poderes, e principalmente com o setor privado que é muito mais ágil que o governo para prestar estes serviços (algo positivo como o que está sendo feito no projeto da Ouvidoria Geral com ReclameAqui).
Como estaremos daqui há 10 anos?

Em 2026:
  • A população brasileira entre 20-40 anos estará praticamente toda conectada por meio de telefones celulares ou algo 'novo' que ainda esteja por vir. 
  • A internet das coisas permitirá que sensores ligados à rede capturem dados em grande quantidade e em tempo real de diversas situações cotidianas (trânsito, tráfego de pessoas, compras de bens e serviços, consumo doméstico, etc...)
  • Sobre estes grandes volumes de dados serão aplicadas tecnologias de inteligência 'artificial' para montagem do perfil das pessoas, antecipação de eventos e catástrofes, oferecimento de produtos e serviços 'personalizados', por fim, facilitação da vida cotidiana das pessoas.
  • A expectativa do usuário dos serviços (públicos ou privados) será de realizar todas a interação pelo meio digital, sem necessidade de deslocamento físico.
  • Será o fim do papel! e estaremos próximos do fim dos cartórios!​​ :)​

E, se não fizermos nada do lado do governo?
  • ​Ficaremos ainda mais atrasados, presos nos métodos da década de 1990.
  • A confiança do cidadão no governo cairá ainda mais, bruscamente. Carregada, principalmente, pela baixa satisfação com serviços oferecidos.
  • A nova geração sequer terá interesse no governo, e preferirá não interagir com o mesmo.
  • Os servidores públicos ficarão desmotivados com o trabalho, comparando os métodos que adotam na 'repartição' com o dinamismo vivenciado por eles como consumidores digitais nas horas vagas.

E, se começarmos a reagir?
  • Estaremos muito mais próximos do mercado e da revolução tecnológica, nos veremos em 2026 utilizando os meios gerados em 2021 (apenas a 5 anos de distância do estado da arte). 
  • O poder da internet das coisas, big data e inteligencia artificial será amplamente usado pelo governo para a tomada de decisões. A automação de atividades administrativas reduzirá a necessidade de servidores públicos para a operação do dia-a-dia, migrando esta capacidade para atividades analíticas e de exploração de possibilidades de melhoria dos serviços.
  • Os servidores públicos serão reconhecidos e sentirão orgulho do seu trabalho. Saberão claramente o potencial de mudar a realidade de muitas pessoas e, juntamente com a população, procurarão novas alternativas para os novos problemas que surgirão.
  • O cidadão vivenciará a mesma experiência com o governo que com o setor privado. O que não significa que tudo será perfeito, serviços públicos ainda terão problemas. Mas os meios de acesso, resposta e resolução destes problemas serão ágeis, simples, móveis e integrados no dia-a-dia do cidadão.
  • O cidadão confiará mais na capacidade do governo em atender suas necessidades básicas. Ainda reclamará dos impostos cobrados, mas buscará analisar e participar mais das decisões e das respostas aos complexos desafios vivenciados pelo governo.
Bom, esta é a reflexão que eu apresento. Não há respostas certas nem erradas, o que precisamos é começar a agir!

23 de set. de 2016

Acompanhe o projeto Diálogos Setoriais nas redes sociais




Agora você também pode acompanhar as novidades sobre o Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia - Brasil no Facebook, Twitter e LinkedIn. Nos perfis oficiais é possível ver as últimas notícias, acompanhar o calendário de atividades, assistir a cobertura de eventos e muito mais.

O objetivo é oferecer canais de comunicação mais interativos para todos os interessados nos assuntos abordados nos 24 diálogos em curso entre o Brasil e a União Europeia sobre os mais diversos temas.

Clique abaixo, curta, comente e compartilhe:

    

13 de set. de 2016

Redes sociais na administração pública



Você está convidado a fazer parte da Conferência Virtual Internacional "Rumo ao uso estratégico das redes sociais na administração pública", que acontecerá no dia 20 de setembro, a partir das 11 horas (horário de Brasília), com duração de 90 minutos. O participante assistirá a transmissão no próprio computador, por meio de um link de acesso que será enviado após a inscrição. A participação no evento será gratuita e o idioma será o espanhol (não contará com tradução).​

A  Escola Ibero-Americana de Administração e Políticas Públicas (EIAPP) do Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento (CLAD) promoverá a Conferência com o objetivo de apresentar os principais aspectos necessários para uma gestão estratégica das redes sociais na administração pública, tratando-as além de meros instrumentos de comunicação, como verdadeiras ferramentas sociais utilizadas no setor público, considerando casos concretos de sucesso.

O palestrante será o Professor do Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Autônoma de Madri, Dr. Juan Ignacio Criado, ganhador dos prêmios de melhor pesquisa sobre Administração Pública e melhor tese de doutorado de Ciência Política 2009-2010.  

Para se inscrever, preencha o formulário eletrônico, até o dia 14 de setembro, neste endereço:  

Por motivos técnicos, as vagas serão limitadas a 100 participantes e terão prioridade as instituições que, por meio de uma inscrição única, projetem a Conferência em auditório, sala de reuniões ou departamento. Para isso, deve ser enviado o pedido para o e-mail eiapp@clad.org, manifestando a intenção e indicando a instituição e o número estimado de pessoas que irão assistir a Conferência. Pessoas que não participaram de outras Conferências organizadas pelo CLAD também terão prioridade na inscrição.

1 de set. de 2016

Você é adepto do comércio eletrônico?






Você é adepto do comércio eletrônico? Se não, pense melhor. O comércio eletrônico está criando novos hábitos de consumo entre os brasileiros, apresentando crescimento superior ao do varejo tradicional. O consumidor é atraído pela comodidade, facilidade de acesso e pagamento, agilidade, variedade de produtos e tantas outras vantagens que o meio oferece.

O Brasil é um dos países que mais crescem nesse mercado, ocupando a liderança do mercado de comércio eletrônico na América Latina. De acordo com um estudo apresentado pela Forrester Research, as vendas no país devem ultrapassar R$ 48 bilhões em 2017. O setor de comércio eletrônico faturou, em 2015, R$ 41,3 bilhões, um crescimento de 15% na comparação com 2014. Já as empresas europeias movimentaram € 424 bilhões, em 2014 (último dado disponível), segundo o Ecommerce Europe, associação com mais de 25 mil empresas de comércio eletrônico. O desempenho do setor em 2014, na União Europeia, foi 14% maior que o verificado em 2013.

Um estudo comparativo sobre comércio eletrônico nas Pequenas e Médias Empresas no Brasil e União Europeia, lançado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Externo (MDIC), apoiado pelo Projeto Diálogos Setoriais UE-Brasil, aponta que há potencial para a manutenção do crescimento do setor no Brasil, uma vez que as vendas online representaram, em 2015, apenas 4,1% do faturamento do varejo, enquanto mercados mais maduros como, por exemplo o Reino Unido, o comércio eletrônico representa mais de 14% do faturamento do varejo.

O estudo também verificou que há vários aspectos no e-commerce brasileiro que precisam ser aperfeiçoados como, por exemplo, a infraestrutura de telecomunicações de banda larga fixa; a capacitação dos gestores de PMEs para o mundo digital; o acesso ao crédito; a simplificação dos sistemas fiscal e legal; e a criação de estratégia integrada para promoção do empreendedorismo digital. Por outro lado, o documento constatou também que nos grandes centros europeus há elevado grau de sofisticação de serviços de pagamentos eletrônicos; plataformas digitais modernas e preparadas para demandas em escala e a existência de serviços sofisticados de logística, elementos que contribuem fortemente para o desenvolvimento do setor.

Durante a investigação, foram observadas algumas similaridades entre a realidade do e-commerce brasileiro e o europeu. Nos dois mercados, as PMEs são as mais atuantes do setor de e-commerce, chegando a 80% no Brasil, de acordo com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net). Também foi apontado que hoje no Brasil são aproximadamente 450 mil e-commerces ativos, destes 15% possuem lojas físicas e 85% só existem na web. Destaca-se também que são poucas as PMEs que se aventuram a realizar vendas online para outros países, mesmo dentro da Europa, onde apenas 7% das PMEs fazem comércio eletrônico transfronteiriço.

O estudo é a primeira etapa da construção da política pública e apresenta subsídios para discussão e priorização de temas que impactem o setor. Os passos seguintes serão dados ouvindo-se o setor privado, a academia e demais órgãos públicos que atuam, por exemplo, nas áreas de atenção apontadas pelo estudo. Há de se destacar que nenhuma das áreas de atenção é de simples resolução ou de solução imediata, portanto a concertação entre as partes envolvidas será essencial.

Confira o estudo na integra aqui.​


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