Blog da Rede de Inovação no Setor Público

31 de out. de 2016

Conhecimento e Inovação na Regulação Sanitária


De 24 a 27 de outubro a Anvisa realizou a sua VI Semana do Conhecimento, com o tema "Conhecimento e Inovação na Regulação Sanitária". 

O evento foi encerrado na útlima quinta-feira com uma avaliação dos participantes e a resposta do público foi unânime: o evento foi um sucesso. Aberta ao público em geral pela primeira vez, a Semana do Conhecimento ofereceu aos seus participantes – 1.253 inscritos e 2.065 visualizações pela internet – mesas, painéis e oficinas dos mais variados temas, sem, no entanto, abandonar o foco: como agregar e disseminar conhecimento e, assim, contribuir para com o aprimoramento das práticas regulatórias no Brasil.

Uma das grandes novidades desta edição foi a realização da Arena de Inovação, que fez parte da programação durante os 4 dias de evento e contou com a parceria do Laboratório de Inovação em Governo, o GNOVA, sediado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

Foram momentos de muito trabalho e diversão utilizando os métodos do Design Thinking e suas ferramentas e abordagens de empatia, colaboração, prototipação e pensamento visual.
Essa atividade foi mais uma iniciativa da Fábrica de Ideias da Anvisa, projeto piloto que objetiva contribuir com a implantação de um modelo colaborativo de gestão da inovação como método de trabalho na Agência.

O encerramento do evento foi marcado pela cerimônia de entrega do 3º Prêmio Univisa de Gestão Regulatória, promovido pela Associação de Servidores da Agência. A cerimônia marcou o último dia da Semana do Conhecimento, momento em que foram premiadas ideias e projetos desenvolvidos pelos servidores para melhorar a gestão regulatória e institucional da Agência.

O projeto "Fábrica de Ideias" também recebeu destaque na cerimônia de premiação, pois também teve origem em uma ideia apresentada por servidores em uma das turmas do Programa de Formação Aplicada da Agência, antes de ser incubado pela Gerência-Geral de Conhecimento, Inovação e Pesquisa da Diretoria de Gestão Institucional da Anvisa.


Para saber mais acesse o link: VI Semana do Conhecimento da Anvisa.


Fonte: Anvisa.





Imagem: Equipe Gnova

27 de out. de 2016

HABITAT III


O Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais esteve na Habitat3, em Quito, e apresentou o estudo sobre soluções baseadas na natureza para cidades sustentáveis.

#NewUrbanAgenda, adotada na conferência da ONU, Habitat3, realizada esta semana em Quito, estabeleceu um estândar comum internacional para tornar as cidades em todo o mundo mais inclusivas, verdes, seguras e prósperas.👏👏👏
#UE, representada pela Comissária Corina Cretu, desempenhou um papel importante nesse processo. Saiba mais: http://europa.eu/rapid/press-release_IP-16-3477_pt.htm

25 de out. de 2016

Serviço público inovador?


Novo”, “tecnologia”, “invenção”, “novidade”, “fazer diferente”, “boas ideias”. São várias as palavras e expressões que surgem na mente quando pensamos em Inovação. Certamente, um termo complexo, amplo e, por vezes, até abstrato, tão difícil de definir como de concretizar.
“Burocracia”, “lentidão”, “tecnologia obsoleta”, “pouco recurso financeiro”, “serviços de pouca qualidade”. São esses os termos que vêm à cabeça quando se pensa em administração pública. Será que esses dois mundos conseguem se encontrar?
O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) ousou unir esses dois lugares opostos – ou seriam complementares? – nas propostas de ação apresentadas ao Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil na 8ª Convocatória e na Extraconvocatória de 2016.
Mas como conseguir organizar tantos conceitos? Começou com a disponibilização de um espaço aberto para debates e novas ideias: “A Semana de Inovação em Gestão Pública – Transformando Ideias em Soluções”. Foi um evento que aconteceu em 2015 e contou com a participação de servidores de 16 estados brasileiros e 50 convidados nacionais e internacionais como palestrantes, debatedores e moderadores. Um resultado concreto de todo o esforço que culminou nesse evento foi a assinatura de uma carta de intenções entre Brasil e Dinamarca que, mais tarde, foi oficializada com a assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países. Foi o estabelecimento de uma cooperação com o objetivo maior de fomentar a Cultura da Inovação em Gestão aqui no Brasil.
Logo após o evento, a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) se juntou a essa empreitada, que teve como primeiro passo a implementação e inauguração, em 17 de agosto de 2016, do G-NOVA, Laboratório de Inovação em Gestão voltado para atendimento a projetos do governo federal. O laboratório foi concebido a partir da metodologia do MindLab dinamarquês, como um espaço de convergência de ideias inovadoras. Ele foi criado para “demonstrar aos servidores públicos federais que, aplicando métodos de colaboração, de criação conjunta com os usuários do serviço, vai se ter como resultado um serviço mais aderente à necessidade que ele se propõe a atender”, nas palavras de Luis Felipe Salin Monteiro, diretor do Departamento de Modernização da Gestão (INOVA), unidade do Ministério do Planejamento responsável pela proposta de ação no âmbito dos Diálogos Setoriais. O próprio nome já se explica, o LABORATÓRIO é um espaço para experiências. Esse lugar, livre de barreiras para expressão de ideias, será um espaço para apresentá-las, discuti-las, desenhá-las e experimentá-las antes de serem aplicadas a nós, cidadãos. Um local onde há espaço para tentativa e erro e onde a criatividade é estimulada: algo como um remédio que é desenvolvido e testado em laboratório antes de ser colocado no mercado. Assim, busca-se reduzir os riscos e custos de implementação de uma política pública, bem como aumentar os seus níveis de sucesso.
Perceba a adesão de novos termos ao vocabulário de inovação: cooperação e ideias convergentes. Agora adicione a isso órgãos públicos dos três poderes e você tem outro resultado advindo daquela Semana de Inovação: A Rede de Inovação no Setor Público ou, de forma mais carinhosa, a InovaGov. E como o próprio nome já diz, é uma rede na qual todos os pontos estão interligados, sem qualquer hierarquia, permitindo uma troca sinérgica, que se retroalimenta entre o Laboratório e os membros da Rede. Nesse sentido, Guilherme Almeida, Diretor de Inovação da ENAP, afirma que “o laboratório é não só um membro, mas um nó muito ativo nessa rede”, uma vez que vai servir como um dos espaços para discussão e experimentos desse grupo.
A proposta de ação para contribuir com a estruturação da InovaGov foi apresentada aos Diálogos Setoriais na Extraconvocatória e sua formatação foi facilitada pela contratação de peritos que trouxeram novas dinâmicas de trabalho que ajudaram a constituí-la. Hoje a rede conta com o engajamento ativo de 38 instituições públicas federais, dos três Poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo), cuja participação vem se formalizando pela assinatura de termos de adesão a um Acordo de Cooperação Técnica assinado por um representante de cada Poder. Trata-se de mais uma ação de estímulo à cooperação que “ajuda os órgãos a superarem barreiras juntos e pensarem soluções conjuntas para as dificuldades que eles encontrem”, ou seja, é mais uma ferramenta “para articular e integrar arranjos para inovação no setor público” como explica Luanna Sant’Anna Roncaratti, Gerente de Inovação do Ministério do Planejamento.
São os Diálogos Setoriais contribuindo para que o serviço público se torne cada vez melhor e mais eficiente!

24 de out. de 2016

E aquela pesquisa do início do mês?


Nós perguntamos como vem sendo a experiência dos membros da InovaGov com a Rede. Trinta de vocês responderam, representando 18 instituições diferentes (47% do total que compõe a InovaGov) e chegou a hora de divulgarmos os resultados (batam os tambores!):

Perguntamos sobre aquelas expectativas (positivas e negativas) que mapeamos lá em nosso primeiro encontro e sobre como elas vêm se concretizando. Sentimos dizer, mas... não falaremos delas aqui, hoje. Nossa ideia é guardarmos essas informações mais um pouquinho para torná-las públicas em nosso encontro de fim de ano (já está chegando, né?!).

Sobre os desafios mobilizadores, perguntamos quantos os conhecem e o que poderia estar atrapalhando o engajamento. Vocês responderam:



Alguns de vocês consideram que não devemos tratar novos desafios no próximo ano, mas apareceram algumas novas propostas interessantes: desburocratização, envolvimento da sociedade civil, benchmarking, práticas de inovação com recortes regionais, incentivo à mobilização de pessoas na própria Rede e ampliação da capacidade do Lab ou de outro espaço de cocriação.

Para melhorarmos esse quadro, vamos procurar fazer posts sobre os desafios mobilizadores que estão sendo trabalhados na InovaGov. Quem sabe, assim, damos mais motivos para o engajamento de outros membros - acho até que vocês vão enxergar algumas dessas sugestões nos projetos que estão sendo tocados.

Quanto aos nossos encontros:



Quanto a novos colaboradores potenciais para a InovaGov, a lista foi extensa: algumas das sugestões já estão conosco, como o Ipea e as Agências Reguladoras; outras, ainda precisamos engajar, como estados e municípios, instituições privadas e universidades. 

Está na hora de elaborarmos nosso estatuto de funcionamento para termos definidos como faremos esse engajamento!

Supercalifragilisticexpialidocious


Serendipidade. Ou Serendipismo, Serendiptismo ou ainda Serendipitia.
Talvez essa palavra faça parte do seu dicionário. Para mim, foi como ouvir de novo aquela música que Mary Poppins canta a seus pupilos. Algo como uma nova versão de "Supercalifragilisticexpialidocious".
A palavra serendipidade foi criada pelo escritor Horace Walpole em 1754 (e eu, achando que estava aprendendo uma palavra nova...), em uma de suas cartas endereçada a um amigo, referenciando a capacidade dos protagonistas de "Os Três Príncipes de Serendi" realizarem descobertas acidentalmente.
Assim, sem desmerecer a imensa criatividade de Pamela Lyndon Travers e Walt Disney, a pomposa palavra é a criatividade em si! É aquele momento em que, sem estar buscando nenhum tipo de solução para um problema, ela simplesmente aparece, como que por uma peça do destino... É uma coincidência feliz!

Agora, quando fizer uma grande descoberta enquanto canta no chuveiro, ao invés de reproduzir o "Eureka" de Arquimedes, que tal dizer "tive um serendipismo"? ;)

22 de out. de 2016

#cocrieOEstado e participe da Semana Nacional do Serviço Público


Com apoio de diversos parceiros inovadores, começou 1a edição da Semana Nacional do Serviço Público.

Agora, temos mais um espaço para promover a cultura da inovação no serviço público.

Semana do Servidor-01.png


A inspiração foi a Semana Global do Empreendedorismo e a Resolução 57/277 da ONU, que recomendou aos países membros:

- reconhecer o trabalho dos servidores públicos;
- celebrar o valor e a virtude de servir ao público;
- ressaltar a importância do servidor público para o desenvolvimento;
- encorajar jovens a seguir a carreira pública.

Países como Canadá, Austrália e Estados Unidos já instituíram suas próprias semanas do serviço público.

O Brasil agora também tem uma. \o/


Para saber mais sobre a semana, acesse o link http://semanadoservicopublico.org

O envolvimento de todos os inovadores é essencial para o sucesso do serviço público.

Bora inovar...


21 de out. de 2016

Como mudar essa tal de cultura organizacional?


Os dias passam e continuamos utilizando a cultura organizacional como pretexto para não inovar. Não me entendam mal: uma cultura pró-inovação é sim determinante para o que queremos alcançar (aparentemente, existe até um cargo para zelar por ela em grandes empresas como Google, WikiMidea e Zappos), mas parece que, no serviço público, ela é mais uma desculpa para manter o status quo do que uma barreira a ser vencida. E imagino que isso ocorra por um simples motivo: a cultura organizacional soa como algo intangível, "é elusiva, como a energia que circula em um ambiente" e como poderia ser, então, alterada?

Daí me deparei com esse maravilhoso artigo chamado "Mudando a cultura: altere pequenos hábitos para obter grandes ganhos", uma espécie de passo a passo baseado no psicologia comportamental ( e com muito mais exemplos do que me propus a colocar aqui!).

Em resumo: 6 passos!

1) identifique como os hábitos funcionam, a fim de entender: 1. como surge o comportamento na sua organização; 2. o que o mantém; e 3. como você pode mudar os elementos no ambiente para alterá-lo.
Para isso, é importante entender que hábitos são formados por um gatilho, uma rotina consequente e um (ou mais) reforço que a mantém. Esse ciclo se repete constantemente para você, sua equipe e sua organização.

2) Identifique alguns hábitos-chave e bem difundidos que precisem ser mudados, obtendo, assim,
soluções focadas, cujo impacto permita às pessoas se sentirem paulatinamente confortáveis com a mudança na cultura.

3) Desmembre esse hábito em gatilho (o que leva à reação?), rotina (quais comportamentos fazem parte da reação?) e reforço (que benefícios as pessoas obtêm desses comportamentos?).

4) Identifique a causa raiz da rotina atual: considere, aqui, fatores ambientais e pessoais (não é possível obter resultados atacando um sem atacar o outro).

5) Desenvolva as condições para que as pessoas utilizem uma rotina alternativa.

6) Ouça os feedbacks! Como tudo na vida, aqui também é possível errar. E você só vai saber disso se ouvir as pessoas.

Brasil 100% Digital: Inscrições abertas



O Tribunal de Contas da União, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e o Tribunal Superior do Trabalho convidam você para a 2ª edição do Seminário Internacional Brasil 100% Digital. O objetivo é apresentar e discutir estratégias, projetos e ações de controle relacionados a serviços públicos, abertura de dados e participação social, sob esse novo paradigma.

O evento dá continuidade ao 1º seminário Brasil 100% Digital, de 2015, que apresentou algumas das mais relevantes experiências internacionais no aprimoramento dos serviços públicos oferecidos à sociedade sob o paradigma de governo digital.

Durante o evento, as palestras serão transmitidas ao vivo, por meio dos canais oficiais do TCU e do Ministério do Planejamento no YouTube, e sua gravação será disponibilizada para consulta, posteriormente.

Palestras e Painéis Temáticos
10 e 11 de novembro de 2016
Horário: de 9h às 18h
Auditório Ministro Arnaldo Sussekind
Tribunal Superior do Trabalho
Brasília - DF
VAGAS LIMITADAS
 Para saber mais, acesse: http://www.brasildigital.gov.br/

19 de out. de 2016

Desafio de Aplicativos Cívicos - TCU




O Tribunal de Contas da União lançou recentemente a Nuvem Cívica, uma proposta estruturante que visa facilitar e potencializar a ação dos diversos atores no ecossistema nascente de aplicativos cívicos. Ela busca trazer os dados abertos para mais perto do desenvolvedor de tecnologias cívicas por meio de webservices que disponibilizam dados relacionados a diversos temas do Governo. Também oferece um ambiente gratuito de hospedagem dos dados gerados pelos aplicativos. A Nuvem Cívica tem uma visão comunitária de longo prazo, que busca ao mesmo tempo fortalecer o controle social e aprimorar sua ação enquanto órgão de controle externo.

Buscando estimular o uso da Nuvem Cívica o TCU está promovendo o Desafio de Aplicativos Cívicos, um concurso nacional voltado aos desenvolvedores de tecnologias móveis. Fugindo da fórmula que vem sendo largamente utilizada nesse contexto, de competição de curta duração denominada genericamente de hackathon, o desafio patrocinado pela Auditar e Sindilegis incentiva o desenvolvimento de aplicativos mais sofisticados, de maior impacto e sustentáveis, e por isso o desafio se estenderá por semanas, quando então será feito o julgamento e premiação das melhores soluções.

Para participar do Desafio o candidato deve implementar um aplicativo móvel original em plataforma Android ou iOS e publica-lo em loja online de forma gratuita. O aplicativo deve utilizar os serviços de dados da Nuvem Cívica e ter como tema educação, saúde ou assistência social. Para mais detalhes acesse o site http://portal.tcu.gov.br/desafio-aplicativos-civicos/

Compartilhe a ideia nas suas redes! Ajude a construir esta ponte entre os dados do Governo e o cidadão.

Datas importantes
Envio dos aplicativos
Até 15/11/2016
Publicação do resultado
Até 22/11/2016
Cerimônia de premiação
29/11/2016

Premiação

1º lugar
R$ 25.000,00
2º lugar
R$ 15.000,00
3º lugar
R$ 10.000,00

17 de out. de 2016

Global Innovation Index (GII) 2016 - Brasil ganha uma posição!


Suíça, Suécia, Reino Unido, EUA, Finlândia, Singapura lideram como as nações mais inovadoras do mundo e China junta-se aos top 25 no Índice Global de Inovação 2016 (@GI_Index), divulgado Universidade de Cornell (@Cornell), INSEAD (@INSEAD) e da Organização Mundial da propriedade intelectual - WIPO (@WIPO).

Apesar de a ascensão da China, uma "divisão da inovação" persiste entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento em meio à crescente conscientização das autoridades que o fomento da inovação é crucial para uma economia vibrante, competitivo.


"Investir em inovação é fundamental para aumentar o crescimento econômico a longo prazo"

Diretor Geral da WIPO Francis Gurry. 


Apesar disto, os dados indicam que os investimentos em I&D cresceram apenas 4% em 2014, contra um ritmo anual de 7% de crescimento antes da crise de 2009.



Pontos-chave


  1. Incentivos à inovação global podem ajudar a evitar a perpetuação do cenário de baixo crescimento econômico
  2. Existe a necessidade de uma mentalidade global de inovação e discussões sobre modelos de governança
  3. A inovação está se tornando mais global, mas as divisões permanecem 
  4. Não há uma receita para sistemas de inovação eficazes; incentivos ao empreendedorismo e a criação de "espaços para inovação" ajudam
  5. A África subsariana necessita preservar o impulso de inovação
  6. A América Latina é uma região com potencial de inovação não explorado com riscos importantes para a inovação esforços no curto prazo

O tema GII deste ano é "Vencendo com Inovação Global", dado que parte crescente da inovação é realizada através de redes de inovação globais, com o compartilhamento mais amplo dos fluxos de conhecimento. O relatório também conclui que há uma ampla margem para expandir a cooperação global privado e público em I&D para fomentar o crescimento econômico futuro.

"Digital tornou-se o principal motor do desenvolvimento da estratégia de inovação para os negócios em quase todos os setores" 

Johan Aurik, Presidente da A.T. Kearney


América Latina e Caribe

Chile leva o primeiro lugar entre todas as economias da região (44) movidos por bons resultados sobre os indicadores de instituições, infra-estrutura e sofisticação de negócios, seguido por Costa Rica (45º), México (61), Uruguai (62) e Colômbia (63).

A América Latina é uma região com grande potencial de inovação não explorado. Os rankings GII das economias locais não têm melhorado significativamente em relação a outras regiões nos últimos anos, e nenhum país na região atualmente mostra um desempenho superior ao seu PIB.

O relatório sugere que, como a América Latina, e especialmente o Brasil, entraram em uma zona de turbulência econômica, é importante superar as restrições políticas e econômicas de curto prazo e redobrar os compromissos de inovação de longo prazo.




Brasil

O Brasil ganhou uma posição em 2016 (69) em relação à 2015 (70) e com pontos fortes em: educação e fatores de I&D, qualidade de suas publicações científicas, a indústria de alta tecnologia; e fraquezas relativas à: ambiente de negócios (123), ensino superior (111) e sua capacidade de gerar resultados da inovação e da criação de novas empresas.

Um dos pilares mais fortes do em 2016 do Brasil foi a sofisticação de negócios (39), onde é um dos seu mais altos no ranking de pagamentos por IP (8º), tamanho do mercado interno (7º) e as despesas média das 3 principais empresas globais de I&D (17º). 

Quanto ao desempenho do governo, o Brasil ocupa a 79a posição em ediciência governamental, atrás de países como Rússia e México, porém apresenta-se como o 49o país com maior presenta de serviços públicos online, à frente da Argentina (55). Neste último indicador, destaca-se as posições de Chile (16) e Colômbia (17).




Sobre o Índice Global de Inovação

O Índice Global de Inovação 2016 (GII), em sua 9ª edição este ano, é co-publicado pela Universidade de Cornell, INSEAD, e da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, uma agência especializada das Nações Unidas).

Publicado anualmente desde 2007, o GII é uma ferramenta de benchmarking levando para executivos, políticos e outros que buscam uma visão sobre o estado da inovação em todo o mundo.

Veja mais em https://www.globalinnovationindex.org/



13 de out. de 2016

Nanotecnologia já é uma realidade





Visualize 1 metro, depois divida por 1 bilhão e você terá 1 nanômetro. Esse pedacinho tão pequeno é a unidade base para a nanotecnologia, que pesquisa e desenvolve tecnologias para as mais diversas áreas das ciências, desde a medicina até a informática. O computador que você está usando agora para ler este texto tem peças desenvolvidas a partir da nanotecnologia, não é à toa que máquinas cada vez mais leves, finas e potentes são lançadas no mercado a cada ano. Até remédios que talvez você já tenha tomado estão mais eficazes e com menos efeitos colaterais graças à utilização da nanotecnologia. São apenas dois exemplos nos quais essa tecnologia pode ser aplicada.

Certamente, algo tão novo e com possibilidades ilimitadas de desenvolvimento é muito atraente não só para os centros de pesquisa e universidades, mas também para o mercado. São produtos inéditos, eficientes e até revolucionários em estado de pesquisa e desenvolvimento neste exato momento, grandes potenciais econômicos a serem colocados no mercado. Ciente disso, o Governo Brasileiro se preocupa em acompanhar, incentivar e também regular esse novo nicho de mercado que vem crescendo nos últimos anos.  

Para tratar do tema regulação, o Projeto Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia -Brasil teve papel importante. Na 7ª convocatória do projeto, em 2014, o Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) apresentou uma proposta de ação que envolvia contratação de peritos brasileiros e europeus para fazerem levantamentos sobre iniciativas de regulação tanto no Brasil quanto na União Europeia. Além disso, aos peritos também foi solicitado que fizessem recomendações quanto à estruturação dos laboratórios no Brasil visando a acreditação dos mesmos e o desenvolvimento da regulamentação nesse setor de maneira compatível com o cenário internacional.

Nessa ação também foi proposta uma missão Brasil-Europa que rendeu seu principal resultado, “a participação nos Diálogos Setoriais foi fundamental, porque foi em uma missão do projeto que começaram as tratativas para a participação do Brasil no Programa NANoREG”, como afirma Luciana Landim Carneiro Estevanato, tecnologista do MCTIC que acompanhava o desenvolvimento da ação. O NANoREG é uma iniciativa da União Europeia que visa dar respaldo científico às propostas de regulação na área da nanotecnologia. Uma outra missão de europeus ao Brasil possibilitou que representantes do NANoREG conhecessem a estrutura de laboratórios brasileiros e de recursos humanos voltados para pesquisa na área e assim pudessem ratificar a capacidade brasileira para fazer parte dessa inciativa internacional.

Ainda em 2014, foram acordadas metas de pesquisa, assim como desenvolvimento de protocolos a serem alcançados até 2016. Em junho deste ano, 2016, o Brasil apresentou seus resultados, alcançando todas as metas estabelecidas. A partir de agora, começará uma nova etapa em que serão traçadas novas metas a partir dos pontos que o País achar pertinente, como informa a Coordenação-Geral de Micro e Nanotecnologias (CGNT) do MCTIC. 

Com o apoio dos Diálogos Setoriais em 2014, Brasil e União Europeia hoje caminham para a construção harmônica de marcos regulatórios, o que ajudará a fomentar ainda mais a interação entre ambos no desenvolvimento de novas invenções e soluções no campo da nanotecnologia.

11 de out. de 2016

Breve relato da Oficina de Inovação realizada pela CGU e INOVA


Durante os dias 29 e 30 de setembro de 2016, no Espaço Inovatio da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), foi realizada a Oficina “RUMOS INOVADORES DA PREVENÇÃO DA CORRUPÇÃO +10 anos”, em alusão ao aniversário de criação da Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção (STPC) do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). A Oficina foi organizada pela própria Secretaria e pelo Departamento de Modernização da Gestão Pública – INOVA da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, que acompanhou todo o processo de planejamento e de execução da Oficina, colaborando com a cessão de facilitadores e com as metodologias de “design thinking” utilizadas, especialmente adaptadas à gestão pública.
A Oficina foi planejada para promover o encontro entre servidores, dirigentes e colaboradores externos da CGU e propiciar o intercâmbio de ideias e projetos. Os participantes foram divididos em 6 grupos e apresentaram 6 soluções para os problemas apresentados ao final da Oficina, sendo que essas ideias já estão sendo melhor detalhadas e serão incorporadas ao Planejamento da Secretaria para 2017.
O sucesso da Oficina deveu-se especialmente ao engajamento dos participantes e colaboradores externos, que foram apenas convidados e não “convocados”, como em processos tradicionais, o que deu mais liberdade para todos. Além disso, o altíssimo grau de dedicação e profissionalismo dos facilitadores do INOVA, com pleno domínio das metodologias utilizadas foi o diferencial para a “subida de patamar” da inovação em nossa Secretaria. A partir desta Oficina, a utilização das metodologias de “design thinking” em nossos projetos e programas e a construção permanente de um ambiente propício à inovação ficaram enraizadas em nossa cultura organizacional.
O futuro a Deus pertence, mas também pertence àqueles que o constroem. Com esta Oficina de Inovação, a Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção quer construir seu próprio futuro para os próximos 10 anos.   Pretendemos continuar com esta parceria com o INOVA do Ministério do Planejamento para futuros projetos, colaborar mais com a Rede de Inovação no Setor Público, além de dar continuidade ao desenvolvimento das ideias e soluções inovadoras surgidas a partir desta Oficina.

Estamos oficialmente juntos


Com o perdão do chefe, infringirei seus direitos autorais: a InovaGov nasceu! Ou melhor, é um lindo bebê que agora tem sua certidão de nascimento!
Ontem, já éramos 38 instituições e 188 servidores com a clareza de que a inovação não acontece olhando para o próprio umbigo e sim, no apoio mútuo, no reconhecimento de que estamos todos em um mesmo barco e na inspiração naqueles que erraram e aprenderam antes da gente.
E, hoje, continuamos sendo 38 instituições e 188 servidores, mas agora oficialmente unidos. Quem está nessa jornada desde o início sabe que a formalização de nosso movimento é muito mais do que a assinatura em um pedaço de papel. É o reconhecimento de que a inovação no setor público é necessária e tem apoio nos três Poderes da União para que seja incorporada nas diversas decisões que tomamos todos os dias. Parabéns a todos nós!

E agora? Agora, vamos trabalhar para pensar em nossa rede ainda mais ampla e mais rica. Começa a contagem regressiva (90 dias) para nos estruturarmos e definirmos como e quando abriremos nossas portas a outras organizações e pessoas interessadas em fomentar a inovação no setor público. Afinal, a missão é ambiciosa e toda ajuda é bem vinda para que esse nosso bebê cresça e apareça! ;)
E você? Já é parte da InovaGov?




7 de out. de 2016

Casos de Sucesso - Plano de Contingência




IBAMA assina acordo de cooperação com Agência Espacial Europeia para que o satélite europeu Sentinel cubra as Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, mais o polígono do pré-sal. Ou seja, neste momento, com as imagens do satélite europeu, a dinâmica brasileira para identificar e agir contra poluição de óleo é mais rápida. Isso foi possível a partir de uma das missões, apoiadas pelo Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia - Brasil.


Há plataformas em alto mar trabalhando 24h para extração de petróleo, muitas delas ao longo da grande extensão da costa brasileira, no mesmo mar rico em biodiversidade que muitos utilizam para tirar seu sustento e que você deve dar aqueles mergulhos nas folgas ou férias de verão. Já parou para pensar o que um erro de operação nessas plataformas pode acarretar? Felizmente, desde o final de 2013, o Brasil vem se preparando para lidar com esses acidentes.

Primeiramente foi estabelecido o Plano Nacional de Contingência (PNC) e nele o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) foi designado para lidar com derramamentos de óleo nas águas brasileiras, em conjunto com a Marinha e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombusítveis (ANP). Com toda essa responsabilidade o instituto logo buscou informações consistentes sobre o “quê” e “como” fazer. É aí que entra o Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia - Brasil. Em 2014, na 7ª Convocatória, o IBAMA apresentou uma proposta de ação que tinha como principal objetivo adquirir conhecimento sobre normas e legislação referente a Planos de Contingência de Países Europeus e atendimento a emergências ambientais no mar, nomeadamente exigências dos portos relativas à movimentação de óleo e demais produtos perigosos. O Projeto financiou missões de equipes brasileiras a Portugal e Finlândia, trabalhos de pesquisa por parte de peritos europeus e brasileiros, além de eventos no Brasil que trouxeram europeus para trocar ideias com especialistas brasileiros.

O fluxo de ideias, sugestões e discussões foi tão rico que acabou rendendo mais uma proposta de ação, apresentada aos Diálogos Setoriais na 8ª Convocatória. Nesta, o objetivo era conhecer métodos práticos a serem utilizados para combater possíveis derramamentos. Foram novas contratações de peritos e novas missões à Europa, que tiveram um resultado bem concreto.

No Brasil, os órgãos que compõem o PNC só ficariam sabendo de acidentes com óleo se a empresa desse um aviso, “o poluidor tem que comunicar ao IBAMA que poluiu”, como disse Fernanda Cunha Pirillo Inojosa, Coordenadora Geral de Emergências Ambientais do IBAMA. Já na Europa, esse controle é feito pela Agência Espacial Europeia (ESA), por meio de um Satélite chamado Sentinel, que entre outras coisas é utilizado para identificar manchas suspeitas de óleo, fazendo da Europa um monitor ativo de incidentes. É esse modelo que o Brasil pretende alcançar.

Em uma das missões do projeto de técnicos do IBAMA à ESA, foi fechado um acordo de cooperação entre os dois institutos. Agora o Sentinel está direcionado para o Brasil para cobrir as Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, mais o polígono do pré-sal. Ou seja, neste momento, com as imagens do satélite europeu a dinâmica brasileira para identificar e agir contra esse tipo de poluição é mais rápida. O Sentinel envia para o IBAMA, que gera um mapa e o retorna ao órgão europeu. Esse retorno ajuda a calibrar os modelos do satélite.

Essa cooperação ainda está em processo de formalização junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para que as imagens possam ser enviadas em tempo real ao Brasil via antena do INPE. A ESA tem interesse em um ponto na América do Sul para recepção das imagens do Sentinel.

Concluídas as atividades promovidas por meio do Projeto Diálogos Setoriais, as trocas continuam entre Brasil e Europa. Agora vai ser a vez do governo brasileiro apresentar uma solução ao órgão europeu. O IBAMA está desenvolvendo o SISNOLEO, um sistema para identificar automaticamente as manchas de óleo captadas pelo Sentinel (aqui a ideia é que a identificação agora seja automática). É um novo passo de uma cooperação que começou ainda em 2014 com uma pequena ação dentro do Projeto Diálogos, que trouxe resultados concretos e que continua com autonomia fortalecendo a cooperação entre UE e Brasil em uma ação eficiente em prol de águas despoluídas. Esse é um grande exemplo de como o Projeto contribui para encontrar solução para os grandes desafios globais em união e cooperação entre essas duas importantes partes.



6 de out. de 2016

Queremos conhecer a experiência dos membros da InovaGov!


O fim do ano se aproxima e chegamos perto de completar 1 ano de InovaGov (sim, já tem quase tudo isso)!

Como o design thinking tem claramente nos mostrado, tudo que é inovador nesse mundo depende de arriscarmos soluções e aprendermos com erros e acertos!

Claro que com a nossa Rede não poderia ser diferente. Queremos, assim, ouvir dos membros da InovaGov como tem sido sua experiência até aqui. Afinal, é importante que nossa relação continue rendendo frutos, certo?

Pedimos, então, que preencham o questionário disponibilizado em https://goo.gl/forms/097zklZvMVjJBin22. Prometemos que não levará mais de 5 minutos!

A resposta nos ajudará a contar um pouco de nossa história no livro que será lançado em abril pela própria Rede - e ainda temos muito o que escrever! Pedimos que sua reposta seja registrada até o fim do dia de hoje, dia 06/10 (e não se preocupe, pois o questionário é anônimo e trataremos as respostas de forma agregada).

4 de out. de 2016

Inovação é para você também!



A palavra inovação estava lá, bem destacada no convite para a II Semana de Inovação em Gestão Pública e para o Seminário Internacional de Governança, Inovação e Desenvolvimento. A tal
Inovação no Serviço Público sempre me pareceu um pouco distante, por hábito associava inovação só a facilidades tecnológicas. Então, inicialmente, me inscrevi em palestras e arenas com foco nos temas de governança e desenvolvimento, seria uma boa oportunidade de ouvir vários convidados do setor público e privado e conseguia fazer uma associação mais concreta com problemas que já havia enfrentado no dia a dia do trabalho.

A Semana de Inovação começou e... a ficha caiu!  A inovação não é só tecnologia!
Sabe aquele momento em que você se dá conta de que não consegue mais voltar atrás? Como quando um amigo conta sobre aquela série da TV superinteressante e você tem que saber detalhes e vai assistir? A Semana de Inovação foi assim para mim. Percebi que a inovação não está distante do cotidiano do Serviço Público e que experiências de sucesso já estão acontecendo. Um filme foi passando pela minha cabeça com todos os problemas que poderiam ter sido resolvidos se a abordagem tivesse sido pensada de forma mais inovadora. Acabei me inscrevendo em mais arenas sobre Design Thinking e Cultura de Inovação, só pensava em como era importante conhecer mais, divulgar e envolver mais pessoas nesse processo.

Além de conhecer mais sobre o que é possível fazer no campo da inovação, participar da Semana de Inovação me levou a perceber que em muitas áreas chegamos a um ponto que sem inovação ficamos sem alternativas, sem um plano B. A maior parte das áreas do serviço público em que trabalhei pensa, em última análise, em estruturar soluções voltadas ao cidadão, mas frequentemente boas ideias acabam não sendo testadas, dentre muitos outros motivos, por dificuldades em estabelecer parcerias. Nesse sentido na Semana de Inovação, conhecer mais sobre Rede InovaGov e o G.Nova foi muito importante.  Ao buscar uma forma de atuar e mobilizar atores do setor público e privado, da sociedade civil e da academia, ficou claro para mim que existem ferramentas (não só tecnológicas) e uma rede em construção, que o setor público pode utilizar para mudar, ops, Inovar!

Confira as apresentações dos facilitadores aqui.



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