6 de fev. de 2017
Venha com a gente em 2017!
2 de fev. de 2017
Como assim "playground"????
Uma mudança de prédio, uma conversinha sobre a nova distribuição física dos servidores e pronto: lá estava um espacinho reservado a uma área de criação. O lugar para armários era escasso, os funcionários, muitos e o medo de ver aqueles metros quadrados evaporarem, enorme. Não à toa, pessoas empolgadas (euzinha também!) saíram correndo para uma certa loja e compraram os objetos mais coloridos que encontraram. Visitaram alguns muitos sites e acharam opções para aquelas paredes cinzas e pilastras mal conservadas. Buscaram amigos artistas, ligaram para lojas, erraram na aplicação do adesivo, colaram alguns quadros tortos e tcharam! Aqui temos uma nova área de trabalho: nosso google particular (quase pronto)!
E nesse processo, sem entender muito bem porquê, eu me irritei (sim, chefe, desculpe aí) com os apelidos que aquela área ia ganhando: brinquedoteca, espaço kids, playground. Como assim, aquela área na qual eu e alguns colegas colocaram tanto esforço, dinheiro e amor estava sendo reduzida a um espaço para crianças???
Foi necessário um papo paralelo para que a psicóloga que há em mim se lembrasse daquelas sessões de terapia infantil. Para uma criança, brincar é coisa séria! Já reparou no rosto concentrado de uma criança quando analisa os efeitos da queda de um giz de cera empurrado de uma mesa (olha! Caiu!)? E na frustração envolvida num experimento que falhou quando aquela torre de lego ficou alta demais? Sem contar na vida que aqueles brinquedos ganham quando recebem experiências do dia-a-dia (carros conversam, sabia?).
E aí, de repente, eu percebi: se não for para voltar a ser criança, é melhor nem ter um espaço desses. Porque adulto tem medo de errar, tem vergonha do lúdico, acha estranho verbalizar tudo o que vem à cabeça. Minha nova forma de pensar? Pegue seu lego, sente no chão e resgate essa criança que mora aí dentro de você porque ela está louca por um pouco de experimentação (ou seria design thinking?) na resolução desse seu problema. E seja bem vindo ao playground!
30 de jan. de 2017
Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias (resenha)
“Design
Thinking” (“Change by Design”, no original) já foi citado aqui no blog da Rede InovaGov e agora trago uma resenha deste livro escrito por Tim Brown.
O Design Thinking (DT) tem se tornado
nos últimos anos um termo cada vez mais associado à inovação (tanto no setor privado
e também com experiências no setor público), sendo tratado como uma metodologia
para a criação de novas ideias. No entanto, ainda há muita mistificação
sobre o DT, como a exigência de conhecimentos específicos em design ou “ser
criativo” e até questionamentos sobre o Design Thinking não apresentar
nada de realmente novo, sendo apenas a “modinha da vez”. Neste contexto, o
livro “Design Thinking” de Tim Brown é uma leitura muito interessante sobre o
assunto. Como entusiasta do Design Thinking e CEO da IDEO – empresa
notável pelo uso e popularização da abordagem – o autor, Tim Brown, de fato não
apresenta uma visão neutra sobre o DT. Ao contrário, o livro busca apresentar o
Design Thinking como uma abordagem que pode levar à novas experiências e
produtos inovadores em virtualmente qualquer área, de novos produtos que podem
gerar lucros para grandes empresas até inovação social. Mais do que um
processo ou método, o Design Thinking é uma forma diferente de se olhar
o mundo ao seu redor, repensar problemas primeiro e só então buscar soluções
inovadoras.
O livro é dividido em duas partes: a primeira,
“O que é design thinking?”, é dedicada a apresentar e explicar os
elementos fundamentais da abordagem. Um aspecto crucial do Design Thinking é
que o seu foco deve ser as pessoas, isto é, uma solução criada pelo DT deve ser
capaz de resolver um problema das pessoas ou ser capaz de criar uma nova
experiência para pessoas. Por esse motivo, a empatia – capacidade de se
colocar no lugar do outro – é um dos seus elementos essenciais. Os outros dois
são a colaboração (compartilhar ideias e perspectivas para o surgimento de insights
e ideias, envolvendo ativamente não apenas os projetistas, mas também outros stakeholders
no processo, como os próprios clientes) e a experimentação (representada pela
prototipagem e pelo princípio de que é importante testar protótipos diversas
vezes para se descobrir falhas e erros e aprender com eles). Uma outra
característica do Design Thinking é o uso de ciclos de pensamento
divergente e convergente como forma de se refletir sobre contextos e situações
e promover a redefinição de problemas e soluções. Há de observar que
embora o aspecto da desejabilidade pelas pessoas seja o ponto de partida do DT,
a solução final deve também levar em consideração a viabilidade financeira e a
possibilidade técnica.
A segunda parte do livro, “E agora, para onde
vamos?”, destaca o potencial transformador do Design Thinking por meio
de diversos exemplos da aplicação da metodologia, seja como abordagem sistemática
à inovação empresarial ou na promoção de inovação social, provocando mudanças
organizacionais e também comportamentais.
Dito isso, cabe observar que o livro não é um
guia ou material didático para aplicação prática do Design Thinking,
e que quem for procurar o livro com esse objetivo provavelmente se
decepcionará. O livro é abarrotado de exemplos de sucesso sobre o uso do Design
Thinking – muitos casos são de clientes da IDEO –, mas eles são
apresentados de forma a destacar os princípios e elementos da abordagem, não de
serem verdadeiros estudos de caso. Por fim, não se deixe enganar pelo texto da
quarta capa da edição brasileira do livro “Design Thinking”: este não
é um “guia para líderes criativos que buscam propor o design thinking
em todas as facetas de suas organizações”. O próprio Tim Brown deixa bem claro
no prefácio à edição brasileira que um dos objetivos do livro é “persudiar [o
leitor] independentemente de sua profissão ou da função que desempenha,
de que o design thinking pode ser aplicado aos desafios de negócios que
todos nós enfrentamos todos os dias”.
Título: Design
Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias
Título original: Change by Design:
How Design Thinking Transforms Organizations and Inspires Innovation
Autores: Tim Brown
Edição brasileira: Elsevier
Editora, 2010. 249 páginas.
27 de jan. de 2017
Governos que Servem
Seguindo em frente para a
melhoria dos serviços públicos oferecidos para os cidadãos, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) publicou: Governos que servem - Inovações que estão melhorando a entrega de serviços aos cidadãos. Nesta publicação
são destacados 7 temas distribuídos entre 9 autores, que nos levam a mergulhar
na discussão da nova relação, e por que não dizer na “relação moderna” entre
Governo e Cidadão.
São eles:
- Reconstruindo a Relação: O novo papel do cidadão na Gestão Pública;
- Saiba Mais: um quadro conceitual e analítico para melhorar a prestação dos serviços;
- Entender o que funcionou: tendências e lições na prestação dos serviços;
- Integrar para Servir Melhor: o desafio de alcançar uma visão única do cidadão;
- As Estratégias de Simplificação Administrativa como Ferramentas para melhorar a prestação dos Serviços Públicos;
- A Gestão da Prestação dos Serviços Integrados: Cidadãos de primeira; e
- A Jornada para Melhorar a Experiência do Cidadão: uma agenda em contínua evolução.
Como em um casamento, onde antes
de renovar os votos passaremos pela DR – discutir a relação - entre Estado e Cidadão, sobre a preocupação do
que foi feito, do que precisa ser melhorado e o papel de cada um para que a
harmonia seja estabelecida.
Será que o Estado está disposto/preparado
para renovar os votos?
26 de jan. de 2017
Inovando para Melhor Servir - Por Pedro Farias
Para que servem os governos? Principalmente para servir os
cidadãos, empresas e organizações sociais, como indicado por estudos do
BID com base em dados recolhidos pelo Latinobarómetro, mostrando que fatores
relacionados à prestação de serviços são mais valorizados pelos cidadãos para
determinar a confiança nas instituições. Infelizmente, as pesquisas da
organização entre 2010 e 2015, mostram números crescente de cidadãos não confiam em seus governos.
Desde
a segunda metade do século passado, as novas funções do Estado relacionadas com
a prestação de assistência social e regulação econômica e social, têm aumentado
a necessidade de interação entre governos, cidadãos e empresas. Que levou
à expansão dos chamados serviços transacionais ou procedimentos que exigem a troca de
informações e conformidade com acesso padronizado para direitos e cumprimento
de obrigações. Atualmente, para além da sua despesa significativa do
Estado, os serviços públicos afetam diretamente a qualidade de vida das
famílias, a produtividade do trabalho e competitividade das empresas.
Os
dados do Fórum Econômico Mundial disse que a burocracia do governo como o fator
mais problemático para fazer negócios no mundo, enquanto um em cada cinco
cidadãos da América Latina e do Caribe supervisionado por AmericaBarometer em
2014 relataram ter pago um suborno em seu relacionamento com o governo no ano
anterior.
Na
União Europeia, mesmo após a implementação de programas abrangentes de
simplificação administrativa, estima-se que os custos médios dos impostos pelos
encargos administrativos sobre os usuários de serviços públicos transacional chegam a cerca de 3% do produto interno bruto (PIB) dos países. México,
o único país na América Latina e Caribe que tem avançado neste tipo de medição,
estima-se estes custos em 4,6% do PIB.
A
consciência destes altos custos de transação levou muitos governos para renovar
suas formas de interagir com os cidadãos a partir práticas inovadoras que estão
desafiando a fragmentação tradicional, a complexidade e as deficiências de
gestão que têm caracterizado historicamente a prestação de serviços públicos.
Nos
últimos anos, o BID tem estudado os fatores que contribuem para uma melhor
interação entre governos e cidadãos com base em projetos financiados, estudos
de casos e pesquisas desenvolvidas, com o apoio de especialistas e instituições
internacionais, como Stephen Goldsmith, o Centro
de Ash da Harvard
Kennedy School , e Maryantonett Flumian, do Instituto
do Governo do Canadá. Os resultados destes estudos são
agora apresentados na publicação governos que servem:
inovações que estão a melhorar a prestação de serviços aos cidadãos , onde destaca as lições aprendidas e recomendações para os
decisores políticos e gestores de serviços públicos .
A
publicação descreve como, a partir de um quadro analítico comum, o BID realizou
estudos de casos selecionados, abrangendo vários aspectos, tais como
plataformas tecnológicas, marcos regulatórios, coordenação de governo, a
participação do cidadão e práticas de governança. Com base nessas
análises, são identificados três importantes vetores de inovação em serviços:
·
integrar, para combater os vários níveis de fragmentação institucional
e de informação,
·
simplificar , para facilitar as transações e reduzir os custos cobrados
aos usuários e
·
gerenciar para garantir a sustentabilidade das reformas, na sequência
de uma gestão adequada das entradas e qualidade de atendimento.
Cada uma destas dimensões é desenvolvido por reconhecidos
especialistas que recomendam iniciativas que visam gerar uma visão única do
cidadão, para projetar estratégias de simplificação administrativa, e
construção de modelos de gestão de serviços integrados centrados no cidadão. No
capítulo final, aparecem as perspectivas para a inovação aplicada aos serviços
públicos, destacando a importância das novas tecnologias, e como a colaboração
e aprendizagem organizacional pode contribuir para a geração de ambientes
institucionais onde soluções inovadoras ganham escala e sustentabilidade.
Cada
vez mais, os Estados modernos percebem sua relação com os cidadãos é uma ampla,
complexa e crescente área de atuação que abrange vários domínios científicos e
incide fortemente sobre os resultados dos programas de governo e a confiança do
público.
Durante décadas, disfunções burocráticas e deficiências
institucionais do setor público criaram uma imagem de distanciamento das
necessidades e expectativas das pessoas. Conforme destacado nesta nova
publicação do BID, muitos governos estão agora aprendendo que servir
bem é o caminho mais curto para recuperar a confiança
perdida.
Original aqui!
24 de jan. de 2017
Cidadania Digital já é uma realidade
Por Unknown24.1.17Experiências Inovadoras, Ferramentas, Governo, Melhoria da Gestão, Plataforma online, Redes de Inovação1 Comentario
Muita gente já esqueceu como era a vida antes das compras online e da fila do orelhão! Estar conectado já faz parte da nossa rotina, o hábito de se comunicar com amigos e familiares por aplicativos, checar noticias e as redes sociais cresceu muito com o uso dos smatrphones e o acesso a internet. As facilidades cotidianas aumentam a cada dia com o lançamento de aplicativos para os mais variados fins e, inclusive, vem melhorando o acesso aos serviços públicos e mexendo na nossa legislação - é a tal da Cidadania Digital.
Com a ampliação do acesso à rede, o ambiente virtual passou a ser espaço rico de práticas inovadoras e aproximou o Governo do cidadão, estamos mais perto do dia em que o cidadão não precisará encarar uma fila no balcão dos órgãos públicos e se enfrentar algum problema vai conseguir reclamar de forma oportuna.
Recentemente o governo federal instituiu a Plataforma de Cidadania Digital, com o objetivo de ampliar e simplificar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos digitais, inclusive por dispositivos móveis. Além disso, o Portal de Serviços de Governo Federal disponibiliza informações sobre serviços e políticas públicas, permite realizar e acompanhar solicitações eletrônicas.
A ideia central é aumentar a oferta de serviços públicos e oferecer ao cidadão a mesma praticidade e agilidade dos aplicativos de troca de mensagens e plataformas de serviços bancários, por exemplo. Além disso, a tendência ao longo do tempo é de economia de recursos públicos, com a redução do atendimento presencial, da impressão e autenticação de documentos e na manutenção de estruturas físicas para prestação de serviços que passarão a ser oferecidos em ambientes virtuais.
Para conhecer mais veja aqui informações sobre a Plataforma de Cidadania Digital, a Política de Governança Digital e a Política de Dados Abertos.
18 de jan. de 2017
O Brasil no mapa do design
Você sabia que é possível localizar iniciativas governamentais que utilizam o design como forma de engajar e implementar serviços e políticas alinhados às vidas dos cidadãos?
Esse é o propósito do mapa criado pela 27e Région e pelo Nesta como parte do programa "Design for Europe": identificar e atualizar continuamente a lista dos principais atores que trabalham nessa área.
E atenção! O mapa não se aplica somente à Europa! Já pedimos a inclusão da InovaGov lá. Que tal fazer o mesmo com a sua iniciativa?
Clique aqui para conhecer o mapa e aqui para solicitar a inclusão.
13 de jan. de 2017
Lisboa: A próxima capital das novas tecnologias
"A sustentabilidade da área tecnológica é uma prioridade para Portugal. O governo está a considerar ferramentas económicas capazes de atrair startups inglesas, americanas, holandesas ou alemãs.
Neste âmbito, Lisboa apresenta um papel de liderança. Manuel Caldeira Cabral, o ministro da Economia, afirma: 'Chamamos [startups] por várias razões: pelo nosso sistema de concessão, a nossa política fiscal competitiva para as empresas jovens, mas também graças ao estilo e qualidade de vida de que os empresários podem desfrutar'".
Neste âmbito, Lisboa apresenta um papel de liderança. Manuel Caldeira Cabral, o ministro da Economia, afirma: 'Chamamos [startups] por várias razões: pelo nosso sistema de concessão, a nossa política fiscal competitiva para as empresas jovens, mas também graças ao estilo e qualidade de vida de que os empresários podem desfrutar'".
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